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Templarismo


Índice dos Arquivos do Site Cavaleiro Templário



hp.4 História e Pesquisa

História e Pesquisa

ANO III - Nº 111

Publicado em:28.03.10

Considerações


Será que somente um indivíduo chamado Jesus passou por Alexandria, e que esse indivíduo era o Nosso Senhor Jesus Cristo? Como veremos, toda a argumentação, afora essa vasilha com a inscrição "Jesus, o Mago", está baseada em suposições, indícios e lendas. Em terra de Magos, não poderia haver um outro chamado Jesus?



PEGADAS DE JESUS NO EGITO - II - Final

 

 

A árvore e gruta da Virgem

 

 

O bairro de Matareia (O Cairo) conta com dois pontos chaves para seguir as supostas pegadas de Jesus no Egito. Um, a igreja católica da Virgem Maria, cujo interior alberga umas pinturas modernas com legendas em francês que nos lembram a passagem da Sagrada Família pelo lugar quando se dirigia para Heliópolis. A poucos metros da citada igreja se acha o pequeno museu que acolhe a "árvore de Maria", uma das relíquias mais queridas pelos cristãos coptos egípcios. Em um de seus jardins se encontra a árvore na qual, segundo a tradição, descansou a Sagrada Família. Trata-se na realidade de uma árvore nascida de um broto da original, que secou em 1672. Por sorte, poucos anos antes, em 1656, um sacerdote franciscano tinha selecionado e plantado algumas mudas. Ao longo da história esse lugar também foi famoso pelas propriedades curativas dos bálsamos extraídos do frondoso jardim que rodeia a árvore de Maria. A lenda conta que depois da visita de Jesus o jardim começou a produzir ricos perfumes e, sobretudo, um básamo cujas extraordinárias propriedades podiam curar enfermidades e santificar objetos e lugares. Os monumentos coptos que se construiram no Egito desde tempos antigos, assim como as imagens que se adoram nesses santos lugares, foram santificados com o famoso unguento extraído dos jardins da árvore de Maria, situado no bairro de Matareia. No jardim há também um poço de água presunçosamente milagrosa que, segundo outra lenda, curou os soldados de Napoleão.

 

O relato conta que as tropas francesas se acercaram para visitá-lo durante a expedição do general ao Egito em 1798. Alguns soldados tinham enfermidades nos olhos produzidas pela luz e a areia do deserto. Ao lavá-los com a água do poço, curaram. Então escreveram seus nomes e o que havia acontecido nas folhas da árvore de Maria.

 

 

A Igreja de São Sérgio

 

 

Em outra área do Cairo situada no bairro popular copto,se encontram um dos pontos de passagem da Sagrada Família mais conhecidos. Inserida nas rotas turísticas mais populares, a igreja de São Sérgio (Abu Serga) apresenta no subsolo uma diminuta gruta de apenas 6 m de comprimento por 4,5 m de largura. Atualmente é difícil visitá-la, já que costuma estar cheia d'água devido às infiltrações proveniente da rocha em que está escavada. Na capela que se abre em frente às escadas que leva à cripta subterrânea da igreja, pendurado em uma das paredes de madeira, há um ícone da Virgem Maria. Trata-se de uma imagem prodigiosa, pelo dizer das lendas locais, que chora sangue quando os coptos são perseguidos. Além disso, não longe da entrada da gruta podemos ver uma cruz gravada no meio de uma das colunas. Trata-se, segundo os locais, de uma representação portentosa que tem realizado milagres e curas prodigiosas e que, inclusive, sangrou. A Sagrada Família permaneceu nessa gruta durante uma semana. A razão pela qual não ficaram nela mais tempo é porque se encontrava muito próxima dos templos egípcios e, ao que parece, os ídolos de pedra dos deuses faraônicos e romanos caíam com a passagem do menino Jesus, circunstância que obrigou a José e Maria mudarem de lugar. Por desgraça, o resto dos lugares dos quais se afirma que foram local de assentamento da Sagrada Família defendem essa afirmação somente por meio de lendas. Muitas delas foram escritas na Idade Média. O famoso historiador egípcio Al Makrizi (século XV) em sua relação de mosteiros coptos do Egito, alude a esse tipo de tradições sem apresentar provas tangíveis. Por isso, só a idéia de haver descoberto um vaso em Alexandria relacionado diretamente com a presença de Jesus de Nazaré no País do Nilo é um fato que revolve completamente os parâmetros históricos que tínhamos sobre sua suposta presença no país; presença, possivelmente, agora demonstrada.

 

 

As escolas de Heliópolis

 

 

Porém, quanto a Jesus ter posto os pés no Vale do Nilo, seguramente o fez em Heliópolis, a On bíblica, onde se concentravam um dos complexos do saber mais destacados da Antiguidade. À esta possibilidade apontam numerosos textos referidos às etapas mais obscuras da vida de Jesus, assim como a própria tradição oral dos modernos cristãos egípcios, embora se trate na realidade de uma suposição histórica. As alusões a esta cidade são relativamente abundantes no Antigo Testamento. Ao sacerdócio de Heliópolis pertencia, por exemplo, Putifar, o sogro de José faraó do Gênesis (Gen. 41, 45). A tradição de que era um lugar erudito e cultivado estava suficientemente justificada. Se tratava de um dos centros do culto ao Sol mais avançados de toda a história do Egito. Desde as primeiras dinastias, quase 3.000 anos antes que Jesus pusesse suas pegadas naquele lugar, Heliópolis era o centro religioso e de culto mais importante. Por infelicidade, hoje resta muito pouco da cidade, só um enorme obelisco do reinado de Sesostris I (1950 a.C) que se levanta no que devia ser um enorme templo, um dos lugares de culto mais importantes da Antiguidade. Outros dois obeliscos procedentes de Heliópolis se encontram hoje em Londres e Nova York. O resto da construção continua debaixo da terra, ainda sem escavar em um dos subúrbios mais populosos do Cairo. Desconhecemos o que Jesus pode ter aprendido nas escolas do templo. O ensino da escritura hieroglífica era básica para conhecer o conteúdo dos papiros que durante séculos foram estudados e arquivados nas bibliotecas de Heliópolis. Mas não há um só dado que indique que Jesus conhecesse a língua dos faraós. Não obstante, sim contamos com referências muito claras no Novo Testamento a que, de alguma forma ou outra, o Nazareno teve um conhecimento pelo menos próximo dos textos sapienciais egípcios clássicos. O sermão que predicou na montanha para a multidão que o seguia, contido nos primeiros versículos do capítulo quinto de Mateus e que hoje conhecemos como as Bem Aventuranças, conta com paralelismos muito evidentes que o assemelham às milenárias.

 

 

Máximas de Ptahotep

 

 

Esse personagem foi um antigo vizir (governador) da cidade de Menfis, situada perto de Heliópolis. Viveu 110 anos e antes de morrer pôs por escrito uma série de máximas morais e filosóficas que, apesar de haver passado mais de 4.000 anos desde que se escreveram, são de total atualidade. Não é estranho, pois, que Jesus chegasse a conhecer esse texto clássico no Egito e que a seguir o adaptasse à sua própria predicação. Mas há um fato claro. Alguns dos lugares mais conhecidos nos que a tradição colocou as pegdas de Jesus no Cairo se encontram precisamente no subúrbio em que há 2.000 anos se erigia Heliópolis, a Cidade do Sol.



História e Pesquisa
ANO III - Nº 110
Publicado em:21.03.10
Considerações

Ainda dentro da série A Bíblia e o Egito, abaixo a primeira sobre a permanência de Jesus no Egito, local onde teria obtido os conhecimentos.


As pegadas de Jesus no Egito

 

Por: Nacho Ares

 

Extraído e traduzido do site: www.masalladelaciencia.es

 

 

A aparição na Alexandria há mais de um ano de um vaso de cerâmica com uma inscrição em grego que parecia dizer "Cristo, o mago", parece reforçar o vínculo entre o Nazareno e o Egito, escola de toda classe de sábios e profetas na antiguidade. Não obstante, não é a única prova que une Jesus à terra dos faraós. Algumas tradições, mitos e lendas apontam o Egito como o berço do conhecimento do Messias.

 

 

Jesus e Egito constituem uma combinação dificilmente superável, um verdadeiro coquetel de mistérios, tradição, magia e fé. Talvez a figura do Messias, mais assentada em nossa tradição judaico cristã, nos aproxima ao entendimento de uma das culturas mais fascinante da Antiguidade, a Egípcia. O conhecimento de sua passagem pelo Vale do Nilo nos vem das Escrituras Sagradas, senão de fontes indiretas,textos apócrifos e, inclusive, de lendas de credibilidade duvidosa, mas, em definitivo, aponta o Egito como a escola onde se formou como sábio. A vasilha descoberta no Portus Magnus de Alexandria poderia ser uma prova disso, como já veremos. O Novo Testamento proporciona muito poucos dados em relação aos anos passados por Jesus nesse país. O Evangelho de Mateus é o único que contém a viagem do menino ao Vale do Nilo. No versículo 13 podemos ler: "Depois que eles se retiraram, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: 'Levanta-te, toma contigo o menino e a sua mãe e foge para o Egito; e permaneça lá até que eu te diga. Porque Herodes procurará o menino para matá-lo'".

 

Naquela época, poucos anos antes da mudança da era, o Egito já era uma província do Império que era governado pelo imperador romano Octavio Augusto. Ainda assim, conservava grande parte do conhecimento e da sofisticação que a haviam caracterizado durante milhares de anos. Filósofos, pensadores, sábios e cientistas de toda classe viajavam à Alexandria, cidade que havia substitído a Atenas da época clássica como centro do saber de todo o mundo. Não obstante, e apesar da abundância de menções, em muitos casos somente a tradição oral e as lendas alimentadas durante séculos à luz das fogueiras do deserto constituem a prova fidedigna da presença de Jesus nas terras do Vale do Nilo. É a nova vasilha descoberta na Alexandria por Frank Goddio a prova tangível da presença de Jesus no Egito? E, indo muito mais além, poderíamos duvidar não somente da existência histórica senão, como é lógico, de sua presença no Egito? Muitos especialistas,não obstante, não necessitam da aparição de um objeto tangível para demonstrar os movimentos de Jesus pelo País do Nilo. Nem tampouco a fé. Nas palavras do doutor Antonio Piñero, catedrático de Filologia Grega na Universidade Complutense de Madrid, "não se pode conceber o nascimento e a expansão do cristianismo sem o reconhecimento de uma figura real como a de Jesus". Tomando como premissa essa afirmação podemaos analisar a abundância de lugares e objetos relacionados com Jesus que há naquele país. Segundo a tradição, foi o apóstolo São Marcos que no ano 40 evangelizou o Egito. Fosse ou não assim, o certo é que o Egito sempre foi um dos lugares prediletos das Sagradas Escrituras. Muito próximo do monastério da Virgem Maria de Maadi (O Cairo), lugar no qual descansou a Sagrada Família, aconteceu um suposto fato milagroso em 12 de Março de 1976. Nas águas do Nilo apareceu flutuando uma Bíblia aberta no Livro de Isaías, capítulo 19, versículo 25, no que se pode ler "Bendito seja meu povo Egípcio". Hoje a Bíblia está guardada no citado monastério como uma relíquia para devoção de todos os fiéis.

Podemos conhecer com certeza os lugares onde supostamente descansou Jesus ou as escolas nas que se formou no Egito?

 

 

A rota sagrada

 

 

No Egito encontramos quase uma vintena de lugares nos quais, supostamente, descansou a Sagrada Família durante sua permanência no país, escondida das forças de Herodes.

Estes lugares vão desde o Delta, ao norte do país, até o Médio Egito e compõem uma área percorrida de quase 3.000 km. Ao longo do mesmo podemos encontrar relíquias surpreendentes, algumas das quais lembram o mundo islâmico, cultura na que, não esqueçamos, o Egito está envolvido desde o século VII. Relatos imprecisos, principalmente de monges eremitas dos primeiros séculos da era cristã, referem-se à visita de Jesus a vários lugares do Delta. Entre eles cabe destacar Bubastis, a atual Tel Basta, localidade dedicada `antiga deusa gata Bastet. Mas a presença de Jesus nela - se realmente esteve ali - somente ficam alguns monastérios e igrejas dedicadas à Virgem Maria. Não obstante, a casualidade do destino nos legou uma suposta prova em forma de relíquia da permanência da Sagrada Família na moderna cidade de Sakha. A tradição conta que à sua passagem por este lugar Jesus pôs o pé sobre uma pedra e deixou sua divina marca nela. Desde então o lugar passou a se chamar na língua copta Bikha Isous, que quer dizer, "a pegada de Jesus". A suposta relíquia foi descoberta no transcurso de umas escavações arqueológicas realizadas no ano de 1986 nos arredores da igreja. Atualmente, esta "pegada" é um dos objetos de devoção mais venerados pelos cristãos coptos. Algo parecido aconteceu no caminho do Alto Egito (ao sul), quando a Sagrada Família percorria de barco as águas do Nilo que cruzam a cidade de Cinópolis, dedicada antigamente ao cão Anubis. Ao passar pela montanha de Gebel Al Tair, um enorme bloco de rocha se desprendeu do alto e se precipitou sobre a embarcação. Ante o susto de Maria e José, o menino Jesus levantou a mão e deteve com ela a pedra, ficando sua marca gravada na mesma. Quando o rei de Jerusalém, Almerico, invadiu o Alto Egito, cortou a pedra e levou a relíquia para a Síria no ano de 1168.

 

 



História e Pesquisa
ANO III - Nº 109
Considerações

O único símbolo da Igreja que achava que era genuinamente católico - o Ovo de Páscoa -, vejo agora que já existia na época do Egito, e com uma simbologia muito mais significativa. Decepcionante.


Egito e a Natividade II

 

Por: Nacho Ares

 

OS MESMOS REIS MAGOS

 

O exemplo a seguir da semelhança entre o nascimento de Jesus e o de Hórus é igualmente claro. Pelo Evangelho de Mateus (Mt. 2, 1-11) sabemos que quando Jesus nasceu se apresentaram ali uns reis procedentes do Oriente. Seguiram uma estrela até chegar à casa de Belém na qual havia nascido o menino. Pois bem, o mito do nascimento de Hórus contém um ingridiente muito semelhante. Os templos contavam com uma Mammisi ou templo do nascimento. Nele se relatava e se celebravam os rituais relacionados com o nascimento da divindade. No caso do templo de Edfu (Egito), cuja proteção estava a cargo do deus-falcão Hórus, se reconstituem os diferentes momentos do nascimento do deus como se tratasse de uma comédia moderna. O mais assombroso é que em uma das paredes podemos ver os mesmos "Reis Magos". Embora Mateus não especifique o número nem os nomes, o texto egípcio fala de quatro reis. Cada um deles provinha de um dos quatro pontos cardeais, quer dizer, das terras mais distantes do Egito em todas as direções. Sua missão era, de forma igual ao que sucede com os Reis Magos das Sagradas Escrituras, adorar e trazer cada um um presente ao recém nascido. Surpreendetemente, estes presentes eram ouro, incenso, mirra e um livro de magia. Mas as semelhanças não ficam aí. Em relação a esta lenda sobre o nascimento da divindade em época faraônica, uma das formas que tinham os antigos egípcios de celebrar essa tradição era presenteando ovos. Hoje os chamaríamos ovos de Páscoa, a Páscoa do nascimento de Jesus. Os egípcios identificavam a gema do ovo com o Sol e a vida que saía do interior da casca. Ao presentear esses produtos se conseguia que a vida seguisse seu curso natural; quer dizer, era uma maneira um tanto especulativa de adorar as mesmas metas que perseguia o deus Osíris, a vida e a ressurreição. Apesar dessas claras semelhanças, é curioso constatar que muitos autores da mesma época parecem não se alterar diante de tão evidentes paralelismos entre as origens de Jesus e, neste caso, os cultos pagãos de Osíris. Os mais puristas sustentavam que o fato de que Osíris compartilhe elementos sobre sua origem com Jesus se deve à intromissão do Diabo. Pelo contrário, autores como Juliano e Tertuliano sim, chamaram a atenção em seus escritos sobre estas "coincidências", que para eles nada tinha a ver com Satanás. Eram, pelo contrário, uma verdadeira aberração perpetrada pelos novos ideólogos da fé. Não obstante, suas reclamações não obtiveram êxito. Tudo ao contrário, a imagem de Jesus se expandiu graças à figura de São Paulo de uma maneira que seguramente muito poucos poderiam imaginar. E até que a escrita hieroglífica só pôde ser decifrada no ano de 1822 pelo filólogo francês Jean-François Champollion o silêncio continuou ocultando uma incômoda realidade que a Igreja manipulou desde suas origens.

 

JESUS, O PESCADOR EGÍPCIO

 

Nas cenas de pesca que vemos em algumas tumbas de Luxor pertencentes ao Império Novo (até o ano de 1400 aC) não se mostram momentos de diversão ou recreio, tal como poderíamos pensar. O simbolismo que refletem é mais elaborado e, embora tenha chegado até nossos dias muito deformado pela tradição judaico-cristã, mesmo assim se pode vislumbrar sua verdadeira intenção. A mensagem que se transmite é a idéia de se fazer com a forma do peixe para poder ilustrar duas etapas essenciais da viagem do defunto pela águas do Além. Desta maneira o defunto se identificava com Osíris. Jesus adotou esse símbolo ao se converter em pescador de homens. No Egito o peixe também era o símbolo da alma do defunto. Em algumas representações de Anúbis mumificando o defunto podemos ver como este é substituído por um peixe. Mais tarde, Jesus recuperará a idéia do peixe como a alma dos homens. Assim se origina a palavra ichtus - quer dizer "Iesous Christos Theou Yios Soter", Jesus Cristo, filho do Deus Salvador. - nos escritos dos primeiros monges cristãos.

 

OUTROS PARALELISMOS COM OSÍRIS

 

Os vínculos entre aspectos da lenda de Osíris e a vida de Jesus vão mais além do que vemos nesse artigo, centrado sobretudo na Natividade. Plutarco (S. II dC) publicou em sua Moralia a única versão íntegra que chegou até nós da lenda de Osíris. Ísis e Osíris reunem um elenco de tradições que podemos achar nas inumeráveis versões egípcias que se conservaram até hoje. Na obra de Plutarco encontramos, por exemplo, que Osíris morreu numa Sexta-feira e ressuscitou ao terceiro dia, algo idêntico ao que se nos diz de Jesus em nossa tradição. E igual ao que sucedeu a Jesus com seu discípulo Judas. Osíris foi traído por uma pessoa muito chegada, seu irmão Set.

 

Extraído e traduzido do site: www.masalladelaciencia.es

 



História e Pesquisa
ANO III - Nº 108
Publicado em:07.03.10
Considerações

DE há muito se critica a Igreja de ter feito distorções na Bíblia, especialmente no Novo Testamento, fatos que passariam despercebidos se se relacionassem com a vida material de Jesus. Mas, em algumas situações são imperdoáveis quando se trata de temas que afetam os dogmas. No caso a concepção de Jesus. Todos os aspectos foram copiados da tradição Egípcia, o que nos induz a desacreditar por completo de tal feito divino. Leiam e confiram.


Egito e Natividade - I

 

Osiris, predecessor de Jesus?

 

Não é preciso se aprofundar muito na leitura do Novo Testamento para descobrir nele inumeráveis vínculos com a cultura egípcia. Jesus passou muitos anos de sua infância nos templos egípcios e as coincidências entre sua história e o mito de Osíris o convertem em um dos profetas mais inspirados pelo Antigo Egito.

 

Os paralelismos existentes entre a vida de Jesus de Nazaré, tal como aparecem no Novo Testamento, e a legendária vida do deus Osíris dos faraós, o deus mumiforme de cor verde ou negra, fazem pensar na possível interconexão entre ambos personagens. O peso da cultura egípcia na tradição judaica-cristã é inegável. "Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios e foi poderoso em suas palavras e em suas obras", podemos ler nos Atos dos Apóstolos. Sua importância se estendeu séculos mais tarde no mundo greco-romano. É então quando os livros antigos nos falam de que muitos de seus sábios e filósofos passaram anos de aprendizagem no Egito. Sólon, Platão e Pitágoras são somente alguns dos mais conhecidos.

 

O próprio Jesus permaneceu um número indeterminado de anos de sua infância no País dos Faraós depois de fugir com seus pais após o édito de Herodes. A tradição relata que foi em Heliópolis, a Cidade do Sol, onde se instruiu nos conhecimentos dos antigos sacerdotes egípcios. Sem dúvida, foi aqui onde teve contato com a lenda de Osíris. Os egípcios indicam em suas fontes milenares que Osíris é o inventor da agricultura, símbolo de renascimento e vida, assim como transmissor aos seres humanos do modo de viver em um mundo civilizado. Ao final de seus dias Osíris foi atraiçoado por seu invejoso irmão Set. Sua morte foi vingada pelo seu filho Hórus, descendência com cabeça de falcão que Osíris teve com sua irmã Isis. Há duas décadas Claude-Brigitte Carcenac publicou seu livro Jesus, 3.000 anos antes de Cristo.

 

A tese fundamental que defende este trabalho é que o cristianismo que hoje conhecemos nasceu em Alexandria sob a influência dos judeus que haviam abraçado o culto de Serapis, uma forma grega dos milenares cultos de Osíris. Foi o próprio Jesus quem, após sua iniciação no Egito, se apoderou dos mitos de Osíris e Hórus para transmití-los tempos depois diluídos em sua evangelização? Ou acaso o fizeram seus seguidores quando décadas depois de sua morte começaram a pôr por escrito o relato de sua vida no que hoje denominamos Novo Testamento?

 

Ícones semelhantes

 

O cristianismo é desde sua criação um enorme repertório de tradições de origem oriental, não somente egípcias. A essência da ética que transmite a Bíblia em todos os livros se pode econtrar sem dificuldade em qualquer manuscrito egípcio ou babilônico. Um dos exemplos mais claros o achamos no Salmo 104. Este texto "inspirado", adaptado à tradição judaica-cristã, é uma cópia clara do conhecido Hino a Aton do cunvulso período da história do Egito protagonizado pelo faraó Akhenaton. Centrando-nos mais concretamente na vida evangélica de Jesus, as famosas bem-aventuranças que encontramos no livro de Mateus (Mt. 5, 1-11) já se podiam ler 2.000 anos antes nos papiros do sábio egípcio Ptahotep. No caso de Jesus, sua relação com o mito de Osíris parece ser indubitável. É mais, no Novo Testamento encontramos referências que nos indicam que, mais que da figura de Osíris, a tradição de Jesus bebe dos múltiplos matizes existentes em sua mítica lenda. Assim, podemos ver paralelismos muito evidentes tomados das passagens protagonizadas por seu filho Hórus e por sua esposa e irmã Isis. Portanto, a similitude de Jesus não é com o Osíris deus senão com um Osíris padrão de uma lenda mais complexa, na que cabem outros mitos que também passaram para nossa tradição, vinculados sobretudo à ressurreição e a uma esperança de vida mais além da inevitável morte.

 

Até certo ponto isto parece lógico. Da infância de Osíris não conservamos um só texto. Ao contrário, da infância de seu filho Hórus os relatos são inumeráveis e muito ricos em matizes e variedades, muitas das quais podemos ver nas entrelinhas na infância de Jesus. A tudo isso se deve, por exemplo, a identificação tradicional que se vê nas imagens da Virgem Maria com o menino Jesus nos braços com o ícone clássico da cultura egípcia da deusa Isis com Hórus em seu regaço. Não somente a composição de imagens é idêntica, senão também os detalhes que a integram: o gesto da Virgem coroada, sua mão sobre o peito amamentando o menin, etc. Com quase total certeza esse modelo foi obtido pelos primeiros cristãos das imagens de Isis que havia nos templos desta deusa na cidade de Roma. Deste modo a figura do menino Jesus-Hórus passou para a tradição européia medieval. Nela conservamos os exemplos mais importantes por meio da estatuária românica e gótica. Somados a outros elementos que vemos na iconografia românica com uma clara origem egípcia, podemos entender que não é alocada a identificação de Jesus com a lenda de Osíris e alguns de seus protagonistas. No princípio, essa assimilação da imagem não devia de resultar chocante para os habitantes da Palestina. Desde o começo do helenismo, até o século IV AC, a expansão do culto Osíris-Isis foi muito ampla na região. É difícil admitir inclusive que, se aceitamos que não permaneceu muito tempo no Egito, tal e como também se disse, e que realmente viveu sua infância na Palestina, Jesus desconhecesse as numerosas capelas que existiam em honra da deusa egípcia por toda a Palestina. Há 2.000 anos a religião de Isis estava muito difundida por todo o Império Romano. Entre os soldados era a crença mais seguida, pelo que não é estranho encontrar referências a esse culto egípcio em outras religiões nascidas à sombra de Roma durante esses anos.

 

Thot e A Anunciação

 

O nascimento de Jesus e as circunstancias que o antecederam também apresentam elementos muito semelhantes tomados claramente da tradição egípcia. Em uma das casas que rodeiam o Sanctu Sanctorum do templo de Amon em Luxor podemos ver sobre um de seus muros uma das representações mais curiosas do Egito que para seus soberanos justificava a origem divina da realeza: a do nascimento divino se encontra na chamada, precisamente, Sala do Nascimento. Embora a passagem do tempo tenha danificado de forma irremediável os relevos desta teogamia, ainda se pode apreciar nelas as diferentes etapas que supunham o encontro com a divindade. As semelhanças do nascimento divino de Amenófis III, como é este caso do templo de Luxor, com o de Jesus, são notáveis. Neste exemplo a protagonista é a mãe de Amenófis III, a rainha Mutemuia. Em um dos primeiros relevos a futura rainha mãe desempenha o mesmo papel que a Virgem Maria. Alí é apresentada diante do deus Amon de Tebas pelo deus Thot, que,com cabeça de pássaro, íbis, era o encarregado de registrar tudo o que ocorria neste encontro divino. Segundo os próprios relevos, e de forma igual ao que se sucedeu com a Virgem Maria e o Espírito Santo, dito contato não supunha uma relação sexual, senão um simples gesto de tipo mágico. No caso de Luxor, este gesto se representava como um encontro vis-a-vis entre Mutemuia e Amon no qual os dois aparecem sentados e de mãos dadas. Desta maneira vemos como a idéia de um tipo de união mística entre o Espírito Santo e a Virgem Maria muito distante do contato físico e direto encontra seu reflexo na antiga tradição da união do deus e a mãe do faraó.

 

Anunciados por estrelas

 

Como explicamos, não se conservam textos que nos falem do nascimento e infância de Osíris. Talvez esse detalhe é outro elemento que tem em comum com Jesus: em ambos os casos não há dados sobre seus primeiros anos de vida. Pelo contrario, sim sabemos quando nasceram e em que circunstâncias. Também vimos que o nascimento de Jesus foi semelhante ao de Hórus, o filho de Osíris. Pois bem, o Novo Testamento, , no caso o Evangelho de Mateus, nos dá uma nova pista que relaciona Jesus com o deus mumiforme, Osíris. Para os antigos egípcios o nascimento de Osíris ocorria no primeiro dia do ano, quer dizer, a data em que a estrela Sírius aparecia no firmamento. Isto acontecia em meados do mes de Junho em nosso calendário moderno. Durante esse dias próximos ao solstício de verão (21 de Junho) os egípcios costumavam darem-se presentes. Se trata da abertura da festa de Opet, a celebração do começo de um ano novo que augurava a continuidade e o equilíbrio cósmico do país durante os 365 dias seguintes. No caso de Jesus as celebrações são idênticas, embora em outro momento do ano. O nascimento de Jesus é em 25 de Dezembro, uma data muito próxima do solstício de inverno (21 de Dezembro). E, embora não conste de que estrela, planeta ou conjunção é, conta também com a presença de uma estrela como elemento anunciante do iminente nascimento.

 

Extraído e traduzido da Revista MasAllá - www.masalladelaciencia.es

  


História e Pesquisa
ANO III - Nº 107
Publicado em:28.02.10
Considerações

O presente complementa o número anterior, dando-nos uma visão geral do que foi e como foi a evolução da espécie humana, segundo a paranormal H.P.Blavatsky através de seus auxiliares de outras dimensões - os Mahatmas da Grande Fraternidade Branca.


ANTROPOGÊNESE

parte 2

T R E C H O S & C O M E N T Á R I O S

 

 

A Doutrina Secreta, v. III

De H. P. Blavatsky

São Paulo: Ed Pensamento

 

 

ESTÁGIOS EXISTENCIAIS

 

Havendo estado em todas chamadas sete "criações", representadas alegoricamente pelas sete mudanças evolutivas (...) o HOMEM está presente na Terra desde o começo da Ronda atual. Depois de passar por todos os reinos da natureza nas três Rondas precedentes, sua constituição física - adaptada às condições térmicas daquelas primitivas épocas - estava apta para receber o divino Peregrino na aurora da vida humana, isto é, há 18 milhões de anos. Só no meado da Terceira Raça-Raiz foi o homem dotado de Manas. (...) embora os animais inferiores, desde a ameba ao homem, tivessem recebido suas Mônadas, que encerram todas as qualidades superiores potencialmente, estas qualidades têm que permanecer latentes até que o animal alcance a forma humana, antes de cuja fase o Manas (Mente) não se desenvolve. Nos animais, todos os princípios se acham paralisados e num estado comparável ao do feto, excetuando-se o segundo (princípio Vital), o terceiro (princípio Astral) e os rudimentos do quarto, Kâma, que é o desejo, o instinto, cuja intensidade e desenvolvimento variam com as espécies. (p. 272/273)

 

(...) os ocultistas (...) crêem que a involução espiritual e psíquica segue linha paralela à evolução física - ou seja, que os sentidos internos, inatos nas primeiras raças humanas, se atrofiaram com o desenvolvimento das raças e dos sentidos externos ... (p. 312)

 

MACACOS

 

Para estudar a origem dos antropóides, devemos analisar a parada brusca da evolução de certas sub-raças e seu forçado e violento desvio para uma linha puramente animal, por via de cruzamentos artificiais, em tudo análogos aos processos de hibridação que hoje aprendemos a utilizar nos reinos animal e vegetal. Nesses monstros cobertos de pêlo vermelho, frutos de relações anti-naturais entre homens e animais, não encarnaram os "Senhores da Sabedoria" (...) Assim, uma longa série de transformações devidas a cruzamentos contra a Natureza (...) deu como resultado, com o passar do tempo, o aparecimento de espécimes inferiores da humanidade; e estes, por ulterior bestialidade e como conseqüência de seus primeiros esforços animais de reprodução, engendraram uma espécie que, desenvolvendo-se, passou a ser representada, muitos séculos depois, pelos símios mamíferos. (p. 219)

 

Quando a Terceira Raça se separou e caiu no pecado, procriando homens-animais, estes (os animais) se tornaram ferozes, e os homens e eles se destruíram mutuamente. Até então não havia pecado, nenhuma vida se destruía. (BLAVATSKY Apud DZYAN, P. 219)

 

O macaco que conhecemos não é produto natural da evolução, mas um acidente, resultado de cruzamento entre um ser ou forma animal e o homem.(...) foi o animal mudo que inaugurou a união sexual, pois foi o primeiro que se separou em macho e fêmea. (...) Ora, não estava no plano da Natureza que o homem seguisse esse exemplo bestial. (p. 180)

 

COMENTÁRIO: Parece pouco provável que algo ocorra à parte dos "planos da Natureza." A observação da autora deixa transparecer um certo preconceito enraizado por milênios de cultura antropomórfica.

 

 

LILITH E A ORIGEM DOS MACACOS

 

Os símios apareceram milhões de anos após o ser humano dotado de palavra (...) os Egos dos macacos são entidades obrigadas pelo Carma a encarnar em formas animais, resultantes da bestialidade dos últimos homens da Terceira Raça e do começo da Quarta. (...) As numerosas tradições a respeito de Sátiros não são fábulas, mas recordam uma raça extinta de homens-animais. As "Evas" animais foram seus antepassados maternos, e o "Adões" humanos os paternos.; daí proveio a alegoria cabalística de Lilith ou Lilatu. A primeira esposa de Adão, descrita no Talmud como uma mulher "encantadora", "de cabelos longos e ondulados", isto é, uma fêmea animal peluda de uma espécie hoje desconhecida - mas, em todo caso, uma fêmea animal que, nas alegorias cabalísticas e talmúdicas, é considerada um reflexo feminino de Samael, Samael-Lilith, o homem-animal unido, um ser que, no Zohar tem o nome de Hayo Bishat, a Besta ou Besta Má. Foi essa união contrária à Natureza que deu origem aos macacos atuais. (...) Eis aí como a Ciência Oculta explica a ausência de todo elo [elo como o concebe a evolução darwinista] entre o macaco e o homem, mostrando que é o primeiro que descende do segundo. (p. 180/181)

 

 

ATLANTES

 

As primeiras Raças Humanas com princípios físicos terrenos desenvolvidos e a primeira a praticar a reprodução sexuada foram os Lemurianos (6ª e 7ª sub-raças da 3ª Raça-Raiz) e os primeiros Atlantes (4ª Raça-Raiz).

 

Estritamente falando, não é senão a partir das raças atlantes gigantescas que se pode fazer referência ao homem, pois só a Quarta Raça foi a primeira espécie humana completa, sem embargo de possuir uma estatura muito maior que a nossa, de hoje. (...) Só depois da chamada QUEDA é que as Raças entraram a desenvolver rapidamente a forma humana. (p. 245/246)

 

Os primeiros Lêmuro-Atlantes são acusados de haver tomado como esposas mulheres de uma raça inferior, ou seja, a raça dos homens até então desprovidos de mente. Todas as escrituras antigas trazem a mesma lenda ... (p. 300) a Doutrina Secreta os acusa [os Lêmuro-Atlantes] (...) de haverem cometido o abominável crime de procriar com "animais", dando assim ao mundo uma espécie verdadeiramente pitecóide, hoje extinta. (p. 303)

 

Os Lêmuro-Atlantes não tinham necessidade de descobrir e fixar na memória o que o princípio animador sabia no momento da encarnação. Só o tempo e o adensamento progressivo da Matéria, de que se havia revestido os princípios, puderam, o primeiro, enfraquecer a memória dos conhecimentos pré-natais e, o segundo, entorpecer e até extinguir neles todo o fulgor da centelhaespiritual e divina. Em conseqüência (...) caíram vítimas de suas naturezas animais e procriaram "monstros", isto é, homens de uma variedade diferente. (...) Tinham forma humana, mas com as extremidades inferiores da cintura para baixo, cobertas de pêlos. Talvez a raça dos sátiros. (p. 303)

 

LEMURIANOS ?

 

Os Lemurianos pertencem à 6ª e à 7ª sub-raças da 3ª Raça-Raiz. Os Atlantes, representam a 4ª Raça-Raiz. Ambos os tipos coexistiram, misturaram-se, conviveram e ocuparam territórios próprios: a Lemúria e a Atlântida, blocos continentais hoje desaparecidos. Os Lêmuro-Atlantes construíram cidades colossais; talhavam suas próprias imagens em tamanho natural e as adoravam. Cultivaram as Artes e as Ciências, conheceram a Astronomia, a Arquitetura e as Matemáticas. Os Lemurianos das duas últimas sub-raças foram precursores da civilização Lêmuro-Atlante. Foram eles que fundaram a vida coletiva nas primeiras cidades, rochosas, erigidas com pedra e lava. (BLAVATSKY, p. 134/135/136)

 

 

MONSTROS E FÁBULAS ?

 

Então, a Terceira e a Quarta (Raças) cresceram em orgulho: "Somos os reis, somos os deuses. Tomaram esposas de aparência formosa. Esposas escolhidas entre ossem mente, os de cabeça estreita. Procriaram monstros, demônios perversos, machos e fêmeas, e também Khados (Dâkinis), de mente limitada. Edificaram templos para o corpo humano. Adoraram o varão e a fêmea. Então o Terceiro Olho deixou de funcionar.(BLAVATSKY Apud DZYAN, p 289)

 

Tais foram os primeiros homens verdadeiramente físicos (...) A reminiscência desta Terceira Raça e dos Gigantescos Atlantes transmitiu-se de raça em raça e de geração em geração até a época de Moisés, e encontrou forma objetiva nos gigantes antediluvianos, esses terríveis feiticeiros e magos sobre os quais a Igreja Romana conservou lendas tão vívidas e ao mesmo tempo tão desfiguradas. (p. 289)

 

 

GIGANTES

Porque, em verdade existiram Gigantes (...) na ordem da criação, encontramos testemunhos que atestam a existência, na flora, das mesmas dimensões proporcionais, variando pari passu com as da fauna. (...) A série evolutiva do mundo animal prova que o mesmo se passou nas raças humanas. (p. 294)

 

Tertuliano (...) certificou que havia, no seu tempo, um certo número de de gigantes em Cartago (...) jornais de 1858 (...) mencionam o achado de um "sarcófago de gigante" no sítio ocupado por aquela cidade. (...) Filóstrato (...) fala de um esqueleto gigante de 22 côvados, visto por ele próprio no promontório de Sigeu. (p. 196)

 

Era crença de toda a antiguidade, pagã e cristã, que a humanidade primitiva foi uma raça de Gigantes. Algumas escavações feitas na América (em terraços e cavernas) puseram a descoberto, em casos isolados, grupos de esqueletos com nove e doze pés de altura. Tais esqueletos pertencem a tribos dos primeiros tempos da Quinta Raça [a atual] e cuja estrutura degenerou para a média atual de cinco a seis pés. Podemos admitir sem dificuldade que os Titãs e os Ciclopes das idades primitivas eram realmente da Quarta Raça (a Atlante) ... Ciclopes reais (...) eram mortais dotados de "três olhos". (p. 311)

 

 

CICLOPES

 

(...) as ruínas ciclópicas (assim chamadas até hoje) são uma prova da existência dos Ciclopes, aquela raça de gigantes (...) a Quarta Raça Primitiva (...) podia possuir três olhos, sem que o terceiro olho fosse necessariamente no meio da testa ... (p. 312)

 

 

O TERCEIRO OLHO

 

Naqueles remotos tempos de machos-fêmeas (hermafroditas), havia criaturas humanas de quatro braços, uma só cabeça mas três olhos. Podiam ver pela frente e por detrás. Um Kalpa mais tarde, após a separação dos sexos, tendo os homens caído na matéria, tiveram sua vista espiritual enfraquecida, e o Terceiro Olho passou pouco a pouco a perder o seu poder (...) Quando a Terceira Raça atingiu o ponto médio de sua idade, a Visão Interna teve que ser despertada e adquirida por meio de estimulantes artificiais, cujo processo, os sábios antigos conheciam (...) Por sua vez, o Terceiro Olho, petrificando-se gradualmente, não tardou a desaparecer. Os dois rostos converteram-se em um único rosto, e o olho sumiu-se profundamente na cabeça, achando-se agora enterrado sob os cabelos. Durante os instantes de atividade do Homem Interno (durante o êxtase e a visão espiritual) o olho (o Terceiro Olho) infla e se dilata (...) O Lanu sem mácula [o Discípulo, o Chela] não deve temer nenhum perigo; o que não se mantém em estado de pureza [que não é casto] não receberá ajuda do Olho de Deva. (p. 312/313)

 

Esta expressão "petrificando-se, empregada no lugar de "ossificando-se", é curiosa. O "olho posterior", que, naturalmente outra coisa não é senão a chamada Glândula Pineal, a pequena massa, semelhante a uma ervilha, de matéria cinzenta que adere à parte posterior do terceiro ventrículo do cérebro. Quase sempre se diz que contém "concreções minerais e areia", e "nada mais". (p. 312, NOTA)

 

O "Olho de Deva" não existe mais para a maioria da humanidade. O Terceiro Olho está morto e já não atua, mas deixou atrás de si um testemunho de sua existência. Esse testemunho é a GLÂNDULA PINEAL. Quanto aos homens de "quatro braços", são os que serviram de protótipos para os deuses hindus de quatro braços... (p. 313)

 

O desenvolvimento do olho humano confirma a antropologia oculta (...) O olho do embrião humano cresce de dentro para fora - saindo do cérebro, em vez de ser parte da pele, como nos insetos e no molusco chamado choco. (p. 313)

 

O Professor Lankester (...) sugere a curiosa teoria de que o "nosso" primeiro antecessor vertebrado foi um ser transparente, no qual, por isso, pouca importância tinha a localização do olho! Ensina-se, deste modo, que o homem realmente foi, em certa época, um ser transparente... (p. 313)

 

 

 

Postado por Illuminat



História e Pesquisa
ANO III - Nº 106
Publicado em:21.02.10
Considerações

Muito temos falado ultimamente a respeito de alienígenas e interferências genéticas na evolução da espécie humana.
Como não devemos ficar presos só a uma corrente de pensamento, e também porque não é ainda comprovadamente a certa, nada melhor que tomarmos conhecimento do mesmo aspecto sob um outro ponto de vista. No caso, os conceitos de H.P.Blavatsky emitidos no final do século XIX, com o auxílio de mentes elevadas de outras dimensões (Os Mahatmas). São trechos do livro "A Doutrina Secreta".


ANTROPOGÊNESE

parte 1

 

A Doutrina Secreta, v. III

De H. P. Blavatsky

São Paulo: Ed Pensamento

 

 

T R E C H O S & C O M E N T Á R I O S

 

 

SOBRE A CRIAÇÃO DAS PRIMEIRAS RAÇAS HUMANAS

 

Eles se despreenderam de suas "Sombras" ou Corpos Astrais - se é que se pode dizer que um ser tão etéreo como um "Espírito Lunar" possui um Corpo Astral, além de outro quase intangível. (... ) os antecessores exalaram o primeiro homem, como (...) Brahma exalou os Suras, ou Deuses, quando se converteram em Asuras (de Asu, sopro). E em um terceiro comentário [dos Livros de Dzyan] se diz que eles, os Homens recém-criados, eram as "Sombras das Sombras". (...) o primeiro grupo humano emanou da própria essência de Seres superiores semidivinos. (p. 100/101)

 

 

OS VÁRIOS PLANOS DA EVOLUÇÃO DO HOMEM

 

(...) o homem não foi "criado" como o ser completo que hoje é, por mais imperfeito que ainda esteja. Houve uma evolução espiritual, uma evolução psíquica [perceptiva], uma evolução intelectual [capacidade de raciocínio] e uma evolução animal, do mais elevado ao mais inferior, assim como um desenvolvimento físico - do simples e homogêneo ao composto e heterogêneo, sem que isto, porém, haja de todo ocorrido segundo as inhas traçadas pelos evolucionistas modernos. (p. 101/102)

 

SOBRE OS PROGENITORES DO HOMEM

 

Tendo projetado suas Sombras e formado os homens com um elemento [o éter], os Progenitores remontaram ao Mâha Loka, de onde descem periodicamente, quando o Mundo é renovado, para dar nascimento a novos homens. (p. 106)

 

 

 

AS RAÇAS-HUMANIDADES NA TRADIÇÃO DE DIFERENTES POVOS

 

Em todas as antigas Cosmogonias se mencionam humanidades diferentes da atual. Platão fala, no Fedro, de uma raça de homens "alados". Aristófanes, no Banquete de Platão, refere-se a uma raça andrógina de corpo arredondado. No Pimandro todo o reino animal possui dois sexos. (...) No antigo documento quichua [povos pré-colombianos] Popol Vuh, publicado pelo falecido abade Brasseur de Bourbourg, os primeiros homens são descritos como uma raça "cujo campo visual era ilimitado e que tinha imediato conhecimento de todas as coisas (...) Nas lendas norueguesas (...) os Ases criam a Terra, os mares, o céu e as nuvens, todo o mundo visível, com os restos do gigante decapitado Ymir; mas não criam o homem, criam apenas sua forma (...) É Odin quem lhes confere vida e alma, depois que Lodur lhe deu o sangue e os ossos, e é finalmente Hönir quem lhe proporciona o intelecto (Manas) e os sentidos conscientes. (p. 110/111)

 

 

 

A PRIMEIRA RAÇA

 

COMENTÁRIO: A primeira Raça teria surgido há 1 trilhão, 664 milhões, 500 mil e 987 anos terrenos atrás, de acordo com a Cronologia dos Bâmanes. Esta teoria ou hipótese sugere que a origem dos seres humanos neste planeta é contemporânea ao surgimento da Terra no Cosmos. (p. 82)

 

(...) o homem primitivo. Quando apareceu, era somente um Bhûta sem entendimento, ou um "fantasma" (...) a palavra [Bhûta] significa hoje, na Índia, "espectros", fantasmas mentais, algo formado de essência atenuada, não composta e, em sentido específico, o Duplo astral de todo homem ou animal. Neste caso, esses homens primitivos são os Duplos dos primeiros Dhyânis etéreos ou Pitris. (p.116)

 

Os homens da Primeira Raça foram, pois, simplesmente as Imagens, os Duplos Astrais de seus Pais, que eram os vanguardeiros ou as Entidades mais avançadas da esfera anterior (...) cujo cascão, hoje, é a Lua. Este cascão é, porém, todo potencial, visto que a Lua, tendo engendrado a Terra, seu fantasma [Terra como "fantasma" projetado pela Lua], e atraída por uma afinidade magnética, tratou de formar os primeiros habitantes do nosso Globo, os monstro pré-humanos. (p. 131)

 

COMENTÁRIO: Os teósofos crêem que a Lua é mais antiga que a Terra. A Lua, seria um astro pertencente à uma outra "Cadeia Planetária", paralela à Cadeia Planetária à qual pertence a Terra. A Lua seria antes um planeta hoje morto cuja "alma" reencarnou na Terra, a nova morada que a Lua moribunda "engendrou" para abrigar a vida que nela residia e que se via despejada pelo desgaste do "veículo" físico que ocupava, justamente, a esfera hoje, por nós, chamada Lunar.

 

 

 

REPRODUÇÃO

 

A Segunda Raça foi produzida por brotamento e expansão, a Assexual procedente da Sem-Sexo. Assim, ó Lanu! Foi produzida a Segunda Raça. (...) Será de maior contestação, por parte das autoridades científicas, a existência desta Raça Assexual, a Segunda, constituída pelos Pais dos chamados "Nascidos do Suor"; e mais ainda, talvez, a Terceira Raça, a dos Andróginos "Nascidos do Ôvo". (...) os Chhâyas (...) deram origem à Segunda Raça de modo inconsciente, como o fazem certas plantas, ou talvez como a ameba, só que uma escala mais etérea ... (p. 132)

 

 

EVOLUÇÃO

 

A antiga Raça ou Raça Primitiva, fundiu-se com a Segunda Raça e ambas se tornaram uma só. Trata-se do misterioso processo detransformação e evolução da humanidade. O material das primeiras Formas - nebuloso, etéreo e negativo - foi atraído pelas Formas da Segunda Raça e por elas absorvido, tornando-se deste modo o seu complemento. (...) sendo a Primeira Raça constituída tão-somente de Sombras Astrais dos Progenitores Criadores, e não tendo (...) corpos astrais e físicos próprios , a Raça nunca morreu. Seus "Homens" dissolveram-se gradualmente e foram absorvidos pelos corpos de sua progênie, os "Nascidos do Suor", que eram mais densos que os deles [mais densos que os corpos de seus pais]. A antiga forma se desvaneceu; foi absorvida pela nova Forma, desaparecendo nela. Não havia morte naqueles dias (...) o material primitivo ou paterno era utilizado para a formação do novo ser, a fim de constituir o Corpo e até mesmo os Princípios ou Corpos internos, ou inferiores, da progênie. (p. 137)

 

COMENTÁRIO: A evolução teosófica difere da evolução biológica convencional porque considera diferentes qualidades de matéria como constituintes da criatura humana. Essa diferentes qualidades de matéria distinguem-se entre si pelos graus de sutileza que se definem em função das densidades (maiores e e menores). Quanto mais densa a substância constituinte, mais se presta à diferenciação funcional (organismo, órgãos) do organismo complexo. Os teósofos reconhecem sete diferentes estruturas no homem entre físicas e metafísicas: são 3 corpos sutis e 4 corpos densos, incluindo o organismo denso e palpável que mais se destaca para a percepção consciente. A Primeira Raça possuía apenas o mais simples e indiferenciado destes corpos: o corpo etéreo, perfeito para a existência em planos elevados de consciência, mais inoperante intelectualmente e mecanicamente no plano material que é vivenciado no plano cósmico de consciência onde se localiza o Planeta Terra.

 

 

 

Tendo a Primeira Raça criado a Segunda por "brotamento" (...) a Segunda Raça deu nascimento à Terceira (...)

 

COMENTÁRIO: A Teosofia ensina ainda que, seguindo o princípio setenário, de uma natureza que obedece a ciclos regidos por uma freqüência baseada em períodos de sete intervalos, também as raças são subdivididas. Cada Raça compreende 7 SUBRAÇAS.

 

 

HERMAFRODITAS

 

Os hermafroditas humanos são um fato da Natureza bastante conhecido dos antigos, e constituem uma das maiores perplexidades de Darwin. (p. 133)

 

 

ASSEXUADOS E ANDRÓGINOS: A SEPARAÇÃO DOS SEXOS

 

Enquanto as primeiras su-braças da Terceira Humanidade procriavam suas espécies por uma exsudação de suco ou fluido vital, cujas gotas, congelando-se, formavam uma bola ovóide, digamos mesmo um ovo, que servia como veículo exterior para o feto ou criatura ali gerada, o método de procriação das sub-raças posteriores mudou, pelo menos em seus resultados. As crianças das primeiras sub-raças eram inteiramente sem sexo - mas as duas sub-raças subseqüentes vieram ao mundo andróginas. A separação dos sexos deu-se na Terceira Raça. De assexual que era a princípio, a Humanidade passou a ser hermafrodita ou bissexual, e finalmente o Ôvo humano começou a dar nascimento, de modo gradual e quase imperceptível em seu processo evolutivo, primeiramente a seres nos quais predominava um dos dois sexos, e por último a homens e mulheres diferenciados. (p. 148)

 

COMENTÁRIO: A separação dos sexos teria ocorrido há 300 milhões de anos (BLAVATSKY, p. 165), ou seja, ainda quando a estrutura física etérea predominava sobre a estrutura física mais densa.

 

 

 

MEIO AMBIENTE ARQUEOLÓGICO

 

Porque não existiam então, para o Homem Primitivo etéreo dos Ensinamento Ocultos, as dificuldades geológicas e físicas que hoje se oporiam à teoria. Toda a solução da controvérsia entre a ciência profana e a ciência esotérica gira em torno da crença e da prova da existência de um Corpo Astral dentro do corpo físico. (...) Os ocultistas (...) sustentam que mesmo durante os períodos em que o calor devia ser intolerável, inclusive em ambos os Pólos, com sucessivos dilúvios, levantamentos de vales e freqüentes transposições das grandes águas e dos mares, nenhuma dessas circunstâncias podia constituir obstáculo à vida e à organização humanas (...) Nem as condições heterogêneas do ambiente, cheio de gases deletérios, nem os perigos de uma crosta mal consolidada podiam impedir o aparecimento da Primeira e da Segunda Raça da Humanidade, até mesmo durante o período carbonífero ou siluriano. (p. 165/166)

 

(...) as condições necessárias à existência da Primeira Raça Humana não exigiam a presença de elementos, fossem simples ou compostos. (...) A entidade espiritual e etérea, que vivia nos espaços desconhecidos da Terra, antes que o primeiro "ponto gelatinoso" sideral se houvesse desenvolvido no Oceano da Matéria Cósmica informe - bilhões ou trilhões de anos antes que o nosso ponto globular no infinito, a que chamamos Terra, principiasse a existir e a gerar Moneras em suas gotas de água, denominadas oceanos - essa entidade, dizíamos, não necessitava de elementos. O "Manu de ossos brandos" podia perfeitamente passar sem fosfato de cálcio, porque não tinha ossos ... (p. 176)

 

Lá para o fim da 4ª sub-raça da Terceira Raça, cessou a faculdade que tinha o menino de caminhar assim que saía de sua casca, e já nos últimos tempos 5ª sub-raça principiou a humanidade a nascer em condições iguais às de nossas gerações históricas e por idêntico processo. Isso exigiu, naturalmente, milhões de anos. (p. 216)

 

A Queda do homem na geração ocorreu durante a primeira parte da era que a Ciência denomina Mesozóica, ou era dos répteis ... (p. 222)

 

 

 

EVOLUÇÃO MENTAL

 

A Primeira Raça, os "Nascidos por Si Mesmos", eram as Sombras Astrais de seus Progenitores. O Corpo era desprovido de todo entendimento [mente, inteligência, vontade]. O ser Interno [ou Eu Superior ou Mônada], conquanto estivesse dentro da forma terrestre, não tinha relação com ela. O Manas, ainda não estava presente. Da Primeira Raça emanou a Segunda, a dos "Nascidos do Suor" e "Sem Ossos". Esta é a Segunda Raça-Raiz, dotada pelos Preservadores (Râkshasas) e pelos Deuses que se encarnam [Asuras e Kumaras] com a débil Chispa primitiva [o germe da inteligência]. A Terceira Raça-Raiz, a dos Andróginos (...) são Cascões até que o último (ramo ou sub-raça) é "habitado" [isto é, animado] pelos Dhyânis. (p. 181)

 

 

MONSTROS & TRANSIÇÕES ENTRE RAÇAS

 

Durante o período inicial da Quarta Evolução [4ª sub-raça] do homem [época da 3ª Raça], o reino humano ramificou-se em várias direções diferentes. A forma exterior de seus primeiros exemplares não era uniforme, pois os veículos [as cascas externas ovóides, nas quais se processava a gestação do futuro homem plenamente físico], antes de se endurecerem, foram com freqüência corrompidas por enormes animais, de espécie hoje desconhecidas (...) Daí surgiram raças intermediárias de monstros, meio-homens, meio-animais. Mas, porque representavam falhas, não lhes foi permitido respirar e viver por muito tempo (...) mais tarde, depois de se terem gradualmente equilibrado, as espécies animais e as raças humanas se separaram, e não voltaram a unir-se umas com as outras. Deixando de criar, o homem passou a engendrar. Mas não só engendrou homens, como também animais, naqueles remotos tempos. (...) Ainda em épocas posteriores havia homens animais de rosto vermelho e de rosto azul. (...) Homens de pele trigueira e cabelos vermelhos, que andavam de quatro patas e se endireitavam [punham-se de pé e voltavam a cair sobre as mãos], que falavam como seus antepassados, e corriam sobre as mãos como seus gigantescos antepassados fêmeas. (BLAVATSKY Apud DZYAN, p. 210/211)

 

(...) existiram raças de seres diferentes das nossas, em períodos geológicos remotíssimos; raças de Homens etéreos com forma, mas sem substância sólida, que sucederam a Homens incorpóreos; gigantes que precederam aos pigmeus que nós somos ... (p. 212)

 

 



História e Pesquisa
ANO III - Nº 105
Publicado em:14.02.10
Considerações

Matéria antiga que desentoquei lá do fundo dos arquivos a respeito da Sinarquia, que seria a forma de governo defendida pelos Templários, da relaçao entre eles e os Protocolos, a origem dos Iluminatti, fala também a respeito de alienígenas e de cataclismas.


 

A SINARQUIA, OS "PROTOCOLOS", E OS EXTRATERRESTRES (Cuidado, Humanidade!)


by annunaki

15/04/2007 - 14:18

 

 

Jorge Poggi, é economista, administrador,

Professor, arqueólogo de campo e pesquisador de Ufologia.

Segundo os argumentos pitagóricos, as coisas não são o que parecem ser pois os nossos sentidos são defeituosos revelando apenas a aparência (não-verdadeira) em vez da realidade (verdadeira). Com tal dimensão da abstração constituímos os nossos padrões de ação, sentimento e pensamento : todos previsíveis !

 

Na história contemporânea do continente europeu encontramos vestígios de uma super-sociedade dominando os poderes sociais e políticos constituídos : trata-se da misteriosa “Sinarquia do Império”. Constituindo um equilíbrio perfeito de uma harmonia total (como reflexo de leis cósmicas inexoráveis) sobre os poderes executivo, legislativo e judiciário, “...o ideal Sinárquico não destrói nem conserva uma ordem social por cima dos Estados e de seus chefes, porque esta ordem social não existe : precisa ser criada ! Por cima nas nossas nações e de nossos governos, de qualquer tendência que eles sejam, precisamos formar um governo geral que seja uma emanação de nossas próprias nações e que consagre tudo o que constitui sua vida interior...” (Saint Yves D’Alveydre, em “L’Arqueometre”, Dourbom, France, 1949) .

 

Segundo Jacques Weiss, o ideal político Sinárquico acalenta a idéia de um sistema pelo qual os cidadãos se agrupam sob a autoridade de um chefe (digno de tal autoridade). Essa autoridade estaria ao alcance de quem pudesse julgar o que seria bom e útil (segundo Platão, o ideal seria um governo de sábios !) . Diz ainda Weiss : “___Se o equilíbrio Sinárquico (povo ignorante de um lado e governante sábio do outro ) não puder ser obtido, o mundo terá que passar por inevitáveis catástrofes para poder progredir.”

 

Embora esse sonho de um governo chefiado por sábios tenha sido a esperança de uns poucos, os Templários chegaram perto. Hoje em dia não há uma Sinarquia, mas sim três tendências distintas . A primeira pretende se livrar de todas as pressões políticas, a segunda quer chegar ao controle político através de infiltrações nos ambientes profissionais, as hierarquias superiores, com a máxima : “Organizar a profissão é o instrumento principal da revolução Sinárquica !” A terceira tendência, chegada à brutalidade e ao extremismo, tem como finalidade derrubar as instituições republicanas com violência (o caso da Espanha foi raro), analise os fatos do Oriente Médio.

Convém citar que as revoluções que levaram ao poder , no mundo, os caudilhos do século XX seguiram mais ou menos uma das três tendências nos levando a acreditar na existência de um pacto Sinárquico mundialmente orquestrado por poderes que instauram regimes em qualquer lugar , os fatos do Oriente Médio devem ser analisados sob esta ótica.

 

Por outro lado, a tática de ação mundial dos “Governos Invisíveis” para total domínio do planeta consta do documento intitulado “Protocolos dos Sábios do Sião” mantido em segredo durante séculos e divulgado pelo escritor russo Serge Alexandrovich Niws em 1915.

 

Taxando o sistema político liberal de ineficaz, os “Protocolos” ensinam aos “governantes Invisíveis” como instaurar o seu regime totalitário em todo o mundo. O protocolo 24 prevê : “ Somente aqueles que são capazes de instaurar um governo firme e inflexível receberão as rédeas de nossos sábios ! “ Diz ainda o registro que foi divulgado dos “Protocolos”: “A Civilização não pode existir sem o despotismo absoluto : ela (a Civilização) não é obra das massas, mas de seus chefes, quem quer que eles sejam. A massa é primitiva e demonstra sua barbárie em todas as ocasiões propícias. Tão logo se apodere da liberdade, a massa a transforma em anarquia, que é a forma total da barbárie ! “ . O terceiro “Protocolo” ainda cita : “Por meio da miséria, do ódio, e da inveja que eles produzem, nós manobraremos o povo e nos serviremos de suas mãos para eliminar aqueles que se opões aos nossos planos .”

Embora tidos como falsos, os “Protocolos” constituem um documento estranhamente profético no qual reconhecemos o ápice maquiavélico político atual. Descobre-se, nesse documento, uma surpreendente previsão das técnicas totalitárias visando a tomada do poder através da robotização das massas “escravizadas”. É o império da quantidade sobrepondo-se à lógica da qualidade : os humanos-robôs artificialmente movimentados. Nota-se que , repentinamente, os governos democráticos dos países do terceiro mundo , vem sofrendo abalos na sua existência : Chile, Equador, Peru, Venezuela e Argentina. Constatamos também que – por influência de cima – a maioria dos valores morais encontra-se em crise : cada vez mais rebeliões em presídios, cada vez mais corrupção comprovada, cada vez mais atiradores matando inocentes, e ainda saques ao comércio, a residências, às empresas, aos quartéis e até às unidades policiais . E mais : A extrema-direita tentando introduzir-se na Polônia, na ex-Yugoslávia e na França , recentemente, indica uma forte influência – pelo que foi citado – do Pacto Sinárquico (que ressurge) ou dos “Protocolos”. É a grande massa popular sendo conduzida pela Sinarquia !

 

Ao traçarmos uma linha divisória entre duas das cores de um arco-iris, devemos saber que é uma linha imaginária. Poderá esta linha existir em nossa mente mas não será real no arco-iris. Assim, o Movimento Sinárquico, os “Protocolos” e a preseça alienígena na Terra podem nos parecer separados em nossa mente mas pertencem ao mesmo arco-iris da realidade não revelada.

Guardadas as devidas proporções, estamos notando que crescem a cada dia as ações dos extraterrestres em nosso planeta, nos mesmos moldes filosóficos da política mundial. Será que existe um PACTO SINÁRQUICO INTERPLANETÁRIO para ocupação da Terra, à partir de uma nova ordem social?

O que sabemos com muita certeza é que deve existir um planejamento muito bem elaborado para dominação do nosso Sistema Solar por parte de entidades alienígenas. Isto porque sua presença em nosso Planeta, na Lua (e em outros astros do nosso Sistema) é notada cada vez mais claramente. À partir de informações de haveria um pacto entre Governos da Terra e Entidades Alienígenas, sabemos que tudo pode acontecer, inclusive a extinção da raça humana !

 

Cuidado Mundo! J.Poggi / novembro.2005

 

http://atahtiamat.blog.dada.net/tag/ufologia.html  



História e Pesquisa
ANO III - Nº 104
Publicado em:01.02.10
Considerações

A Atlântida sempre foi tema de muita especulação, quer da existência física, quer do aspecto esotérico e místico, na maioria das vezes fantasioso demais. Um campo fértil para as mentes criativas. Pode-se dizer o que se quiser; não há nada nem ninguém que conteste. O limite para o assunto Atlântida fica sendo o bom senso, até que surjam algumas provas incontestáveis. Por enquanto continua no campo da imaginação.
É inegável que deve ter havido um intercâmbio entre as civilizações das Américas e da África, tendo por base a evidência das pirâmides do Egito e as do México, a lhama dos andes e os camelos e dromedários da África (animais da mesma família genética), o fato de terem encontrado numa tumba do Egito pasta de coca e folhas de tabaco..., tudo isso só provaria ter havido esse intercâmbio, mas daí a dizer que eram Atlantes, vai muita distância.


A Atlântida e Os Andes



A Atlântida foi mencionada pela primeira vez pelo filósofo grego Platão. Teria sido uma antiga civilização estabelecida numa ilha que, segundo o filósofo, foi destruída por uma catástrofe natural (provavelmente um terremoto) mais ou menos 9.000 anos antes de sua época, quer dizer, faz mais de 11.400 anos. Platão se refere à Atlântida em duas de suas obras: Timeus e Critias.


Nelas, fala da grandeza da civilização Atlante e descreve suas características geográficas e recursos físicos com grande detalhe, dando informação sobre o tamanho e localização da ilha/continente da Atlântida. Tendo em conta que muitos achados arqueológicos importantes se fizeram seguindo o rastro de antigas lendas, muita gente buscou interminavelmente a localização do desaparecido e misterioso continente, embora exista a possibilidade de que a descrição da Atlântida tenha sido um trabalho de ficcção, criado por Platão para lhe permitir a descrição de um governo ideal.


Posteriormente a Platão, as menções à Atlantida se esfumaram da literatura por uns 2.200 anos com a exceção do livro de Francis Bacon The New Atlantis. Em 1882 se publicou Atlantis, the Antediluvian world, de Ignatius Donnelly, um político de Minnesota, EUA, que antes havia sido escritor. Donnelly levou em conta seriamente a Atlântida de Platão e tentou deixar estabelecido que todas as culturas antigas conhecidas descendem de sua cultura, que pelas datas manipuladas se remontaria ao Neolítico.


Escritores esotéricos posteriores como Helena Blavatsky e Edgard Cayce, propuseram que a Atlântida era um lugar onde os espíritos se encarnavam em corpos humanos. Cayce agregou que os Atlantes possuiam barcos e aeronaves que se moviam impulsionados pela energia de um misterioso cristal.


A geologia demonstrou que nunca houve um continente no meio do Atlântico; assim, os entusiastas da idéia a foram localizando em uma incrível quantidade de sítios, como Sri Lanka, Perú, Escandinávia e até o centro de uma Terra ôca. Uma teoria recente se baseia na recriação da geografia do Mediterrâneo na época que se supõe a existência da Atlântida. Platão definiu que a Atlântida estava localizada "mais além das Colunas de Hércules", que é o nome que se dava ao Estreito de Gibraltar naquela época. Onze mil anos atrás o nível do mar nessa área estava uns cento e trinta metros mais baixo, o que expõe ao ar uma quantidade de ilhas localizadas no estreito. Uma delas, Spartel, poderia ter sido a Atlântida, embora apresente uma quantidade de inconsistências com o relato de Platão. Outra teoria que se apoia na geografia de 11.000 anos situa a Atlântida no arquipélago Antártico (quer dizer que a localização do mítico continente continuaria estando tecnicamente no Atlântico). A indundação ou afundamento se deveria à culminação da Idade do Gêlo, época em que se produziu a imersão de muitas costas. Especula-se quão frio poderia ter sido o clima alí. Nesta teoria se supõe que Tróia, a Creta minóica, possivelmente Santorini - entre os que creem em uma Atlântida inventada, a teoria mais aceita é a que diz que a idéia da destruição desse continente esteve inspirada nas gigantescas erupções na ilha Santorini, no Mediterrâneo, durante a época Minóica - e outras antigas cidades portuárias que tinham sido colônias desta civilização.


Diz-se que a Atlântida estava em guerra no momento da destruição, uma situação que poderia corresponder com a chamada invasão dos "Povos do Mar" no Egito. Platão, logo após a execução de seu Mestre, Sócrates, abandonou por um tempo Atenas e visitou o Egito, onde pode ter escutado as antigas histórias. Descobertas recentes, como o caso das "Múmias de Coca" no Egito, reforçaram a idéia de que existiam antigos laços entre a América do Sul e Egito.


Faz pouco tempo, o geógrafo e cartógrafo inglês James M.Allen lançou uma teoria impactante e nova sobre a localização da Atlântida. Baseado nos relatos de Platão sobre esta cultura e continente perdidos, Allen argumenta que Platão estava falando do Altiplano central dos andes, localizado na Bolívia. Allen realizou um estudo dos antigos sistema de medidas usados nos livros de Platão e afirma que essa região rodeada por montanhas e atravessada por um canal que conectava com o mar, atualmente sêco, estaria na realidade na Bolívia. Muitas das pesquisas de Allen foram realizadas na região de Pampa Aullagas e o lago Poopó, no Departamento de Oruro, a uns 350 Kms ao norte de La Quiaca, a cidade Argentina localizada mais ao norte, na Província de Jujuy. A teoria se apóia em várias fontes e resultados de pesquisas a respeito da formação mineralógica das montanhas que rodeiam o Altiplano, assim como também em resultados da expedição Akakor realizada no fundo do lago Tititcaca em 1999. A quantidade de coincidências com o texto de Platão é assombrosa. Outra evidência que cita Allen é a menção que faz Platão de uma liga de ouro e cobre chamada orichalcum, que só se acha nos Andes.


Allen afirma que o atual Altiplano boliviano teria estado rodeado de mar na época da Atlântida e para o que apresenta muitas evidências de restos paleontológicos e arqueológicos encontrados nos Andes nos últimos anos. O livro "A Atlântida: A Solução: Os Andes", de Allen, descreve os antecedentes destas teorias e outras conjecturas que revelaram sua —no caso de se confirmar— formidável descoberta. Em um vídeo entitulado "A Atlântida nos Andes" muito difundio nos canais de televisão nos Estados Unidos, Allen apresenta vários arqueólogos que propõem uma antiguidade ao redor de doze mil anos para as ruínas de Tiwanaku, presentes nessa região, o que a habilita a ser parte ou estar conectada com a Atlântida de Platão. Allen argumenta que Tiwanaku e o povo Aymara foram um dos dez reinos da Atlântida. Neste vídeo participam vários arqueólogos bolivianos. Geologos e outros acadêmicos bolivianos afirmam que falta explorar 97% de Tiwanaku devido a falta de verbas e pobreza do Estado Boliviano. O vídeo também reune a participação de comunidades Aymaras do Lago Titicaca, que narram passagens da história oral Aymara do Lago Titicaca, de como afundou uma cidade no Titicaca e de que estaria no fundo do lago.


O egiptólogo John Anthony West participa do vídeo e argumenta que pelo que parece existia já um tipo de cultura global naqueles tempos porque nas tumbas dos faraós do antigo Egito foram encontrados resíduos de pasta de coca e tabaco, plantas originárias da América. Outra coisa que afirma Allen é que o nome Atlântida provem de duas palavras nativas da América, "Atl", que significa "água", e "antis", que significa "cobre". Nas tumbas do antigo Egito foram achados derivados da cocaína que só se pode extrair da planta de coca, originária da América do Sul, o que seria evidência de um contacto dos egípcios com os Atlantes pré-Colombianos. A história relatada por Platão poderia ter chegado aos ouvidos de Platão no Egito, onde esteve de visita. Esta teoria está em investigação atualmente. O vídeo também explica que os balseiros Aymaras do Lago Titicaca demonstraram em 1948 que é possível cruzar os mares em gigantescas balsas de Totora e que provam que a viagens de ultramar na remota antiguidade, sim, eram possíveis e que havia Tiwanaku e que era rodeado por um porto.


Jim Allen estagiou e trabalhou como Projetista de Fotografia Aérea na Real Força Aérea da Inglaterra. Ao abandonar a Fôrça Aérea Allen decidu morar num barco de cruzeiro do qual era proprietário, com o qual navegou até que chegou à Cambridge, onde posteriormente trabalhou como desenhista cartógrafo para uma empresa de serviço público. Se interessou pelo tema da Atlântida depois de um exaustivo estudo sobre as origens dos antigos sistemas de medidas e por causa disso se deu conta de que o Altiplano corresponde à região que descreveu Platão. O argumento de Allen recebeu a crítica de vários acadêmicos por considerá-la genérica demais, enquanto outros acadêmicos se inclinam a aceitá-la por considerá-la suficientemente coerente. Várias agências de notícias, incluindo CNN, deram cobertura à notícia. Allen foi convidado a aprofundar as pesquisas em Tiwanaku e nos Andes para confirmar sua teoria. A teoria de J.M.Allen finalmente entusiasmou muitos especialistas e inspirou a Expedição Kota Mama à América do Sul, conduzida pelo explorador britânico John Blashford-Snell e patrocinada pela Sociedade de Exploração Científica da Inglaterra


 

Postado por: rodolfo feigl, em 18.07.09.


 


Extraído e traduzido do site www.concienciaplanetaria.es



História e Pesquisa
ANO III - Nº 103
Publicado em:25.01.10
Considerações:

Mesmo não tendo sido revelada a autoria da Matéria, vê-se que é de boa procedência. A meu ver, poder-se-ia chamar de "Cânones da Igreja Primitiva Cristã", visto que antecede em praticamente 200 anos o Concílio de Nicéia.
Após a leitura, só nos resta perguntar: Como seria a Igreja hoje se as Instruções tivessem sido seguidas à risca? Será que os Cátaros e os Templários teriam sido enviados para a fogueira?


Didaqué:

A Instrução dos Doze Apóstolos

(Ano 145-150 DC)

 

 

 

O CAMINHO DA VIDA E O CAMINHO DA MORTE

 

 

CAPÍTULO I

 

1-Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. Há uma grande diferença entre os dois.

2-Este é o caminho da vida: primeiro, ame a Deus que o criou; segundo, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça ao outro aquilo que você não quer que façam a você.

3-Este é o ensinamento derivado dessas palavras: bendiga aqueles que o amaldiçoam, reze por seus inimigos e jejue por aqueles que o perseguem.

Ora, se você ama aqueles que o amam, que graça você merece? Os pagãos também não fazem o mesmo? Quanto a você, ame aqueles que o odeiam e assim você não terá nenhum inimigo.

4-Não se deixe levar pelo instinto. Se alguém lhe bofeteia na face direita, ofereça-lhe também a outra face e assim você será perfeito. Se alguém o obriga a acompanhá-lo por um quilometro, acompanhe-o por dois.

Se alguém lhe tira o manto, ofereça-lhe também a túnica. Se alguém toma alguma coisa que lhe pertence, não a peça de volta porque não é direito.

5-Dê a quem lhe pede e não peças de volta pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos. Bem-aventurado aquele que dá conforme o mandamento pois será considerado inocente. Ai daquele que recebe: se pede por estar necessitado, será considerado inocente; mas se recebeu sem necessidade, prestará contas do motivo e da finalidade. Será posto na prisão e será interrogado sobre o que fez... e daí não sairá até que devolva o último centavo.

6-Sobre isso também foi dito: que a sua esmola fique suando nas suas mãos até que você saiba para quem a está dando.

 

CAPÍTULO II

 

1-O segundo mandamento da instrução é:

2-Não mate, não cometa adultério, não corrompa os jovens, não fornique, não roube, não pratique a magia nem a feitiçaria. Não mate a criança no seio de sua mãe e nem depois que ela tenha nascido.

3-Não cobice os bens alheios, não cometa falso juramento, nem preste falso testemunho, não seja maldoso, nem vingativo.

4-Não tenha duplo pensamento ou linguajar pois o duplo sentido é armadilha fatal.

5-A sua palavra não deve ser em vão, mas comprovada na prática.

6-Não seja avarento, nem ladrão, nem fingido, nem malicioso, nem soberbo. Não planeje o mal contra o seu próximo.

7-Não odeie a ninguém, mas corrija alguns, reze por outros e ame ainda aos outros, mais até do que a si mesmo.

 

CAPÍTULO III

 

1-Filho, procure evitar tudo aquilo que é mau e tudo que se parece com o mal.

2-Não seja colérico porque a ira conduz à morte. Não seja ciumento também, nem briguento ou violento, pois o homicídio nasce de todas essas coisas.

3-Filho, não cobice as mulheres pois a cobiça leva à fornicação. Evite falar palavras obscenas e olhar maliciosamente já que os adultérios surgem dessas coisas.

4-Filho, não se aproxime da adivinhação porque ela leva à idolatria. Não pratique encantamentos, astrologia ou purificações, nem queira ver ou ouvir sobre isso, pois disso tudo nasce a idolatria.

5-Filho, não seja mentiroso pois a mentira leva ao roubo. Não persiga o dinheiro nem cobice a fama porque os roubos nascem dessas coisas.

6-Filho, não fale demais pois falar muito leva à blasfêmia. Não seja insolente, nem tenha mente perversa porque as blasfêmias nascem dessas coisas.

7-Seja manso pois os mansos herdarão a terra.

8-Seja paciente, misericordioso, sem maldade, tranquilo e bondoso.

Respeite sempre as palavras que você escutou.

9-Não louve a si mesmo, nem se entrege à insolência. Não se junte com os poderosos, mas aproxima dos justos e pobres.

10-Aceite tudo o que acontece contigo como coisa boa e saiba que nada acontece sem a permissão de Deus.

 

CAPÍTULO IV

 

1-Filho, lembre-se dia e noite daquele que prega a Palavra de Deus para

você. Honre-o como se fosse o próprio Senhor, pois Ele está presente

o­nde a soberania do Senhor é anunciada.

2-Procure estar todos os dias na companhia dos fiéis para encontrar

forças em suas palavras.

3-Não provoque divisão. Ao contrário, reconcilia aqueles que brigam

entre si. Julgue de forma justa e corrija as culpas sem distinguir as

pessoas.

4-Não hesite sobre o que vai acontecer.

5-Não te pareças com aqueles que dão a mão quando precisam e a retiram

quando devem dar.

6-Se o trabalho de suas mãos te rendem algo, as ofereça como reparação

pelos seus pecados.

7-Não hesite em dar, nem dê reclamando porque, na verdade, você sabe

quem realmente pagou sua recompensa. reverência, como à própria imagem

de Deus.

8-Deteste toda a hipocrisia e tudo aquilo que não agrada o Senhor.

9-Não viole os mandamentos dos Senhor. Guarde tudo aquilo que você

recebeu: não acrescente ou retire nada.

10-Confesse seus pecados na reunião dos fiéis e não comece a orar

estando com má consciência. Este é o caminho da vida.

 

CAPÍTULO V

 

1-Este é o caminho da morte: primeiro, é mau e cheio de maldições -

homicídios, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatria, magias,

feitiçarias, rapinas, falsos testemunhos, hipocrisias, coração com duplo

sentido, fraudes, orgulho, maldades, arrogância, avareza, palavras

obscenas, ciúmes, insolência, altivez, ostentação e falta de temor de Deus.

2-Nesse caminho trilham os perseguidores dos justos, os inimigos da

verdade, os amantes da mentira, os ignorantes da justiça, os que não

desejam o bem nem o justo julgamento, os que não praticam o bem mas o

mal. A calma e a paciência estão longe deles. Estes amam as coisas vãs,

são ávidos por recompensas, não se compadecem com os pobres, não se

importam com os perseguidos, não reconhecem o Criador. São também

assassinos de crianças, corruptores da imagem de Deus, desprezam os

necessitados, oprimem os aflitos, defendem os ricos, julgam injustamente

os pobres e, finalmente, são pecadores consumados. Filho, afaste-se

disso tudo.

 

CAPÍTULO VI

 

1-Fique atento para que ninguém o afaste do caminho da instrução, pois

quem faz isso ensina coisas que não pertencem a Deus.

2-Você será perfeito se conseguir carregar todo o jugo do Senhor. Se

isso não for possível, faça o que puder.

3-A respeito da comida, observe o que puder. Não coma nada do que é

sacrificado aos ídolos pois esse culto é destinado a deuses mortos.

 

A CELEBRAÇÃO LITÚRGICA

CAPÍTULO VII

 

1-Quanto ao batismo, faça assim: depois de ditas todas essas coisas,

batize em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

2-Se você não tiver água corrente, batize em outra água. Se não puder

batizar com água fria, faça com água quente.

3-Na falta de uma ou outra, derrame água três vezes sobre a cabeça, em

nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

4-Antes de batizar, tanto aquele que batiza como o batizando, bem como

aqueles que puderem, devem observar o jejum. Você deve ordenar ao

batizando um jejum de um ou dois dias.

 

CAPÍTULO VIII

 

1-Os seus jejuns não devem coincidir com os dos hipócritas. Eles jejuam

no segundo e no quinto dia da semana. Porém, você deve jejuar no quarto

dia e no dia da preparação.

2-Não reze como os hipócritas, mas como o Senhor ordenou em seu

Evangelho. Reze assim: "Pai nosso que estás no céu, santificado seja o

teu nome, venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra

como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai nossa dívida,

assim como também perdoamos os nossos devedores e não nos deixes cair em

tentação, mas livrai-nos do mal porque teu é o poder e a glória para

sempre".

3-Rezem assim três vezes ao dia.

 

CAPÍTULO IX

 

1-Celebre a Eucaristia assim:

2-Diga primeiro sobre o cálice: "Nós te agradecemos, Pai nosso, por

causa da santa vinha do teu servo Davi, que nos revelaste através do teu

servo Jesus. A ti, glória para sempre".

3-Depois diga sobre o pão partido: "Nós te agradecemos, Pai nosso, por

causa da vida e do conhecimento que nos revelaste através do teu servo

Jesus. A ti, glória para sempre.

4-Da mesma forma como este pão partido havia sido semeado sobre as

colinas e depois foi recolhido para se tornar um, assim também seja

reunida a tua Igreja desde os confins da terra no teu Reino, porque teu

é o poder e a glória, por Jesus Cristo, para sempre".

5-Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em

nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: "Não dêem as coisas

santas aos cães".

 

CAPÍTULO X

 

1-Após ser saciado, agradeça assim:

2-"Nós te agradecemos, Pai santo, por teu santo nome que fizeste habitar

em nossos corações e pelo conhecimento, pela fé e imortalidade que nos

revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre.

3-Tu, Senhor o­nipotente, criaste todas as coisas por causa do teu nome

e deste aos homens o prazer do alimento e da bebida, para que te

agradeçam. A nós, orém, deste uma comida e uma bebida espirituais e uma

vida eterna através do teu servo.

4-Antes de tudo, te agradecemos porque és poderoso. A ti, glória para

sempre.

5-Lembra-te, Senhor, da tua Igrreja, livrando-a de todo o mal e

aperfeiçoando-a no teu amor. Reúne dos quatro ventos esta Igreja

santificada para o teu Reino que lhe preparaste, porque teu é o poder e

a glória para sempre.

6-Que a tua graça venha e este mundo passe. Hosana ao Deus de Davi.

Venha quem é fiel, converta-se quem é infiel. Maranatha. Amém."

7-Deixe os profetas agradecerem à vontade.

 

A VIDA EM COMUNIDADE

 

CAPÍTULO XI

 

1-Se vier alguém até você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente,

deve ser acolhido.

2-Mas se aquele que ensina é perverso e ensinar outra doutrina para te

destruir, não lhe dê atenção. No entanto, se ele ensina para estabelecer

a justiça e conhecimento do Senhor, você deve acolhê-lo como se fosse o

Senhor.

3-Já quanto aos apóstolos e profetas, faça conforme o princípio do

Evangelho.

4-Todo apóstolo que vem até você deve ser recebido como o próprio Senhor.

5-Ele não deve ficar mais que um dia ou, se necessário, mais outro. Se

ficar três dias é um falso profeta.

6-Ao partir, o apóstolo não deve levar nada a não ser o pão necessário

para chegar ao lugar onde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso

profeta.

7-Não ponha à prova nem julgue um profeta que fala tudo sob inspiração,

pois todo pecado será perdoado, mas esse não será perdoado.

8-Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a não ser que viva como

o Senhor. É desse modo que você reconhece o falso e o verdadeiro profeta.

9-Todo profeta que, sob inspiração, manda preparar a mesa não deve comer

dela. Caso contrário, é um falso profeta.

10-Todo profeta que ensina a verdade mas não pratica o que ensina é um

falso profeta.

11-Todo profeta comprovado e verdadeiro, que age pelo misterioso terreno

da Igreja, mas que não ensina a fazer como ele faz não deverá ser

julgado por você; ele será julgado por Deus. Assim fizeram também os

antigos profetas.

12-Se alguém disser sob inspiração: "Dê-me dinheiro" ou qualquer outra

coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros

necessitados, então ninguém o julgue.

 

CAPÍTULO XII

 

1-Acolha toda aquele que vier em nome do Senhor. Depois, examine para

conhecê-lo, pois você tem discernimento para distinguir a esquerda da

direita.

2-Se o hóspede estiver de passagem, dê-lhe ajuda no que puder.

Entretanto, ele não deve permanecer com você mais que dois ou três dias,

se necessário.

3-Se quiser se estabelecer e tiver uma profissão, então que trabalhe

para se sustentar.

4-Porém, se ele não tiver profissão, proceda de acordo com a prudência,

para que um cristão não viva ociosamente em seu meio.

5-Se ele não aceitar isso, trata-se de um comerciante de Cristo. Tenha

cuidado com essa gente!

 

CAPÍTULO XIII

 

1-Todo verdadeiro profeta que queira estabelecer-se em seu meio é digno

do alimento.

2-Assim também o verdadeiro mestre é digno do seu alimento, como

qualquer operário.

3-Assim, tome os primeiros frutos de todos os produtos da vinha e da

eira, dos bois e das ovelhas, e os dê aos profetas, pois são eles os

seus sumos-sacerdotes.

4-Porém, se você não tiver profetas, dê aos pobres.

5-Se você fizer pão, tome os primeiros e os dê conforme o preceito.

6-Da mesma maneira, ao abrir um recipiente de vinho ou óleo, tome a

primeira parte e a dê aos profetas.

7-Tome uma parte de seu dinheiro, da sua roupa e de todas as suas

posses, conforme lhe parecer oportuno, e os dê de acordo com o preceito.

 

CAPÍTULO XIV

 

1-Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter

confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro.

2-Aquele que está brigado com seu companheiro não pode juntar-se antes

de se reconciliar, para que o sacrifício oferecido não seja

profanado.

3Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: "Em todo lugar e

em todo tempo, seja oferecido um sacrifício puro porque sou um grande

rei - diz o Senhor - e o meu nome é admirável entre as nações".

 

CAPÍTULO XV

 

1-Escolha bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens

mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados pois também exercem

para vocês o ministério dos profetas e dos mestres.

2-Não os despreze porque eles têm a mesma dignidade que os profetas e os

mestres.

3-Corrija uns aos outros, não com ódio, mas com paz, como você tem no

Evangelho. E ninguém fale com uma pessoa que tenha ofendido o próximo;

que essa pessoa não escute uma só palavra sua até que tenha se

arrependido.

4-Faça suas orações, esmolas e ações da forma que você tem no

Evangelho de nosso Senhor.

 

O FIM DOS TEMPOS

 

CAPÍTULO XVI

 

1-Vigie sobre a vida uns dos outros. Não deixe que sua lâmpada se

apague, nem afrouxe o cinto dos rins. Fique preparado porque você não

sabe a que horas nosso Senhor chegará.

2-Reúna-se com freqüência para que, juntos, procurem o que convém a

vocês; porque de nada lhe servirá todo o tempo que viveu a fé se no

último instante não estiver perfeito.

3-De fato, nos últimos dias se multiplicarão os falsos profetas e os

corruptores, as ovelhas se transformarão em lobos e o amor se converterá

em ódio.

4-Aumentando a injustiça, os homens se odiarão, se perseguirão e se

trairão mutuamente. Então o sedutor do mundo aparecerá, como se fosse o

Filho de Deus, e fará sinais e prodígios. A terra será entregue em suas

mãos e cometerá crimes como jamais foram cometidos desde o começo do mundo.

5-Então toda criatura humana passará pela prova de fogo e muitos,

escandalizados, perecerão. No entanto, aqueles que permanecerem firmes

na fé serão salvos por aquele que os outros amaldiçoam.

6-Então aparecerão os sinais da verdade: primeiro, o sinal da abertura

no céu; depois, o sinal do toque da trombeta; e, em terceiro, a

ressurreição dos mortos.

7-Sim, a ressurreição, mas não de todos, conforme foi dito: "O Senhor

virá e todos os santos estarão com ele".

8-Então o mundo assistirá o Senhor chegando sobre as nuvens do céu. 

 

Matéria postada no Grupo Seitas Secretas por Amauri, em 12.03.09



História e Pesquisa
ANO III - Nº 102
Publicado em:18.01.10
Palavras Iniciais

Os que já leram um pouquinho a respeito dos fenômenos quânticos vão entender perfeitamente a matéria abaixo, onde o autor nos fala do poder que tem o pensamento aliado à vontade de interferir na concretização de uma determinada ação.


O código Essênio

MATÉRIA ORIGINAL PUBLICADA NA REVISTA EL PLANETA URBANO, SECCIÓN PLANETA-X. Os principais fundadores do que mais tarde se denominou cristandade foram os essênios: Santa Ana, José e María, João o Batista, Jesus, João o Evangelista, entre outros. Os essênios não se limitavam a uma só religião, senão que estudavam todas para a seguir extrair delas os grandes princípios do conhecimento; e sustentavam que cada religião era um estado diferente de uma mesma manifestação. Davam grande importância aos ensinamentos dos antigos caldeus, aos de Zoroastro, aos de Hermes Trimegisto, às instruções de Moisés, bem como às revelações de Enoch.

Seu legado consiste na documentação de diversas técnicas que nos convidam a um acesso direto à conexão quântica, permitindo o acesso ao conhecimento infinito. O estudo dos antigos ensinamentos realizado pelos essênios devolveu à humanidade uma chave que possibilita se reencontrar com as ferramentas necessárias para se construir um mundo melhor. Ditos ensinamentos nos instruem sobre como fazer da compaixão uma ciência que ajude a transceder os desafios que agora enfrentamos de forma individual e coletivamente.

Esses ensinamentos se acham contidos nos textos - recentemente traduzidos - dos Rolos do Mar Morto, antigos legados essênios de 2000 anos de antiguidade e que foram descobertos em 1946. Dos 22.000 fragmentos e rolos escritos sobre papiro, metal e couro, unicamente um foi achado intacto: O Rolo de Isaías. Uma de suas interpretações, à luz do novo conhecimento quântico, oferece uma resposta ao sofrimento do indivíduo ou das massas frente às mudanças planetárias, quer seja por distúrbios naturais, guerras ou enfermidades. Descreve como poderíamos nos unir em um todo coletivo e enfrentar essas mudanças por meio da ciência contida no Rolo de Isaías.

O ROLO DE ISAÍAS

A informação contida nesse manuscrito relata uma profecia dirigida especificamente para nosso tempo e apresenta uma visão do futuro que se assemelha às profecias de numerosas outras tradições. Todas nos advertem - geralmente um tom catastrófico - sobre as infinitas possibilidades de caos baseada em nosso livre arbítrio.

Em 1957 um físico de Princeton, Hugo Everett III, sugeriu que para cada instante de nossas vidas existem muitos momentos, possibilidades e resultados que tem lugar simultaneamente para cada eleição que façamos em nossas vidas. Na interpretação sobre o Rolo de Isaías, feita pelo pesquisador Gregg Braden, explica que quando nos focamos em uma dessas tantas possibilidades, a mesma se converte em nossa realidade. Então as profecias se convertem em uma espécie de advertência e nos indicam o rumo que devemos corrigir no futuro para ssim poder reverter nosso próprio destino.

CRIAMOS OU ELEGEMOS A REALIDADE?

Uma coisa que nos tem dito a física quântica e que coincide com os antigos legados dos manuscritos essênios é que nós criamos nossa realidade. Afirmam que a profecia se aproxima da verdade embora não seja totalmente exata. Quer dizer, que em cada momento de nossas vidas vivemos numerosas possibilidades simultâneas que se concretizam através do tempo e dependem de nossas próprias decisões coletivas.

Essas possibilidades se encontram inativas em nosso cosmos, latentes até que as despertemos por meio de nossas eleições. Todas nossas alternativas individuais se convertem em uma resposta coletiva em um dado tempo da história. Por isso agora, embora estejamos testemunhando o início de algumas profecias mais aterradoras, existem outras realidades disponíveis e são igualmente possíveis, dependendo de nossa decisão. Como nos movemos de uma possibilidade para a outra? As pistas estão no Rolo de Isaías.

O CONHECIMENTO ANTIGO

A humanidade se distanciou da espiritualidade e das disciplinas de abertura a seu potencial interno, as quais nos ajudam a influir na realidade. Perdemos de vista a relação entre a humanidade, o pensamento, os sentimentos, as emoções e o cosmos, e os textos sagrados nos quais figuravam as chaves de acesso a esse potencial, nos foram retirados no século IV. Crê-se que quando os essênios abandonaram Qumran para escapar da perseguição, trasladaram seu conhecimento para o Tibet, entre outros lugares.

Em 1998 Braden, durante sua peregrinação por 12 monastérios tibetanos, corroborou que não só os locais guardam o conhecimento essênio, senão que hoje em dia vivem essas tradições e incorporaram as técnicas de autoconhecimento interior à sua rotina de superação humana. Alí o pesquisador descobriu que existe uma forma de oração que ajuda a crer e sentir o que se reza.

A ORAÇÃO COMO CRIAÇÃO

A oração a qual nos referimos transcende as crenças de qualquer religião e se baseia em reincorporar o sentimento e mentalismo humano em nossa relação com o mundo. Em lugar de nos sentirmos pecaminosos e membros não partícipes nem decisivos da realidade, oramos com consciência crendo no princípio de criar eventos que nos permitam desenvolver uma nova.

Os antigos essênios utilizavam as qualidades do pensamento, o sentimento e a emoção para decidir como experimentar a vida nesse mundo. A emoção é a energia de cada dia que nos impulsiona para frente em nosso mundo, e esse sistema de poder não tem uma trajetória até que seja guiado por nosso pensamento. A união do pensamento com a emoção é o sentimento.

Os tibetanos fazem uma clara distinção entre suas orações e os cânticos, também entre os mantras e os mudras que utilizam para se ambientarem no sentimento adequado para a oração. Isto é algo valioso para se destacar porque agora a ciência quântica sugere que o sentimento humano é a forma de como nos movemos de um resultado quântico a outro. De alguma maneira, o sentimento humano está relacionado com o resultado que experimentamos individual e coletivamente.

Esta nova forma de orar nos convida a criar o sentimento em nossos corpos como se a oração já tivesse sido respondida. As visualizações não tem poder a menos que experimentemos através do poder da emoção e do sentimento. Se esse modo de orar funciona como cremos que o faz, não há motivo algum para que soframos as predições catastróficas porque agora possuimos o poder coletivo de transformar a realidade. Então devemos usar o poder da emoção humana como uma ferramenta, porque aqueles que já o fizeram sentiram um profundo efeito curador, só porque perceberam novas possibilidades abertas em seu coração e se deram permissão para mudar.

Quando personificamos um sentimento atraimos essa realidade e o mundo exterior nos reflete o que o nosso mundo interior criou. Mais além do que elejamos paz ou temor em nossa vida pessoal, o mundo nos reflete essas mesmas qualidades porque o mundo honra os princípios da criação. Assim disseram os antigos essênios: "Convertam-se na paz, porque isso atrairá paz para o mundo".

Brad Hunter

Matéria extraída e traduzida do site www.concienciaplanetaria.es


História e Pesquisa
ANO III - Nº 101
Publicado em:13.01.10
Palavras Iniciais

Na minha opinião as Senhoras demonstraram muito bom senso. Caso se faça acordo com uma religião, obrigatoriamente fica aberto o caminho para fazer acordo com todas.Leiam a matéria.


Católicas pelo Direito de Decidir discutem acordo entre Governo e Santa Sé


 

Natasha Pitts

 

 

Em novembro de 2008, a República Federativa do Brasil e a Santa Sé assinaram um acordo relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no País. O acordo diz respeito a questões como patrimônio histórico, preservação, imunidade tributária, ensino religioso, questões trabalhistas e apoio e assistência social que a Igreja desenvolve. De lá para cá, o assunto tem gerado polêmicas em vários setores da sociedade.

 

Para debater a questão, a entidade feminista "Católicas pelo Direito de Decidir" irá promover, nesta sexta-feira (4), a mesa de diálogo "O Acordo entre o Governo Brasileiro e a Igreja Católica". "Nossa intenção é criar um espaço de diálogo e esclarecimento, pois o acordo foi feito de modo pouco transparente. O Congresso e o Senado não sabiam deste acordo e muito menos a população", esclarece Regina Jurkewicz, socióloga, integrante do "Católicas Pelo Direito de Decidir".

 

Para discorrer sobre uma visão histórica da questão estará presente o Pe. José Oscar Beozzo, que é teólogo, historiador e coordenador do Centro Ecumênico de Serviços a Evangelização e Educação Popular (CESEP). A perspectiva jurídica será abordada por Roberto Arriada Lorea, juiz de Direito e diretor do Departamento de Cidadania e Direitos Humanos da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris). Já a abordagem ética será feita por Maria José Rosado Nunes, professora do Depto. de Ciências da Religião da PUC e Coordenadora de Católicas Pelo Direito de Decidir.

 

A entidade feminista se posiciona claramente contra o acordo, pois vê nele um favorecimento indevido para a Igreja Católica. "Não somos favoráveis ao acordo, porque ele beneficia apenas uma religião. O nosso Estado se declara laico. Por aí podemos ver que existem muitas contradições e favorecimentos. Não vivemos mais em um tempo de acordos entre Igreja e Governo, estamos em um tempo de consolidar a democracia", justifica Regina.

 

Para a socióloga, com a assinatura desse acordo será mais difícil modificar práticas que já são exercidas pela Igreja Católica. "O acordo só vem tornar estatutária uma questão que já funcionava da mesma forma. O que vai acontecer é que a situação se cristalizará e ficará mais difícil de ser modificada", acrescenta.

 

Para saber o que a população brasileira pensa a respeito do assunto, a "Católicas pelo Direito de Decidir" encomendou ao Ibope Inteligência, em julho deste ano, uma pesquisa de opinião. A pesquisa revelou que até mesmo os católicos são contrários à aprovação do acordo entre Igreja e Governo. Um total de 78% dos brasileiros ouvidos são contra o acordo. Entre os católicos a taxa de rejeição foi de 75%

 

Entre os cidadãos ouvidos, 59% afirmaram que o Governo não deve fazer acordo com nenhuma religião, por não existir religião oficial no Brasil. Para 41%, o acordo não deve ser feito para não ferir outras religiões. Somente 15% dos entrevistados se declararam a favor por ser o catolicismo a religião predominante no País.

 

 

http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=43548 



História e Pesquisa
ANO III - Nº 100
Publicado em:03.01.10
Palavras Iniciais

Matéria extraída da Revista UFO de Junho 2008 - Após a publicação da matéria "A Bíblia e os Extraterrestres" em 7 semanas, publico agora matéria que revela a opinião e pensamento de alguns padres do Vaticano. Fica claro que a não contestação por parte do Vaticano às declarações de um de seus membros sobre tão relevante matéria o faz concorde com a existência de alienígenas.


As declarações do padre Funes mudará o futuro de todos, inclusive do Papa



A recente agitação na Comunidade Ufológica Mundial em torno das declarações do padre jesuíta José Gabriel Funes, diretor do Observatório do Vaticano, não é o primeiro sinal de que a Santa Sé reconhece a seriedade da questão ufológica, a ponto de ter alguns de seus integrantes, direta ou indiretamente, fazendo afirmações que sinalizam claramente um profundo entendimento da questão. Isto já vem acontecendo há alguns anos. Religiosos de vários segmentos da Igreja Católica, às vezes falando oficialmente, em outras apenas emitindo opiniões pessoais, têm se manifestado com certa freqüência sobre a vida extraterrestre e, mais especificamente, os discos voadores.

Um deles – e o mais notório de todos – é o monsenhor Corrado Balducci, considerado por seus pares “um religioso diferente”. Ele era amigo íntimo do papa João Paulo II, respeitado e admirado em todo o mundo católico e em outras searas, e nos anos 90 causou muita surpresa no meio ufológico quando começou a freqüentar congressos sobre o tema na Itália e outros países, fazendo afirmações que geraram espanto na ala conservadora da Igreja. No Simpósio Mundial de Ufologia de San Marino, em 1999, por exemplo, Balducci admitiu que é “real a possibilidade de que outras criaturas inteligentes vivam na imensidão do espaço”. Para ele, a existência de ETs seria um sinal inequívoco da glória de Deus. Até aqui, tudo bem para nós, ufólogos. Mas, um monsenhor fazer tal afirmação é algo significativo. E ele foi mais longe. No Simpósio Internacional de Exobiologia e Ufologia da Calábria, em 2005, Balducci declarou à Revista UFO que “a igreja reconhece plenamente que não estamos sozinhos no universo e defende um procedimento de investigação dos objetos voadores não identificados”. Mais claro, impossível.

Mesmo quem conhece o religioso e está habituado a vê-lo em eventos ufológicos, se assustou com a contundência de suas declarações na Calábria. “Que o universo é cheio de vida, não há nada mais óbvio do que isso. Que estejamos sendo observados por seres pertencentes a civilizações mais avançadas, idem. A questão está em entender o que querem aqui nossos misteriosos – e curiosos – visitantes”. Balducci, mesmo após o falecimento de João Paulo II e sob a administração de Bento XVI, de quem não é próximo, tem se manifestado livremente em conclaves em que se discutem os discos voadores. E o simples fato de que não é desautorizado ou censurado pela Santa Sé é um sinal de que, de alguma forma, o que ele fala é pensamento corrente ou aceito pela Igreja Católica.


Com suas colocações, o teólogo coloca ainda mais em evidência um assunto que há anos é debatido por alguns grupos de pessoas e ignorado por outros tantos. “A Bíblia não se refere diretamente aos extraterrestres, mas também não os exclui. A realidade dos UFOs é muito provável no infinito mistério da criação”, explica o religioso. “O monsenhor Balducci é um homem sincero e culto, que não poderia ficar alheio à questão dos discos voadores”, disse Roberto Pinotti, correspondente internacional da Revista UFO na Itália e organizador de ambos os citados eventos. Ao apresentar o teólogo à platéia do último deles, na Calábria, Pinotti disse que vê em Balducci uma voz que não se deve ignorar. “O monsenhor tem informações oficiais da igreja e as oferece em conta-gotas em suas palestras. Temos que beber desta fonte de saber”.

A prodigalidade de Deus

Em suas concorridas palestras, o monsenhor fez questão de dizer que não é o único no Vaticano a pensar dessa forma, como agora se viu pelas declarações do padre Funes. “Os religiosos também são abertos a este tema e muitos deles tiveram experiências com objetos não identificados”, disse, mostrando uma posição que afirmou ser pessoal e não oficial da Igreja. “A vida fora da Terra é evidente e sua existência não pode ser ignorada”, arremata. Mas o teólogo vai mais longe do que foi Funes, ao criticar as pessoas que não acreditam no fenômeno, fazendo referência ao grande número de testemunhos que há em todo o mundo. Mas ambos têm em comum o respeito pelo empenho de pesquisadores em desvendar o enigma dos UFOs, enquanto Balducci deixa claro que o Vaticano ainda não está preparado para se envolver oficialmente com a questão. “A estrutura da Igreja tem recebido muitas informações sobre observações de extraterrestres e suas relações com humanos”. Na verdade, a Santa Sé conhece a realidade dos UFOs há vários séculos. A Enciclopédia Católica, editada pelo Vaticano e porta-voz do pensamento oficial da Igreja de Roma, trata deste assunto no capítulo intitulado Habitacional dos Mundos. O texto diz que a doutrina apostólica não afirma nada explicitamente sobre a existência dos UFOs, mas esclarece que, se um dia a ciência conseguir provar que em outros planetas ou estrelas existem seres racionais como os humanos, serão todos obras divinas. E ainda afirma que “a filosofia explicará a origem destes homens do mesmo modo que elucidou a nossa, recorrendo à causalidade que postula o criador. E a teologia nos convidará a glorificar a grandeza, a bondade e a prodigalidade infinita de Deus”.

Há mais de 80 anos, no entanto, os UFOs já são assunto de discussão de influentes sacerdotes da Igreja Católica. Os padres Secchi e Montsabré, respectivamente o astrônomo da chamada Companhia de Jesus e um pregador dominicano de grande influência em Roma, admitiram a possibilidade da existência de criaturas racionais em outros mundos, mas de forma bem mais comedida que Balducci e Funes o fizeram agora. Eles afirmavam a existência de seres extraterrestres acrescentando a suposição de que eles também seriam pecadores. Assim, mostravam que seria possível que Deus tivesse estendido a eles, como para nós, os méritos da salvação por Jesus Cristo. Desse modo, não confirmavam totalmente o Fenômeno UFO e nem o negavam. 



História e Pesquisa
ANO III - Nº 99
Publicado em:28.12.09
Palavras Iniciais

Só uma pergunta para os que já viram o filme (Quem somos nós) "What the bleep do we know": Somos imagens reprodutivas de um único e eterno pensamento gerado por Deus e projetado no Universo através de nossas mentes?


- Universo Holográfico -


Tradução da narração do vídeo

 

 

AVISO

 

O tema do filme que você está para ver, revela um segredo crucial em sua vida. Você deve vê-lo atentamente, pois se refere a um tema que poderá provocar alterações fundamentais em sua visão do mundo material. O conteúdo deste filme não é apenas uma visão diferente ou um pensamento filosófico. Na realidade são fatos comprovados pela ciência.

 

 

 

O SEGREDO POR TRÁS DA MATÉRIA

 

O homem é condicionado, desde seu nascimento, a pensar que o mundo em que vive é uma realidade absolutamente material. Assim ele cresce sob o efeito deste condicionamento e constrói toda a sua vida baseado neste ponto de vista. As descobertas da ciência moderna, entretanto, revelaram a completa diferença entre a realidade significativa e o que é presumido.

 

Toda a informação que recebemos de nosso mundo exterior nos é transmitida por nossos cinco sentidos. O mundo que conhecemos consiste do que nossos olhos vêem, nossos ouvidos ouvem, nossos narizes cheiram, nossa língua saboreia e nossas mãos sentem. O homem depende, desde o nascimento, destes cinco sentidos. Assim ele conhece o mundo exterior apenas da forma com que é apresentado por estes cinco sentidos.

 

Atualmente, pesquisas científicas sobre os nossos sentidos revelaram fatos bem diferentes daquilo que denominamos de "mundo externo". E estes fatos trouxeram à luz um importante segredo sobre a matéria de que é feito o "mundo externo".

 

Um pensador contemporâneo (Frederick West.) assinala as declarações de alguns cientistas afirmando que "o homem é uma imagem, toda experiência é temporária e ilusória, e este universo é uma sombra", parecem estar sendo comprovadas pela ciência em nossos dias.

 

Para melhor captar este segredo por trás da matéria, devemos nos relembrar de como captamos a informação da realidade que nos provê com a mais extensa informação de nosso mundo exterior.

 

 

COMO VEMOS?

 

A visão ativa ocorre progressivamente. No momento da visão, partículas luminosas, denominadas fótons, viajam do objeto observado até o olho e passam pelo cristalino onde são refratados e focados na retina, no fundo do olho. Aqui, os raios luminosos são transformados em sinais elétricos e transmitidos, por neurônios, até o centro da visão na parte posterior do cérebro.

 

A visão realmente ocorre no centro da visão no fundo do cérebro. Todas as imagens que vemos durante a vida e todos os eventos que experimentamos são na realidade experimentados neste pequeno e escuro lugar. Tanto o filme que você esta vendo agora bem como as paisagens sem fronteiras que você vê quando mira o horizonte, na realidade comprimem-se neste espaço de poucos centímetros.

 

Vamos reconsiderar alguns conceitos, cuidadosamente. Quando dizemos "nós vemos", na realidade vemos o efeito dos raios atingindo os olhos, convertidos em sinais elétricos e formados no cérebro. Quando dizemos "nós vemos", na realidade observamos os sinais elétricos em nosso cérebro.

 

A propósito, há um outro aspecto a considerar. O cérebro está "selado" para a luz e está sempre em completa escuridão. Assim, não é possível ao cérebro constatar a luz, por si mesmo. Podemos explicar este interessante fenômeno com um exemplo. Vamos supor que à nossa frente está uma vela acesa e nós vemos sua luz. Durante o período em que vemos a luz da vela, o interior de nosso crânio e o cérebro estão em completa escuridão. A luz da vela jamais ilumina diretamente nosso cérebro e nosso centro de visão. Entretanto, nós vemos um mundo luminoso e colorido dentro de nosso cérebro sem luz.

 

O mesmo se aplica a todos os nossos outros sentidos, som, tato, sabor e olfato, que são percebidos no cérebro como sinais elétricos. Desta forma, o cérebro, durante nossa vida, jamais se confronta com a fonte original da matéria existente fora de nós, mas apenas com uma cópia elétrica da mesma, formada dentro de nosso cérebro.

 

Neste ponto, somos iludidos a pensar que estas cópias são instâncias da realidade material fora de nós.

 

 

O MUNDO EXTERIOR EM NOSSO CÉREBRO

 

Estes fatos físicos nos fazem chegar a uma indiscutível conclusão. Tudo aquilo que vemos, ouvimos, tocamos e sentimos como matéria, o mundo e mesmo o universo, são realmente apenas sinais elétricos em nosso cérebro.

 

Por exemplo, vemos um pássaro em nosso mundo exterior. Mas na realidade este pássaro visto não está realmente em nosso mundo exterior, porém em nosso cérebro. As partículas de luz refletidas pelo pássaro alcançam o nosso olho e, de lá, são convertidos em sinais elétricos. Estes sinais são transmitidos por neurônios para o centro da visão no cérebro. O pássaro que vemos é, na realidade, o resultado da interpretação de sinais elétricos em nosso cérebro. Se o nervo conduzindo a informação fosse desconectado, o pássaro desapareceria subitamente. Da mesma forma, os sons do pássaro são também formados em nosso cérebro. Se o nervo conduzindo os sinais elétricos do ouvido ao cérebro fosse desconectado, não haveria qualquer som.

 

Colocando de forma simples, o pássaro, a forma do pássaro que vemos e o seu som que ouvimos é apenas a interpretação, efetuada pelo cérebro, de sinais elétricos.

 

Outro ponto a ser considerado é a sensação de distância. Por exemplo, a distância entre você e esta tela. É apenas uma sensação de espaço formada em seu cérebro. Também, objetos que parecem estar muito distantes na visão de um indivíduo, são, na realidade, imagens plasmadas em um ponto dentro do cérebro.

 

Por exemplo, alguém que observe as estrelas, assume que elas estão a milhões de anos luz distantes dele. Na realidade, as estrelas estão dentro dele. É a visão em seu cérebro.

 

Enquanto você vê este filme, você assume que está em um ambiente, mas, na realidade, o ambiente está em você. Você, vendo seu corpo, o faz pensar que está dentro dele; entretanto você deve observar que seu corpo também é uma imagem formada em seu cérebro.

 

Até agora falamos de um mundo exterior, de um mundo de percepções formadas em nosso cérebro. Do que nós vemos. Entretanto, como nunca podemos alcançar o mundo externo, como podemos estar certos de que este mundo externo realmente existe? Definitivamente, não podemos. A única realidade com que lidamos é o mundo de sensações nas quais vivemos em nossa mente.

 

Nós acreditamos na existência de objetos somente porque os vemos e tocamos e eles são refletidos para nós, por nossas percepções. Entretanto, nossas percepções são somente idéias em nossa mente. Assim, objetos que captamos por percepções não são nada além de idéias e estas idéias existem apenas em nossa mente.

 

E se tudo isto existe apenas em nossa mente, isto significa que nós somos iludidos por decepções, quando imaginamos um universo e objetos com existência fora de nossas mentes.

 

Imaginar a matéria como tendo uma existência fora de nossa mente é na realidade uma decepção. As sensações que observamos podem estar vindo de uma fonte artificial. É possível ver isto com um exemplo.

 

Primeiro vamos supor que podemos retirar o cérebro de nosso corpo e mantê-lo vivo em uma caixa de vidro. Vamos adicionar um computador com toda sorte de informações e finalmente vamos enviar todos os sinais elétricos (dados) que temos de luz, som, sabor, tato e olfato para este computador. Vamos conectar, então, este computador aos sensores de sentidos de nosso cérebro com conectores, e vamos enviar-lhe os dados previamente gravados nesse computador.

 

Quando nosso cérebro perceber estes sinais ele vai "ver", "sentir" e "viver" as cenas que lhe apresentamos. Deste computador também podemos enviar sinais elétricos referentes a imagens e cenas criadas. Por exemplo, podemos mandar sinais referentes ao que percebemos e sentimos enquanto estamos sentados em nossa mesa de trabalho. Neste estágio, o cérebro pensará que é um homem de negócios sentado em seu escritório.

 

Este mundo imaginário continuará enquanto a estimulação vinda do computador persistir. Nós nunca nos daríamos conta de que somos apenas um cérebro. É de fato muito simples, para nós, sermos enganados acreditando que percepções sem qualquer causa material sejam reais. Isto é precisamente o que ocorre em nossos sonhos.

 

 

O MUNDO EM SONHOS

 

Para você, realidade é tudo aquilo que pode ser tocado com as mãos e visto com os olhos. E nos sonhos também podemos tocar com as mãos e ver com os olhos. Mas, na realidade, você não tem mãos e tampouco olhos e tampouco existe algo que possa ser tocado ou visto. Tomando o que você percebe no sonho pela realidade material, você está preparado para ser enganado.

 

Por exemplo, uma pessoa profundamente adormecida em sua cama pode ver a si mesma em um mundo totalmente diferente, em seu sonho. Ela pode sonhar que é um piloto que comanda um grande jato. E, mesmo, pode despender muito esforço para comandar o avião. De fato, esta pessoa não se afastou um único passo de sua cama. Em seus sonhos, ela pode viver em diferentes cenários e se encontrar com amigos, conversar com eles, comer e beber em conjunto. Somente quando a pessoa desperta de seu sonho é que ela se dá conta que tudo foram apenas percepções.

 

Se somos capazes de viver facilmente em um mundo irreal durante nossos sonhos, o mesmo pode ser também verdadeiro para o mundo no qual vivemos. Quando despertamos de um sonho, não há razão lógica para não pensar que entramos em um sonho mais longo que denominamos de "vida real". A razão pela qual consideramos nossos sonhos como fantasia e o mundo como real, nada mais é do que o produto de nossos hábitos e preconceitos. Isto sugere que podemos também ser despertados de “uma vida na terra”, que acreditamos estar vivendo neste momento. Exatamente da mesma maneira que somos despertados de um sonho.

 

 

QUEM PERCEBE ?

 

Após todos estes fatos físicos, levanta-se a pergunta primordial. Se todos os eventos físicos que conhecemos são essencialmente percepções, o que é nosso cérebro? Já que nosso cérebro é matéria, como nosso braço, perna ou qualquer outro objeto, ele também deve ser uma percepção, como todos os outros objetos.

 

Um exemplo vai clarear mais este assunto. Vamos imaginar que estendemos os nervos que atingem nosso cérebro e o colocamos fora de nossa cabeça onde podemos ver com nossos olhos. Neste caso, seriamos capazes de ver nosso cérebro e tocá-lo com os dedos. Neste caso, podemos perceber que o cérebro nada mais é do que uma percepção formada pela sensação da visão e do tato.

 

Então qual é a vontade que vê, ouve, sente e percebe todos os outros sentidos, se não é o cérebro? Quem vê, ouve, toca e percebe o sabor e o aroma? Quem é este ser que pensa, raciocina, tem sensações e, mais, diz EU e MIM.

 

Um dos importantes pensadores de nossa época, Karl Pribram (Holographic Paradigm, p37) também coloca a mesma pergunta: Desde os gregos, os filósofos pensam sobre os "espíritos na máquina", o pequeno homem dentro do pequeno homem. Onde está o "EU", a pessoa que usa o cérebro? Quem é que se dá conta da ação do conhecimento? São Francisco de Assis dizia: "Procuramos aquele que vê".

 

Na realidade, o ser metafísico que usa o cérebro, que vê e sente, é a alma (espírito). O que denominamos de mundo material é o agregado de percepções vistas e sentidas pela alma. Assim como os corpos que possuímos e o mundo material que vemos em nossos sonhos não possuem uma realidade física, o universo que ocupamos e os corpos que possuímos tampouco têm realidade material.

 

O ser real e absoluto é a alma. A matéria consiste meramente de percepções vistas pela alma. Sim, mesmo se iniciamos com ferrenha oposição, afirmando que matéria é real, as leis da física, química e biologia, nos levam todas ao fato de que a matéria consiste em uma ilusão e à inevitável atualidade do conceito de uma "matéria metafísica".

 

Este é o segredo por trás da matéria.

 

Este fato é tão definitivo que alarma alguns cientistas materialistas que pensam ser a matéria o absoluto. O escritor científico ..., diz no seu livro O Universo e Einstein que "Em concordância com a afirmação dos filósofos de redução de toda a realidade objetiva a um mundo paralelo de percepções, os cientistas começaram a se conscientizar da alarmante limitação dos sentidos humanos".

 

Todos estes fatos nos conduzem a uma importante e significativa pergunta. Se as coisas que aceitamos ser o mundo material são na realidade formadas por percepções, transmitidas à nossa alma, então qual a fonte destas percepções?

 

Respondendo esta pergunta, devemos considerar o fato de que a matéria não tem apenas uma existência autônoma, porém é uma percepção. Assim, esta percepção deve ter sido causada por algum outro poder. O que significa que tem que ter sido criada. Mais ainda, esta criação tem que ser contínua. Se não fosse uma criação contínua e consistente, então o que nós denominamos "matéria" desapareceria e seria perdida. Isto pode ser parecido a uma televisão, onde uma imagem é mostrada enquanto o sinal da antena é mantido contínuo. Se a transmissão interrompe, a imagem na tela também desaparece.

 

 

O SER REAL E ABSOLUTO

 

Então, quem faz nossa alma ver o planeta Terra, corpos, plantas, nossos corpos, e tudo o mais que vemos? É muito evidente que existe um Criador Superior, que criou todo o universo material. Este é a soma de todas as percepções e continua sua criação sem interrupção. Como este criador mostra uma tal magnífica criação, ele seguramente tem o poder e direitos eternos sobre ela. Todas as percepções que ele cria são criadas por sua vontade e ele domina a tudo que criou, em qualquer instante.

 

Este criador é Deus (Alá), o Senhor dos céus e da terra. O único ser absoluto é Deus. Tudo afora Ele, são sombras de seres que Ele criou. Esta realidade é explicada da seguinte maneira pelo grande estudioso islâmico Iman Rabani: "Deus... A substância dos seres que Ele criou é o inexistente.. Ele criou tudo no âmbito dos sentidos e ilusões... A existência do universo é no âmbito dos sentidos e ilusões, e não é material... Na realidade, nada existe fora com exceção do Glorioso Ser, que é Deus".

 

Nos quatro cantos deste universo, formado por percepções, está Deus, o único ser real. Assim, o ser mais próximo ao homem é Deus. Isto é explicado no Alcorão com o verso "Nós criamos o homem e nós estamos mais próximos a ele do que sua veia jugular". Aonde quer que estivermos, Deus estará conosco.

 

Enquanto você vê este filme, o ser mais próximo a você é Deus que cria tudo o que você vê em todos os instantes. Enquanto Deus nos fizer ver imagens e nos prover com sensações relacionadas a este mundo, continuaremos a viver neste mundo. Quando Ele cessa com as imagens e sensações pertencentes a este mundo, mostra-nos o anjo da morte e nos dá percepções de uma dimensão diferente, significando que morremos.

 

O dia da ressurreição, julgamento, céu, inferno e a vida eterna, será criado para nós da mesma maneira. Criar todas estas coisas é simples para Deus, que nos mostra a evidência de seu eterno poder e infinita sabedoria. Sim, neste mundo.

 

 

Comentário do Tradutor: O sinal elétrico da visão, entre o olho e o córtex cerebral visual, costuma sofrer uma edição (censura, distorção, cancelamento) neste percurso, devido aos condicionamentos que nos são impostos pelo meio social.

 

Para saber mais:

Michael Talbot, O Universo Holográfico (livro)

Quem somos nós? [What the bleep do we know?] (filme)

Fonte : http://danielcaixao.multiply.com/journal/item/145 



História e Pesquisa
ANO II Nº 98
Publicado em:21.12.09
Palavras Iniciais

Abaixo, um sumário ilustrado com algumas gravuras do que foi apresentado nas últimas 7 semanas.


ETs nas escrituras sagradas

Uma análise da presença alienígena na Terra desde os tempos bíblicos e a perspectiva de salvação da humanidade

 

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Afresco do século XVII exposto na Catedral Svetishoveli, em Mtskheta, na Geórgia. Dois objetos alçam vôo das laterais do Cristo crucificado

No dia 17 de fevereiro de 1600 morria na fogueira Giordano Bruno, sob a acusação de possuir uma mente mais perceptiva do que o normal, aberta a novos conhecimentos – séculos à frente da maioria esmagadora da humanidade da época. Bruno defendia a existência de vários mundos habitados, o que para a Igreja Católica era mais que suficiente para que seu corpo – e de qualquer outro – fosse consumido pelas chamas da Santa Inquisição, em que dogmas religiosos serviam para sepultar qualquer conhecimento revolucionário. O que mais espanta é que os responsáveis por aqueles atos insanos julgavam defender as idéias e os fundamentos religiosos contidos na Bíblia.

Entretanto, esse livro sagrado não só revelaria a existência de outros mundos habitados como também narraria os contatos mantidos pelos extraterrestres com nossos antepassados. Se forem consideradas como verdadeiras as mitologias, tradições e os textos sagrados de vários povos antigos, os contatos com divindades eram acontecimentos freqüentes. Com o passar dos séculos, entretanto, esses casos tornaram-se mais raros, até que os “deuses” aparentemente resolveram abandonar a humanidade. Analisando esse problema de maneira lógica, é difícil entender essa modificação no comportamento das divindades. Seriam estas histórias meras fábulas, sem nenhuma base real? Os contatos continuam até hoje, só que os seres que visitavam a Terra no passado remoto seriam reconhecidos não mais como deuses e sim como extraplanetários. O que importa é que foram estes últimos os verdadeiros inspiradores das tradições religiosas. Durante a Segunda Guerra Mundial, os norte-americanos estabeleceram muitas bases nas selvas das ilhas do sul do Pacífico. Os nativos puderam observar a chegada de pára-quedistas e posteriormente de aviões no local. Naqueles dias, nascia mais uma religião na Terra.

Com o término da guerra, os militares foram embora e deixaram aquelas populações primitivas sob forte impacto – algumas chegaram a construir réplicas das aeronaves utilizando galhos e folhas tiradas das árvores, esperando que seus deuses voltassem do céu… As mitologias e religiões milenares teriam nascido a partir de contatos com uma ou mais culturas de origem extraplanetária? Se isso é verdade, os livros sagrados devem estar repletos de referências aos extraterrestres. Existem muitos textos que foram banidos do corpus bíblico por serem considerados incultos. Em sua grande maioria eram justamente os mais reveladores, trazendo importantes informações sobre os contatos das divindades com o homem que estava na Terra.

Experiências de Enoque

O livro do profeta Enoque, patriarca bíblico antediluviano, indica fortemente esse tema. Ele revela, entre outras coisas, que 200 anjos – palavra que também significa mensageiro – desceram à Terra e tiveram filhos e filhas com as mulheres terrestres. Portanto, não é de hoje que extraplanetários se relacionam intimamente com a humanidade. Esses seres angelicais ensinaram aos terrestres a astronomia, noções de meteorologia e, de maneira surpreendente, a prática do aborto!

No capítulo 13, o profeta revela detalhes de uma viagem espacial feita por ele: “Estava eu envolto em nuvens e névoa espessa, contemplando com inquietude o movimento dos astros e relâmpagos, enquanto que ventos favoráveis elevavam minhas asas e aceleravam meu curso... Fui levado até o céu e rapidamente alcancei um muro construído com pedras de cristal. Chamas móveis envolviam seus contornos. Comecei a ser tomado pelo medo... Entrando, lancei-me no meio das chamas... E entrei numa vasta morada, cujo piso também tinha sido construído com cristal, tanto quanto seus fundamentos”. Analisando este texto, conclui-se que Enoque observou, no momento da partida da espaçonave, a fumaça e os relâmpagos, ambos provenientes de sua propulsão, e o aparente movimento dos astros.

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Ilustração que retrata o profeta Ezequiel tendo contato com uma nave extraterrestre


Tudo parece indicar que Enoque visitou algum tipo de estação espacial ou uma nave de grandes dimensões. Sua descrição não é muito diferente dos depoimentos atuais relacionados às abduções. Uma das passagens mais sugestivas está no capítulo 104, que faz referência ao nascimento de Noé. Seu pai, Lameque, foi procurar Matusalém, filho de Enoque, pois Noé não se parecia em nada com as outras crianças da Terra: sua pele e cabelos eram extremamente brancos e seus olhos apresentavam um brilho incomum. Segundo a história, Lameque afirmou que seu filho não era um homem e sim um anjo do céu, “com certeza, não é de nossa espécie”, concluiu o pai. Seria Noé fruto de uma hibridização genética engendrada pelos extraterrestres? Se a narrativa bíblica for considerada procedente, então foram os descendentes de Noé que povoaram a Terra após o dilúvio. Dessa maneira, os ETs há muito vêm interferindo na evolução genética da humanidade.

UFOs nas escrituras

No Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, encontram-se novas evidências que apóiam as interpretações ufológicas relativas aos encontros entre os anjos e representantes da Terra. Nos primeiros versículos do 18º capítulo ele revela que “apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhos de Manbre, quando ele estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia. Levantou Abraão os olhos e eis que três homens estavam de pé à sua frente. Vendo-os, correu da porta da tenda ao encontro deles, prostrou-se em terra e disse: ‘meus senhores, se estou a mercê de Vossa presença, rogo-te que não passe de teu servo’. Abraão, por sua vez, correu ao gado, tomou um novilho tenro e bom, e deu-o ao seu criado, que se apressou em prepará-lo. Tomou também coalhada e leite, o novilho que mandara preparar e pôs tudo diante deles, e permaneceu de pé junto a eles debaixo da árvore enquanto comiam”.

A princípio, deve-se atentar para um ponto bem significativo dessa passagem: Abraão reporta três homens estranhos e fica bem clara a semelhança do homem terreno com tais seres. Considere-se também que Abraão reconhece entre as três personalidades o Senhor, que parecia comandar os demais, desfrutando de uma posição hierárquica superior. Torna-se ainda patente a inexistência de qualquer diferença notável entre as entidades que o visitaram, que acabam por consumir alimentos convencionais. Não parece haver dúvidas quanto a tratar-se de seres condicionados ao mundo material. Conclui-se, portanto, que devido aos atributos divinos dados a eles, estes foram envoltos em fenomenologia. Segundo o Gênesis, dois anjos partiram em direção a Sodoma e Gomorra, ficando o Senhor com Abraão, a quem revela sua vontade de destruir as duas cidades. Depois, Ele parte também.

Em Sodoma, foi a vez de Ló encontrar as divindades. “Ao anoitecer, vieram os dois anjos a Sodoma, a cuja entrada estava Ló assentado. Este, quando os viu, levantou-se e, indo ao encontro deles, prostrou-se com rosto em terra”. Isso está no primeiro versículo do capítulo 19 de Gênesis. E continua no versículo 9, quando os soldados de Sodoma quiseram atacar os estrangeiros e Ló ofereceu suas filhas no lugar. Eles, porém, disseram: “Retira-te daí”. E acrescentaram: “ ‘Só ele é estrangeiro, veio morar entre nós mas pretende ser juiz em tudo? A ti, pois, faremos pior do que a eles’. Arremessaram-se contra Ló e chegaram para arrombar a porta. Porém os homens [Os seres], estendendo a mão, fizeram entrar Ló e fecharam a porta. Feriram os que estavam lá fora, deixando-os cegos, desde o menor até o maior, de modo que se cansaram de procurar a entrada”.

Observa-se mais uma vez os anjos apresentando-se a um homem da Terra. Ló rapidamente reconheceu-os como divindades, que se mostravam padecer das mesmas necessidades alimentares dos terráqueos. Torna-se digno, aqui, citar a veneração que esses seres despertaram em Ló, ao ponto de oferecer suas filhas aos degenerados da cidade em troca da imaculabilidade dos seus hóspedes. Para retribuir-lhe a hospitalidade, os seres acabaram por ferir os soldados. O que não sabemos é se isso foi através de uma arma ou de poderes paranormais. Os anjos revelaram a Ló que a cidade seria destruída. Voltando ao capítulo 19, versículo 12, os homens então disseram a Ló: “Tens aqui alguém mais dos teus? Genro, filhas e filhos, todos quantos tens na cidade, fazei-os sair deste lugar, pois vamos dizimar, porque o seu clamor se tem aumentado chegando até a presença do Senhor, e o Senhor nos enviou para destrui-lo”. Nesse instante, Ló saiu e falou a seus genros para deixarem Sodoma, mas eles não acreditaram. Ló então pegou sua mulher e as duas filhas e foi embora da localidade ao amanhecer.

Destruição apocalíptica

Os anjos levaram Ló e sua família para fora de Sodoma dizendo: “Livra-te, salva a tua vida, não olhes para trás, nem pares em toda campina. Foge para o monte, para que não pereças no castigo da cidade”. Ló preferiu viver em uma pequena localidade próxima, pois seria muito difícil sobreviver na montanha. “Apressa-te, refugia-te nela, pois nada posso fazer enquanto não tiveres chegado lá”, completou o anjo. E a cidade foi chamada de Segor. Nota-se uma estranha e curiosa pressa das divindades em retirar Ló e os seus familiares de Sodoma. Quanto a isso, o pesquisador suíço Erich von Däniken questiona se a contagem regressiva já havia começado. A destruição apocalíptica é narrada nos versículos seguintes. “Despertava o Sol sobre a terra, quando Ló entrou em Segor. Então fez o Senhor chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. E subverteu aquelas cidades, toda a campina, todos os moradores, inclusive o que nascia na terra (...) Tendo-se levantado Abraão de madrugada, foi para o lugar onde estivera na presença do Senhor, e olhou para Sodoma e Gomorra e toda a campina, observando que da terra subia fumaça como de uma fornalha”.

Não está claro que o “todo poderoso” necessitasse destruir as duas localidades e os homens que lhe eram desagradáveis, juntamente com toda e qualquer forma de vida, como se entende por esse relato bíblico. Deve-se considerar que esse Deus da teologia é uma impossibilidade lógica, nada tem a ver com aquele acontecimento. De acordo com o que a Bíblia revela, não há nenhuma contradição em aceitar as propostas já homologadas por outros pesquisadores, isto é, assumir como nuclear o vetor utilizado pelos anjos para atingir seus objetivos saneadores. Mas é no Êxodo, o segundo livro de Moisés, que encontramos citações pertinentes às aparições de espaçonaves. O texto diz que após os israelitas terem saído do Egito, foram guiados por um objeto voador chamado de Anjo de Deus. Explica também que era dessa mesma nave que emanavam as colunas de nuvem e de fogo. A primeira delas era vista durante o dia e, a segunda, à noite – considere-se essa variação observando os lançamentos espaciais nesses diferentes períodos.

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A representação artística da viagem de Enoque, sendo levado por um "anjo"


A coluna de nuvem é plenamente visível de dia, enquanto a de fogo (gases inflamados da propulsão) é ressaltada à noite pela escuridão. É possível identificar, portanto, o Anjo de Deus como sendo o aparelho voador, e as colunas de nuvem e de fogo como as emanações propulsoras do artefato. Existem, inclusive, algumas ilustrações milenares, pertinentes a esses acontecimentos, que confirmam essas interpretações. Já no capítulo 19 revela-se a chegada do Senhor, seguida de várias recomendações que atestam, de maneira definitiva, o caráter tecnológico dessas aparições. Moisés chega a receber recomendações para estabelecer uma linha de segurança em volta do ponto onde ocorreria a descida Dele. Mais à frente, no versículo 18, o texto bíblico descreve a descida de um objeto luminoso de brilho semelhante ao fogo: “Nisso, todo o Monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça subiu de uma fornalha, e todo o morro tremia fortemente”. Apenas Moisés recebeu permissão para subir ao Monte Sinai, onde recebeu das mãos de um dos tripulantes um código de leis que seria utilizado para guiar o povo israelita.

Muitos acreditam que foi justamente essa passagem bíblica que inspirou as cenas finais do filme Contatos Imediatos de Terceiro Grau [1977], produzido por Steven Spielberg. Muito interessante também são alguns trechos desse livro referentes a uma nuvem luminosa que guiava a população de Israel. Nos seus versículos finais é possível ler: “A nuvem cobriu a tenda da congregação e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. Moisés não podia entrar porque a nuvem permanecia sobre o lugar. Quando ela se levantava sobre o tabernáculo, os filhos de Israel caminhavam adiante, em todas as suas jornadas. Se, porém, não se levantava, não caminhavam. De dia a nuvem do Senhor repousava sobre o tabernáculo, e de noite havia fogo nele, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas”. Tal citação bíblica revela que a espaçonave pairava sobre o local e seu brilho intenso invadia o tabernáculo, impedindo que alguém se aproximasse. Haverá contradição entre a narração da Bíblia e essa visão dos acontecimentos que estão sendo expostos neste artigo? Existem referências às manobras dessa nuvem também em Números, o quarto livro das escrituras sagradas.

Elias abduzido

Um outro trecho bíblico – que aos olhos da civilização técnica revela sua possível realidade ufológica – é aquele referente à ascensão do profeta Elias. De acordo com o Segundo Livro dos Reis, Elias foi levado ao céu no interior de um carro de fogo, que provocou uma espécie de redemoinho. Conforme o relato, houve uma testemunha ocular do fato, o profeta Eliseu, que assumiu o lugar daquele na condução do povo israelita. Muitos não acreditaram que Elias não estava mais na Terra e se lançaram em busca do mesmo, sem entretanto conseguirem encontrar qualquer vestígio do abduzido. No entanto, o relato mais impressionante de um contato de terceiro grau narrado na Bíblia foi o legado pelo profeta Ezequiel.

Pode-se ler em seu livro detalhes dessa narração: “Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, que estando eu no meio dos exilados, junto ao Rio Quebar, se abriram os céus e eu tive visões de Deus (...) Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte e uma grande nuvem com fogo a revolver-se. Esplendor ao redor dela e no meio disto uma coisa como metal brilhante que saía do meio do fogo”. Teria Ezequiel tido um contato com algo ligado ao mundo divino? Inicialmente, o profeta situa a época em que o fato aconteceu para em seguida citar o local da ocorrência e depois detalhar o acontecimento. Sua descrição é muito clara, sendo suficiente para descartar a possibilidade de ter mantido contato com algum fenômeno meteorológico ou mesmo astronômico.

Manifestações do mundo divino

Ezequiel faz referência inclusive a uma onda de choque – que ele define como vento tempestuoso – provocada pela aproximação de um objeto voador. Nos versículos seguintes, o profeta revela seu contato com uma criatura de aspecto humano, que seria Jeová, a divindade maior. Este ser faz uma série de previsões sobre o futuro do povo israelita. É evidente que a interpretação ufológica para esse acontecimento poderia ser questionada, mas neste caso especificamente existe um estudo detalhado a favor da idéia de um contato com uma nave extraterrestre. O engenheiro aeroespacial Joseph F. Blumrich, que foi chefe do Departamento de Projeção e
Construção da NASA, estudou de maneira detalhada todo o relato do profeta Ezequiel. Blumrich acreditava que poderia provar tecnicamente que Erich von Däniken – supostamente o primeiro a defender a tese de uma nave alienígena neste caso – estava errado. Porém, após seus estudos e análises, acabou por comprovar justamente o oposto. A essência de suas conclusões mostrou uma espaçonave tecnicamente concebível e muito bem projetada para as necessidades exigidas em suas missões. Segundo o engenheiro, tratava-se de um aparelho voador lançado provavelmente de uma estação espacial que estava na órbita terrestre na época – há 2.500 anos atrás! O pesquisador chegou inclusive a recalcular detalhes do processo propulsor utilizado na aeronave.

Mas não é só no Antigo Testamento que existem referências aos UFOs. Também no Novo encontram-se muitas revelações. Uma das passagens mais interessantes é, sem dúvida, a relacionada à Estrela de Belém. Segundo o texto bíblico, esse objeto inicialmente foi observado em movimento, para em seguida pairar sobre o ponto onde Jesus havia acabado de nascer. No segundo capítulo de Mateus, versículo 9, pode-se comprovar essa narrativa: “Depois de ouvirem o rei, partiram e eis que a estrela que viram no ocidente os precedia, até que chegando parou sobre onde estava o menino”. Apesar de várias tentativas anteriores de se explicar o que observavam – a conjunção de planetas ou a passagem de um cometa –, não existem condições para a aceitação dessas hipóteses, pois nenhum astro poderia apresentar as características desse fenômeno, ou seja, ser visto em movimento e depois ficar estacionário. Restam portanto duas teorias: a divina e a ufológica.

Origem de Jesus

O filólogo soviético Viaceslav Zaitzev faz referência a um texto apócrifo escrito no século III, intitulado Narração dos Três Magos. Em sua versão bielo-russa lê-se que “... um dia inteiro, sem perturbar o ar, pendeu a estrela sobre o Monte Wans”. Deve-se considerar também que, na mesma época em que a Estrela de Belém foi vista, numerosos UFOs estavam sendo registrados em Roma e outras regiões. Mas ao contrário do que aconteceu com a referida estrela, os avistamentos na capital italiana não foram associados às manifestações do mundo divino.

Os registros históricos romanos citam aparições de sóis noturnos, luas, escudos voadores etc. No entanto, as ligações do Fenômeno UFO com Jesus começam aparentemente bem antes do seu nascimento. O pesquisador espanhol J. J. Benítez, autor da coleção Operação Cavalo de Tróia [Editora Mercuryo, 2003] e de mais de 20 outros livros, faz menção a uma série de textos de caráter apócrifo que revelariam que a Virgem Maria, desde sua infância, já vinha sendo acompanhada pelos “anjos”. Esses seres angelicais ditavam, entre outras coisas, os alimentos que ela poderia ingerir – dentro de um processo de preparação de seu corpo para o dia em que conceberia Jesus. Algumas ilustrações antigas reforçam essa tese, como uma tapeçaria medieval que representa inúmeras cenas da vida de Maria. Na peça, observa-se claramente um objeto voador em forma de disco pairando no céu atrás da mãe de Jesus.

Sem dúvida, uma das passagens mais misteriosas do Novo Testamento é a concepção milagrosa de Jesus Cristo. A Bíblia revela que Cristo foi concebido a partir da descida do Espírito Santo sobre a Virgem Maria. Mas o que seria na verdade esse Espírito Santo? Durante muitos anos, este autor buscou encontrar representações visuais que explicassem justamente essas passagens bíblicas intrigantes, tendo em mente que quanto mais antigas elas fossem, mais credibilidade poderia ser dada às mesmas. As interpretações ufológicas de textos sagrados ganhariam considerável força se estivessem apoiadas em tais conclusões.

Uma peça impressionante e ao mesmo tempo muito reveladora é o quadro Anunciação, pintado pelo italiano Carlo Crivelli em 1486, que hoje pertence ao acervo da National Gallery, em Londres [Veja página 23]. Nessa obra, é possível observar na parte superior da tela um objeto de forma discóide esverdeado, pairando no céu. De baixo do disco voador sai um raio luminoso de cor amarela, que atinge a Virgem Maria. Associado a esse facho pode-se ver o símbolo do Espírito Santo: uma pomba luminosa. Existe também a representação de uma mulher olhando o raio, valendo-se de uma das mãos, aparentemente para proteger seus olhos da luminosidade do mesmo. Teria o corpo físico de Jesus sido concebido através de uma projeção de luz proveniente de uma nave alienígena? Alguns dos maiores físicos defendem a hipótese de que por trás da matéria no universo existe uma realidade espiritual que, em última análise, seria a responsável por sua própria organização nesse meio.

A entidade espiritual que ficou conhecida como Jesus evidentemente já existia antes de sua manifestação há 2 mil anos. Ou seja, o que foi concebido a partir do raio proveniente do UFO seria simplesmente o corpo biológico no qual o próprio espírito deveria encarnar. Portanto, o objetivo era a geração de uma estrutura física sem as limitações que os humanos normais apresentam, para que quando a entidade se apossasse daquele corpo, pudesse então manifestar todos os poderes inerentes à sua evolução espiritual.

Em uma outra pintura renascentista intitulada A Virgem e o Menino [Veja página 12] pode-se perceber, além de Maria e seu filho, um artefato em forma de disco no canto superior direito. Representações desse tipo reforçam em muito as interpretações ufológicas. No próprio texto bíblico existe uma referência a um nascimento incomum: o de João Batista. Isabel, sua mãe, apesar da avançada idade e do fato de ser estéril, após ser visitada pelo anjo Gabriel – o mesmo que anunciou o nascimento de Cristo para Maria –, ficou grávida e teve seu filho. Inúmeras mulheres na atualidade, ao terem um contato direto com extraterrestres, são fecundadas artificialmente por eles e ficam grávidas.

O próprio João Batista era, conforme os evangelhos, uma nova encarnação de Elias que fora levado ao céu por um objeto voador não identificado. Um ponto de vital importância nos textos, para uma melhor compreensão da real natureza de Jesus, é sem dúvida o processo de ressurreição. Em Mateus, capítulo 28, lê-se: “No fim do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu”.

Anjos mensageiros

O enviado do Senhor, segundo São Mateus, tinha o aspecto de relâmpago e sua roupa era branca como a neve. Quando o anjo sentou-se sobre a pedra do Santo Sepulcro, os guardas tremeram de pavor, ficando estáticos “como se estivessem mortos”. Mas o ser angelical, dirigindo-se às mulheres, disse: “Não temais: porque sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, ressuscitou, como havia dito”. Esse relato apresenta uma série de fenômenos comuns em aparições ufológicas. Várias vezes, em meio a contatos próximos com os UFOs, foram notados pequenos tremores de terra, aparentemente gerados pelos campos eletromagnéticos que parecem envolver as naves.

Também é muito comum que os contatados fiquem paralisados, imóveis, quando se deparam com os objetos voadores e suas tripulações. A própria vestimenta do anjo se enquadra perfeitamente nas descrições relacionadas a inúmeros contatos extraterrestres. Já o evangelho de Lucas menciona a existência de dois anjos. Verifica-se esse fato no capítulo 24, versículos 4 a 6: “... apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: ‘Por que buscais entre os mortos o que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou’ ”. Na realidade, os textos bíblicos não descrevem o traslado do filho de Deus para o céu, acontecido supostamente após a ressurreição, mas existem pinturas antigas que retratam tal acontecimento. A mais reveladora pode ser vista no Monastério de Detchani, em Kosovska Metchija, na antiga Iugoslávia. Nas paredes da igreja existem tanto cenas do Antigo como do Novo Testamento, finalizadas no ano de 1350. Acredita-se que essas obras tenham sido idealizadas a partir de ilustrações mais antigas, utilizadas como base.

A pintura que representa a crucificação de Jesus mostra o Messias pregado na cruz e dois objetos voadores no céu, com seus respectivos pilotos. Na figura que demonstra a ressurreição, Cristo aparece representado dentro de algo não muito diferente dos presentes no momento de sua crucificação. Ao lado deste existem vários anjos, cujos trajes lembram muito os utilizados por astronautas. Uma outra representação da crucificação também retrata duas naves voadoras. Nesta obra, reproduzida na mais antiga igreja da Geórgia, na Rússia, aparecem dois aparelhos de forma discóide, cada um de um lado da cruz. No ícone A Ressurreição de Jesus Cristo, conservado até hoje na Academia Conciliar de Moscou, observa-se o Messias no interior de um objeto muito semelhante a uma espaçonave. Das suas laterais sai uma fumaça que esconde os pés dos anjos, que estão agrupados ao redor do aparelho.

Após sua ressurreição, como narra o Novo Testamento, Cristo apareceu várias vezes para seus apóstolos, como havia previsto. Foi comprovado que seus discípulos não estavam tendo visões. O texto Atos dos Apóstolos narra que durante sua última aparição Jesus foi elevado ao céu no interior de uma nuvem. Em meio ao processo de ascensão, apareceram dois varões com vestes resplandecentes que informaram aos discípulos que, da mesma maneira que Cristo estava sendo elevado, retornaria no futuro. Mas o que seria essa nuvem? Talvez a resposta esteja numa representação em relevo feita em uma peça de marfim, que faz parte do acervo do Victoria and Albert Museum, em Londres. Nessa peça, Jesus é levado ao céu no interior de um objeto com formato de ovo, que apresenta em sua parte inferior uma descarga propulsora – o que é de se estranhar, pois supostamente a ascensão representava um acontecimento ligado ao mundo divino.

Mundo divino

Na igreja de Saint-Sernin, localizada em Toulouse, França, existe uma obra também em relevo do século XI que mostra o Messias no interior de um objeto de forma ovóide – este é um dos formatos mais comuns em que se apresentam os UFOs da atualidade. O interessante ainda é que o próprio Cristo pode ter declarado sua origem extraterrestre, conforme o capítulo 8, versículo 23, do evangelho de João: “Vós sois cá de baixo e eu sou lá de cima; vós sois deste mundo e eu deste mundo não sou”.

Além das análises feitas no Novo Testamento, em obras de arte antigas que parecem indicar uma profunda ligação entre Cristo e o Fenômeno UFO no passado, não podemos deixar de abordar alguns casos de contato atuais, que reforçam esta realidade. Um dos mais extraordinários acontecimentos da história da Ufologia foi as experiências mantidas na fazenda Vale do Rio do Ouro, no município de Alexânia (GO), nas décadas de 60 e 70. Apesar dos UFOs já terem sido avistados outras vezes no local, as relações com os tripulantes começaram no dia 28 de novembro de 1967, com Wilson Plácido de Gusmão, que havia adquirido a propriedade na época. Segundo Gusmão, os seres que viu eram de baixa estatura, mas semelhantes ao homem, e vestiam uma espécie de macacão colante ao corpo. Usavam um cinto com algum tipo de dispositivo que apresentava várias teclas semelhantes às de um piano. “Pareciam os anjos de Michelangelo, com cabelos loiros e não muito compridos. A pele deles assemelha-se a porcelana, como se nunca tivessem sido exposta à luz do Sol”, descreveu o fazendeiro.

No primeiro encontro, o comandante da nave transmitiu a Gusmão uma série de informações referentes a armas atômicas e depósitos nucleares da Terra. Como os contatos continuavam com certa freqüência, foi formado um grupo para dar início às pesquisas. Essa equipe tinha como principal membro o general Alfredo Moacyr de Mendonça Uchôa, um dos maiores pesquisadores da história da Ufologia Brasileira. Além de inúmeros avistamentos – muitos documentados fotograficamente – e dos contatos físicos com os extraterrestres, o grupo teve várias oportunidades de visitar naves e bases hiperfísicas dessa estranha raça mediante “desdobramentos” – saídas do corpo físico – controlados pelos próprios alienígenas.

Além de dados relativos ao processo de propulsão das espaçonaves, tiveram muita importância os conhecimentos ligados à área espiritual. Esses seres demonstraram de maneira objetiva uma profunda reverência ao nome de Cristo, que foi apresentado como Mestre maior. Além disso, alguns dos grandes pensadores do passado teriam origem extraterrestre e por desejo próprio haviam se incorporado à evolução espiritual da Terra, tendo como única meta servir a humanidade. Esse tipo de informação se enquadra perfeitamente com alguns argumentos contidos no Alcorão, o livro sagrado do islamismo, passados para Maomé pelo anjo Gabriel. Segundo o que está registrado nessa escritura, numa referência possivelmente ao tempo atual, “no futuro os homens discutiriam por causa das suas várias religiões”.

Grandes provações

Outro caso de extrema importância que comprova a ligação do Fenômeno UFO com a figura de Cristo são as experiências mantidas pela norte-americana Betty Andreasson Lucca desde sua infância, registradas no livro Os Observadores [Editora Educare, 1993], de Raymond Fowler. A contatada foi levada várias vezes para naves e bases aparentemente subterrâneas pelos grays – seres de baixa estatura, com membros frágeis e pele cinzenta, cujas cabeças são desproporcionalmente grandes, apresentando expressivos olhos negros. Em um de seus encontros com os ETs, revividos através de uma hipnose regressiva, Betty apareceu em uma base subterrânea onde, além de receber o implante de uma pequena esfera, viu o que passou a chamar de “Museu do Tempo”, em que pôde observar uma série de invólucros transparentes contendo várias figuras humanóides, representantes das inúmeras raças e culturas que já existiram na Terra.

A contatada não foi capaz de dizer se aqueles eram realmente seres humanos, preservados de alguma forma, ou apenas receptáculos que guardavam reconstituições. Mesmo assim, nessa mesma experiência ocorreu o encontro de Betty com o chamado “número um”, um ser especial dentro da hierarquia daqueles visitantes. Depois de ter sido conduzida inicialmente pelos grays, ela deparou-se com criaturas de extrema beleza e conformação claramente humana, que pareciam ser hierarquicamente superiores aos pequenos seres que até então tinham se ocupado dela. Após passar por um portal de luz, Betty finalmente conheceu aquele indivíduo, cuja identidade ainda é um mistério, pois mesmo através de várias sessões de hipnose não se conseguiu uma identificação definitiva. Por mais incrível que possa parecer, existem indicações de que esta criatura possa ser aquela que há 2 mil anos foi conhecida como Jesus Cristo.

Ficção literária? Exagero? Através de sessão hipnótica específica descobriu-se que os seres que haviam capturado Betty estavam felizes por ela ter aceitado o cristianismo espontaneamente. Logo em seguida, disseram também que Jesus estaria com ela! Segundo as interpretações deste autor e de outros ufólogos diante do Novo Testamento, Cristo retornará com seus anjos através do que se pode considerar uma nave extraterrestre. De acordo com a Bíblia, isso ocorrerá logo após o chamado Apocalipse, um tempo de grandes provações para a humanidade – que talvez esteja começando a ocorrer. Neste dia, como está previsto no livro do profeta Enoque, “a raça santa descerá das estrelas nas nuvens luminosas”. Estarão assim cumprindo a promessa feita aos antepassados. Ou seja: o retorno dos deuses será então uma realidade.

 

 

 

 

  História e Pesquisa
ANO II - Nº 97
Publicado em:14.12.09
Palavras Iniciais

Na sequencia, a parte VII de VII da Matéria "A Bíblia e os Extraterrestres", extraído do site www.concienciaplanetaria.es. Chegamos na parte final da Matéria, onde vemos várias intervenções a favor do povo de Israel contra seus inimigos, tudo na defesa de um povo que a princípio sofreu mutações genéticas para cumprir um Plano Cósmico. Vários casos de abduções, inúmeros casos de concepções em mulheres estéreis ou de idade avançada, encerrando com a ressureição de Jesus e as visões de João Evangelista no Apocalipse.Realmente é uma matéria que dá muito o que pensar e refletir.


A Bíblia e os Extraterrestres - VII de VII


GIGANTES E BOLAS DE FOGO

 

 

“Pois somente Og, rei de Basã, sobrevivera dos remanescentes dos rafaim; seu leito é o leito de ferro que está em Rabá dos filhos de Amon: tem nove côvados de comprimento e quatro côvados de largura, em côvado comum”. (Deuteronomio 3, 11)

 

 

Interpretação:

 

 

Uma cama de quatro metros e meio de comprimento era algo impressionante, e a menos que a pessoa gostasse de muito espaço ou dormir com muitas companhias, realmente era para alguém gigantesco. Mas não é o único caso mencionado na Bíblia.

 

 

“Deverás prover um lugar fora do acampamento para as tuas necessidades. Junto com teu equipamento tenhas também uma pá. Quando saíres para fazer as tuas necessidades, cava com ela, e ao terminar, cobre tuas fezes. Pois [Yahveh] Elohim teu Deus anda pelo acampamento para te proteger e entregar-te os inimigos. Portanto, teu acampamento deve ser santo, para que [Yahveh] Elohim não veja em ti algo de inconveniente e te volte as costas”. (Deuteronomio 23, 13-15)

 

 

Interpretação:

 

 

Ao que parece Elohim visitava o acampamento hebraico às escondidas, e o aborrecia muito os maus odores e a imundície, a ponto de ameaçar de deixar o acampamento se não instalassem banheiros portáteis...(terá pisado em algo?). Mas, como eram essas visitas? Um dos fenômenos ovni mais frequentes na atualidade são as “Canéplas”, “Olhos de Gato” ou esferas luminosas inteligentes, que costumam ser câmaras de televisão controladas à distância das naves extraterrestres para observar tudo. Costumam medir uns trinta centímetros e as maiores um metro e meio ou três metros de diâmetro. São de cor prateada, vermelho, laranja, verde, amarelo ou até totalmente transparentes. Costumam ser alojadas nas bases das naves de curto alcance (chamados comumente de discos voadores), e são soltos a uma grande altura em forma de cachos, podendo chegar a entrar pela janela de uma casa ou por uma porta.

 

 

“[Yahveh] Elohim veio do Sinai,

Alvoreceu para eles de Seir,

Resplandeceu do monte Farã.

Dos grupos de Cades veio a eles,

Desde o sul até às encostas”. (Deuteronômio 33, 2)

 

 

Interpretação:

 

 

Bolas de fogo? Espadas de fogo? Que é aquilo que resplandece e ilumina mais além de toda a possível menção simbólica? Talvez a observação de óvnis ou naves especiais em que vinham os Elohim, ou as que transportava aquele que era conhecido como Yahveh?

 

 

“Encontrando-se Josué em Jericó, levantou os olhos e viu um homem que se encontrava diante dele, com uma espada desembainhada na mão. Josué aproximou-se dele e disse-lhe: “És tu dos nossos ou dos nossos inimigos”? Ele respondeu: “Não! Mas sou chefe do exécito de [yahveh] Elohim e acabo de chegar”. Josué prostrou-se com o rosto em terra, adorou-o e disse-lhe: “Que tem a dizer o meu Senhor a seu servo”? (Josué 5, 13-14)

 

 

Interpretação:

 

 

Aqui o relato nos menciona um encontro próximo do terceiro grau com um ser (extraterrestre infiltrado nas linhas hebraicas) que está armado, e que vai tomar partido, ou seja, que vai participar apoiando o lado das hostes de Josué, o que demonstra que tinha um custo para esses seres manterem-se à margem de ações concretas que favoreciam a tal ou a qual.

 

 

VÍTIMAS DE UMA TECNOLOGIA EXTRATERRESTRE

 

 

“Os filhos de Aarão, Nadab e Abiú, tomaram cada um o seu incensório. Puseram neles fogo sobre o qual colocaram incenso, e apresentaram perante [Yahveh] Elohim um fogo irregular, o que não lhes havia sido determinado. Saiu então, de diante de [Yahveh] Elohim, uma chama que os devorou, e pereceram na presença de [Yahveh] Elohim. (Levítico 10, 1-2)

“Mandaram então procurar e reunir junto deles todos os príncipes dos filisteus, e disseram: “Que devemos fazer com a Arca do Deus de Israel”? Os príncipes disseram: “A Arca do Deus de Israel seja levada a Gat”, e levaram a Arca do [Deus] Elohim de Israel. Mas logo que a levaram, a mão de [Yahveh] Elohim caiu sobre a cidade e houve um grande pânico: os homens da cidade foram afligidos, do maior até o menor, e lhes saíram tumores. (I Samuel 5, 8-9)

“[Deus]Elohim feriu entre alguns homens de Bet-Sames, pois eles tinham olhado o interior da Arca de [Yahveh] Elohim. Ele feriu entre o povo setenta homens (cinquenta mil homens). O povo ficou de luto, porque [Yahveh] Elohim lhe tinha dado tão duro castigo. (I Samuel 6, 19)

“Ao chegarem à eira de Nacon, Oza estendeu a mão para a Arca de [Deus] Yahveh e a sustentou, porque os bois a faziam tombar. Então a ira de [Yahveh] Elohim se acendeu contra Oza: e ali mesmo [Deus] Elohim o feriu por essa loucura, e ele morreu, ali, ao lado da Arca de [Deus] Elohim. (2 Samuel 6, 6-7)

 

 

Interpretação:

 

 

As propriedades radioativas da Arca da Aliança e a voltagem que era capaz de produzir fizeram com que até mesmo o rei David a temesse.

 

 

O TEMPLO COMO CENTRAL DE TELECOMUNICAÇÕES

 

 

“Talhou duas colunas de bronze; a altura de uma era de dezoito côvados e sua circunferência media-se com um fio de doze côvados; assim também era a segunda coluna. Fez dois capitéis de bronze fundido, colocando-os no topo das colunas; um capitel tinha cinco côvados de altura e a altura do outro era a mesma. Fez redes – em forma de redes, festões – em forma de correntinhas, para os capitéis, , no topo das colunas, sete para um capitel, sete para o outro”. (I Reis 7, 15-17)

“Os sacerdotes conduziram a Arca da Aliança de [Yahveh] Elohim ao Debir do Templo, a saber, ao Santo dos Santos, sob as asas dos querubins”. (I Reis 8, 6).

“[Yahveh] Elohim lhe disse: “Ouvi a súplica e a oração que me dirigiste. Consagrei esta casa que construíste, nela colocando meu Nome para sempre; meus olhos e meu coração aí estarão para sempre”. (I Reis 9, 3)

“Os sacerdotes não puderam entrar na Casa de [Yahveh] Elohim, pois a glória de [Yahveh] Elohim enchia o Templo de [Yahveh] Elohim. Todos os israelitas, vendo o fogo descer e a glória de [Yahveh] Elohim repousar sobre a Casa, prostraram-se com o rosto em terra sobre o pavimento; adoraram e celebraram [Yahveh] Elohim, “pois ele é bom e eterno é seu amor”. (2 Crônicas 7, 2-3)

 

 

Interpretação:

 

 

À morte do rei David, governou o esplêndido, justo e sábio rei Salomão, lançando-se à trabalhosa tarefa de construir o templo que em vida seu pai projetou mas que não pôde concretizar. Salomão resulta num personagem fascinante e fora de série; muito de sua história está rodeada de fatos e situações extraordinárias. Segundo a literatura rabínica, entre seus inumeráveis tesouros e posses tinha uma estranha e gigantesca águia, na qual podia montar e voar pelos céus a velocidades espantosas. Quanto ao templo que mandou edificar em honra a seu falecido pai, tinha a forma cúbica, sendo revestido por dentro com lâminas de ouro, colocando duas impressionantes colunas de bronze envoltas por cordas metálicas, à maneira de uma bobina. Dentro do cubo, o rei mandou colocar a Arca da Aliança que começou a se comportar como um aparelho de rádio através do qual tinha uma conversa fluente com Elohim. No templo se produzia uma presença física ou talvez só um holograma graças à interação da Arca com o local, do que muitos eram testemunhas. Mas quanto à transcendência do Templo em si, vale a pena uma pequena reflexão: se o templo tivesse sido realmente para Deus, e Ele o tivesse abençoado, hoje ainda estaria em seu lugar, e ninguém nem nada o teria podido destruir. Mas na atualidade é uma ruína, epicentro dos maiores ódios encontrados e lamentáveis fanatismos.

 

 

AQUELE EXTRAORDINÁRIO RUÍDO

 

 

“Quando ouvires um ruído de passos no cimo das amoreiras, então apressa-te: é [Yahveh] Elohim que avança à tua frente para aniquilar o exército filisteu”. (2 Samuel 5, 24)

“E [Deus] Elohim disse: ‘Sai e fica na montanha diante de [Yahveh] Elohim’. E eis que [Yahveh] Elohim passou. Um grande e impetuoso furacão fendia as montanhas e quebrava os rochedos diante de [Yahveh] Elohim, mas [Yahveh] Elohim não estava no furacão; e depois do furacão houve um terremoto, mas [Yahveh] Elohim não estava no terremoto. E depois do terremoto, um fogo, mas [Yahveh] Elohim não estava no fogo; e depois do fogo o ruído de uma leve brisa. Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta. Então veio-lhe uma voz, que disse: “Que fazes aqui, Elias”? (I Reis 19, 11-13)

 

 

Interpretação:

 

 

A presença ou chegada dos Elohim (ou das naves) costuma vir precedida de um ruído como de uma marcha, ou de rodas em movimento, ou como de um vento forte. Nestas citações, novamente nos encontramos com a descrição do som e as manifestações no ambiente que delatam a proximidade de certos tipos de naves dos visitantes. Mas desta vez o testemunha é o profeta Elias.

 

 

ELIAS ARREBATADO AO CÉU

 

 

“E aconteceu que, enquanto andavam e conversavam, eis que um carro de fogo e cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no turbilhão. Eliseu olhava e gritava: “Meu pai! Meu pai! Carro e cavalaria de Israel”. Depois não mais o viu e, tomando suas vestes, rasgou-as em duas”. (2 Reis 2, 11-12)

 

 

Interpretação:

 

 

Elias passa a ser testemunha de uma experiência do segundo e terceiro tipo (avistamento próximo e de alguma maneira consentido), ao ser parte de um encontro do quinto grau, quando é arrebatado para fora deste mundo por uma nave como no caso de Enoch.

 

 

ANJOS EXTERMINADORES E ARMAS MORTÍFERAS

 

 

“Naquela mesma noite, saiu o Anjo de [Yahveh] Elohim e exterminou no acampamento assírio cento e oitenta e cinco mil homens. De manhã, ao despertar, só havia cadáveres”. (2 Reis 19, 35)

“Nesta situação, o rei Ezéquias e o profeta Isaías, filho de Amós, rezaram e clamaram ao céu. [Yahveh] Elohim enviou um anjo que exterminou todos os guerreiros valentes, os capitães e os oficiais, no acampamento do rei da Assíria; este voltou para sua terra coberto de vergonha; e, tendo entrado no templo de seu deus, alguns de seus filhos o mataram a espada”. (2 Crônicas 32, 20-21)

“Então gritou aos meus ouvidos em alta voz: “Os flagelos das cidades se aproximam, cada um com seu instrumento exterminador na mão”. E eis que seis homens vinham do caminho do pórtico superior, o qual dá para o norte, cada um com sua arma de destruição na mão. Entre eles estava um homem vestido de linho, o qual trazia um estojo de escriba da cintura. Chegaram-se e puseram-se de pé junto ao altar de bronze”. (Ezequiel 9, 1-2)

“Tornando-se renhida a luta, apareceram aos adversários, vindos do céu, sobre cavalos com rédeas de ouro, cinco homens magníficos, que se puseram à frente dos judeus. E logo, conservando o Macabeu no meio deles e defendendo-o com as suas armaduras, tornavam-no invulnerável. Ao mesmo tempo lançavam dardos e raios contra os adversários, os quais, desnorteados pela impossibilidade de ver, dispersavam-se, repletos de confusão”. (2 Macabeus 10, 29-30)

 

 

Interpretação:

 

 

Quando se mencionam anjos exterminadores poderíamos pensar que é uma forma romântica de mencionar epidemias e terríveis pragas, que sempre dizimaram o ser humano. Mas e se realmente se tivesse dado o caso de anjos da morte, atuando por designação. Além desta há o caso, já mencionado antes de quando se descreve a presença de seres de aspecto humano utilizando algum tipo de arma. Estes instrumentos para destruir não sugerem algo simbólico senão algo real e concreto, por acaso armas de alta tecnologia?

Apesar de que, como já dissemos antes, não é ético tomar partido efetivo de um ou outro (podemos evitar a injustiça e o abuso, mas não abusando da força no intento, senão manteríamos a cadeia de injustiça), há momentos em que a ação direta escapou em muito os limites de intervenção por parte dos extraterrestres, empenhados em conseguir a sobrevivência de um grupo humano programado geneticamente (povo de Israel) para cumprir um complicado trabalho.

 

 

NAVES ESPACIAIS QUE INSPIRAM TEMOR

 

 

“A tua esperança seria ilusória, pois somente ao vê-lo atemoriza.

Ninguém é tão feroz para excitá-lo; quem então iria me enfrentar?

Quem me adiantou algo para que eu o reembolse?

Tudo que há debaixo dos céus me pertence!

Não quero calar seus membros, o detalhe de suas façanhas, a beleza de seus membros.

Quem abriu sua couraça e penetrou por sua dupla armadura?

Quem abriu as portas de suas fauces rodeadas de dentes terríveis?

Seu dorso são fileiras de escudos, soldados com selo de pedra, tão unidos uns aos outros, que nem um sopro por ali passa.

Ligados estreitamente entre si e tão bem conexos, que não se podem separar. 

Seus espirros relampejam faíscas, e seus olhos são como arrebóis da aurora.

De suas fauces irrompem tochas acesas e saltam celhas de fogo.

De suas narinas jorra fumaça, como de caldeira acesa e fervente.”(Jó 41, 1-12)

“Levantei novamente os olhos e vi: Eis quatro carros que saíam dentre duas montanhas; e as montanhas eram montanhas de bronze. No primeiro carro havia cavalos vermelhos, no segundo carro, cavalos pretos, no terceiro carro , cavalos brancos e no quarto carro cavalos malhados vigorosos.” (Zacarias 6, 1-3)

 

 

Interpretação:

 

 

A serpente Leviatã ou o dragão nos faz recordar a Kukulcan a serpente emplumada dos Mayas, que não seria outra coisa que uma nave mãe. Sua presença produz medo, sua estrutura é como uma couraça dupla (metálica); seus flancos ou dorso são como escudos (naves pequenas em forma de discos reluzentes). É a típica nave mãe acompridada em forma de cilindro. E também nesta passagem como na seguinte, novamente se cita o avistamento de naves de diferentes cores contendo ou saindo de uma nave maior.

 

“E [Yahveh] Elohim determinou que surgisse um peixe grande para engolir Jonas. Jonas permaneceu nas entranhas do peixe três dias e três noites”. (Jonas 2, 1)

 

 

Interpretação:

 

 

Estamos frente a um caso de um “Osni” (objeto submarino não identificado). Jonas não quis atender , rechaçando o pedido do Senhor de ir pregar em Nínive a conversão das pessoas, e tratando de fugir de [Yahveh] Elohim, é tragado por uma nave que tem tanto autonomia de voo no céu como de movimento na água. E durante três dias tratam de convencê-lo (dialogam com ele lá dentro), de que é ele (o próprio ser humano representado por Jonas), o que elabora sua própria mudança, através da entrega e da renúncia. Há momentos em que – em comparação com outras atuações, se vê que os extraterrestres se tornam muito escrupulosos em suas intervenções, não querendo criar dependência, nem tirar o mérito por serem humano (será que tratam assuntos diferentes com atitudes diferentes?). Mas continuam pressionando-nos.

Se tivesse sido uma baleia ou cachalote quem tragasse o profeta (coisa que não é fácil de acontecer, especialmente no caso das baleias), os sucos gástricos do animal o teriam morto.

 

“Com efeito, [Yahveh] Elohim virá no fogo, com seus carros de guerra, como um furacão, para acalmar com ardor sua ira e sua ameaça com chamas de fogo”. (Isaías 66, 15)

“Eu olhei: havia um vento tempestuoso que soprava do norte, uma grande nuvem e um fogo chamejante; em torno de uma grande claridade e no centro algo que parecia eletro, no meio do fogo. No centro, algo semelhante a quatro seres vivos, mas cuja aparência fazia lembrar uma forma humana. Cada qual tinha quatro faces e quatro asas....Eles se assemelhavam a seres vivos. Seu aspecto era o de brasas ardentes, com aparência de tochas, indo e vindo entre os seres vivos. O fogo era brilhante e do fogo saíam relâmpagos…

Olhei para os seres vivos e eis que junto aos seres vivos de quatro faces havia, no chão, uma roda. O aspecto das rodas e a sua estrutura tinham o brilho do crisólito. Todas as quatro eram semelhantes entre si. Quanto ao seu aspecto e sua estrutura, davam a impressão que uma roda estava no meio da outra. Moviam-se nas quatro direções e ao se moverem, nunca se voltavam para os lados....Sobre as cabeças do ser vivo havia algo que parecia uma abóbada brilhante como o cristal, estendido sobre suas cabeças, por cima delas....Por cima da abóbada que ficava sobre suas cabeças havia algo que tinha a aparência de uma pedra de safira em forma de trono, e sobre esta forma de trono, bem no alto, havia uma forma com aparência humana.” (Ezequiel 1, 4-26)

“Eu sou Rafael, um dos sete anjos que estão sempre presentes e tem acesso junto à Glória do Senhor.

Ficaram ambos cheio de espanto e caíram com a face em terra, com grande temor. Mas ele lhes disse: “Não tenhais medo; a paz esteja convosco! Bendizei a [Deus] Elohim para sempre. Se estive convosco, não foi por pura benevolência minha para convosco, mas por vontade de[Deus] Elohim. A ele deveis bendizer todos os dias, a ele deveis cantar”. (Tobias 12, 15-18)

“Vi depois outro Anjo, forte, descendo do céu: trajava-se com uma nuvem e sobre a cabeça estava o arco-íris;...”(Apocalipse 10, 1)

“Ouvi então uma voz forte do céu, que lhes dizia: “Subi para aqui”! E subiram para o céu na nuvem, e seus inimigos os contemplaram”. (Apocalipse 11, 12)

 

 

Interpretação:

 

 

A vinculação de anjos com nuvens, luzes, resplendores e fogo que chega a intimidar os inimigos como vimos, se repetiu como uma constante ao longo de toda a Bíblia. Mas aqui nos encontramos com passagens que advertem sobre o retorno das naves, mas para uma ação mais radical ou para um contato mais direto.

A visão de Ezequiel, um sacerdote deportado na Babilônia, às margem do rio Querab, levou o cientista Joseph Blumich (assessor da NASA para desenho de naves espaciais) a desenhar, como deve ter sido a nave que contemplou o profeta. E o mais curioso é que uma nave similar ao modelo confeccionado pelo cientista, tipo módulo de comando, foi visto há pouco tempo (1980), sobrevoando a região de Cocoyoc no México.

 

 

SUPERVISIONANDO A DESCENDÊNCIA

 

 

“Havia um homem de Saraá, do clã de Dã, cujo nome era Manué. Sua mulher era estéril e não tinha filhos. O Anjo de [Yahveh] Elohim apareceu a essa nulher e lhe disse: “Tu és estéril e não tiveste filhos, mas conceberás e darás luz a um filho. De agora em diante toma cuidado: não bebas vinho nem qualquer bebida fermentada, e não comas nenhuma coisa impura.” (Juízes 13, 2-4)

“Ora, subindo a chama do altar para o céu, o Anjo de [Yahveh] Elohim subiu na chama do altar, sob os olhos de Manué e sua mulher, e eles caíram com o rosto por terra”. (Juízes 13, 20)

“[Yahveh] Elohim visitou Ana, e ela concebeu e deu à luz três filhos e duas filhas. E o jovem Samuel crescia com [Yahveh] Elohim”. (I Samuel 2, 21)

“Apareceu-lhe, então, o Anjo do [Senhor] Elohim, de pé, à direita do altar do incenso. Ao vê-lo, Zacarias perturbou-se e o temor apoderou-se dele. Disse-lhe, porém, o anjo: “Não temas, Zacarias, porque sua súplica foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará um filho, ao qual porás o nome de João”. (Lucas 1, 1-13)

“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria...

Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim.

Maria, porém, disse ao anjo: “Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum”? O Anjo lhe respondeu: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso, o Santo que nascer será chamado Filho de Deus”. (Lucas 1, 26-35)

 

 

Interpretação:

 

 

Desde Abraão sua descendência foi contatada, intervencionada, supervisionada, e até reorientada uma vez ou outra. Encontramos no caminho da história do povo de Israel muitas concepções impossíveis como: o nascimento de Isaac, de Esaú e Jacó, José e Benjamin, Sansão, Samuel, Maria a Virgem, João o Batista e até o próprio Jesus. Se a intenção era manter um programa genético original, tiveram que fazer grandes esforços, porque apesar de que foram advertidos para que não misturassem o sangue, sempre houve mestiçagem dos israelitas com os povos vizinhos. O próprio Abraão teve seu primeiro filho da escrava egípcia Agar; Moisés estava desposado de Séfora, uma madianita (entre árabe e egípcia) com quem teve filhos; a esposa de José, Vice-rei do Egito, era egípcia e teve filhos com ela; há pois muitos exemplos.

Mas o propósito de semelhante programação apontava para criar as condições para que no final de um longo processo nascesse Jesus.

 

 

O NASCIMENTO DO MESSIAS

 

 

“Na mesma região havia uns pastores que estavam nos campos e que durante as vigílias noite montavam guarda a seu rebanho. O Anjo do [Senhor] Elohim apareceu-lhes e a glória do Senhor envoveu-os de luz; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, disse-lhes: “Não temais! Eis que vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo-Senhor, na cidade de David. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém nascido envolto em faixas deitado numa manjedoura”. E de repente juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste a louvar a Deus dizendo:

“Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens que ele ama”.

Quando os anjos os deixaram, em direção ao céu, os pastores disseram entre si: “Vamos já à Belém e vejamos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer”. (Lucas 2, 8-15)

 

 

Interpretação:

 

 

O nascimento de Jesus foi um acontecimento transcendental dentro de sua simplicidade e humildade que envolveu tanto as pessoas mais simples desse tempo, como eram os pastores, assim como as altas hierarquias celestes (extraterrestres). Recordemos este importante simbolismo, porquanto Abraão e sua descendência originalmente pastores, selecionados por extraterrestres e continuamente se repete em Jesus a figura do “Bom Pastor”, que mantém contato permanente como os anjos.

O que hoje podemos relacionar com muitas das aparições angélicas com seres de outros mundos, não nega a existência real de seres de outras dimensões, ou verdadeiros anjos que não possuem uma corporeidade física, e que também se manifestam.

 

 

O OVNI DE BELÉM

 

 

“A essas palavras do rei, eles partiram. E eis que a estrela que tinham visto surgir `frente deles até que parou sobre o lugar onde se encontrava o menino. Eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente”. (Mateus 2, 9-10)

 

 

Interpretação:

 

 

A estrela de Belém que guiou os sábios astrônomos e astrólogos da Caldéia não tinha um comportamento normal. Não podia ser uma estrela porque se movia e até se deteve, além disso, era vista indistintamente de dia e de noite, o que descarta que fosse um cometa, uma conjunção planetária, ou um fenômeno celeste. Nos encontramos diante de um avistamento Ovni típico, no que, inclusive, há um propósito: a sinalização direta por parte destes seres de um lugar e de um acontecimento; já que conduziu os Reis ao lugar preciso, e até o apontou com os seus movimentos e seu estacionamento.

 

 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

 

 

“Não tenhais medo deles, portanto. Pois nada há de encoberto que não venha a ser descoberto, nem de oculto que não venha a ser revelado”. (Mateus 10, 26)

“Na casa de meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos um lugar,..”. (João 14, 10)

“Tenho ainda outras ovelhas que não são desse redil:...”. (João 10, 16)

 

 

Interpretação:

 

 

Os Evangelhos advertem que chegará o momento em que serão esclarecidos todos os mistérios e revelados todos os segredos, de tal maneira que a humanidade verá a vida com outra visão. Também se diz claramente que há outros mundos e que temos irmãos lá, o que dá à vida um belo e maravilhoso consolo.

 

 

A TRANSFIGURAÇÃO NO MONTE TABOR

 

 

“Seis dias depois, Jesus tomou Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou para um lugar à parte sobre uma alta montanha. E ali foi transfigurado diante deles. Seu rosto resplandeceu como o sol e suas vestes tornaram-se alvas como a luz. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: “Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, levantarei aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Ainda falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra e uma voz, que saía da nuvem, disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo, ouvi-o”! (Mateus 17, 1-5)

 

 

Interpretação:

 

 

Um novo encontro próximo que rememora as experiências do Êxodo ( a luz e a nuvem), mas agora as testemunhas são três dos apóstolos, que veem como Jesus entra em contato com dois personagens que desapareceram entre oito e treze séculos antes levados para fora deste mundo. A partir desse momento se oficializa que Jesus é o que levará a cabo o iniciado através desses dois personagens.

 

 

PROFECIAS QUE ENVOLVEM AS NAVES

 

 

“Logo após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem e todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. Ele enviará seus anjos que, ao som da grande trombeta, reunirão os eleitos dos quatro ventos, de uma extremidade até a outra extremidade do céu”. (Mateus 24, 29-31)

“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e na terra, as nações estarão em angústia, inquietas pelo bramido do mar e das ondas; os homens desfalecerão de medo, na expectativa do que ameaçará o mundo habitado, pois os poderes dos céus serão abalados. E, então verão o Filho do Homem vindo numa nuvem com poder e grande glória. Quando começarem a acontecer essas coisas, erguei-vos e levantai a cabeça, pois está próxima a vossa libertação”. (Lucas 21, 25-28)

 

 

Interpretação:

 

 

Sabemos que as profecias são sempre uma advertência do que pode ocorrer se não fizermos nada para evitá-las. Mas há certas profecias que pelo contrário, devemos fazer o impossível para que se cumpram. Neste sentido vemos que se fala de um panorama futuro muito sombrio, que estaria envolvendo o regresso de Cristo sobre as nuvens ou naves, acompanhado dos anjos ou extraterrestres. Será por acaso que o aumento das mudanças climáticas e planetárias, assim como dos avistamentos de óvnis no mundo está antecipando este momento de definição? O tempo o dirá...

 

 

O QUE ACONTECEU QUANDO JESUS MORREU?

 

 

“Era já mais ou menos a sexta hora quando o sol se apagou, e houve treva sobre a terra inteira até a hora nona, tendo desaparecido o sol. O véu do Santuário rasgou-se ao meio, e Jesus deu um forte grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Dizendo isso, expirou. (Lucas 23, 44-46)

 

 

Interpretação:

 

 

Especulou-se muito com relação ao suposto eclipse que acompanhou a morte do Rabi da Galiléia, injustamente crucificado. Mas, e se foi algo localizado de tal maneira que só ocorreu naquela região? (como no caso de Fátima, onde a “dança do Sol” , um ovni gigantesco que se assemelhava ao Sol, foi avistado por mais de 70.000 pessoas da redondeza a mais de 60 kms). Poderia ser que uma nave de um grande tamanho localizada entre o Sol e a Terra lançasse sua sombra sobre toda Jerusalém e arredores. Isto não nos deve causar estranheza – recordemos que foram detectadas pelos satélites estacionários naves de até 450 km de diâmetro sobrevoando a Patagônia chilena.

 

 

A NUVEM OU NAVE QUE RECOLHEU JESUS

 

 

“Ora, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao céu e sentou-se à direita de Deus”...(marcos 16, 19)

“Depois, levou-os até Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado ao céu. Eles ficaram prostrados diante dele, e depois voltaram a Jerusalém com grande alegria, e estavam continuamente no Templo, louvando a Deus”. (Lucas 24, 50-52)

“Dito isto, foi elevado à vista deles, e uma nuvem o ocultou a seus olhos. Estando a olhar atentamente para o céu, enquanto ele se ia, dois homens de branco encontraram-se junto deles e lhes disseram: “Homens da Galiléia, porque estais aí a olhar para o céu? Este Jesus, que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá, do mesmo modo como o vistes partir para o céu”. (Atos 1, 9-11)

 

 

Interpretação:

 

 

Os apóstolos foram testemunhas da elevação em corpo físico (regenerado com a ressurreição) da pessoa de Jesus para uma nuvem (nave), e também contataram imediatamente com alguns dos tripulantes desse aparelho (os dois anjos)

 

 

O QUE JÃO VIU EM PATMOS

 

 

“Voltei-me para ver a voz que me falava; ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro e, no meio dos candelabros, alguém semelhante a um filho de Homem, vestido com uma túnica longa e cingido à altura do peito com um cinto de ouro. Os cabelos de sua cabeça eram brancos como lã branca, como a neve; e seus olhos pareciam uma chama de fogo. Os pés tinham o aspecto do bronze quando está incandescente no forno, e sua voz era como o estrondo de águas torrenciais. Na mão direita tinha sete estrelas, e da sua boca saía uma espada afiada, com dois gumes. Sua face era como o sol, quando brilha com todo seu esplendor”. (Apocalipse 1, 12-16)

“Quanto ao mistério das sete estrelas que viste em minha mão direita e aos sete candelabros de ouro: as sete estrelas são os anjos das sete Igrejas, e os sete candelabros, as sete Igrejas”. (Apocalipse 1, 20)

“Depois disso tive uma visão: havia uma porta aberta no céu, e a primeira voz, que ouvira falar-me como trombeta, disse: Sobe até aqui, para que te mostre as coisas que devem acontecer depois destas. Fui imediatamente movido pelo Espírito: eis que havia um trono no céu, e no trono, Alguém sentado...O que estava sentado tinha o aspecto de uma pedra de jaspe e cornalina, e um arco-iris envolvia o trono com reflexos de esmeralda. Ao redor desse trono estavam dispostos vinte e quatro tronos, e neles assentavam-se vinte e quatro anciãos, vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça. Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões, e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo: são os sete Espíritos de Deus. À frente do trono, havia como que um mar vítreo, semelhante ao cristal. No meio do trono e ao seu redor estavam quatro Viventes, cheios de olhos pela frente e por trás”. (Apocalipse 4, 1-6)

 

 

Interpretação:

 

 

João o discípulo amado, foi deportado pelo imperador Domiciano para a pequena ilha de Patmos, na costa turca lá pelo de 94 DC. Neste lugar, o único sobrevivente dos doze apóstolos, teve mais que uma visão, viveu um tremendo encontro próximo; no princípio, do terceiro grau (vê o tripulante), e a seguir passará ao quarto grau, ingressando nessa outra realidade através de uma porta interdimensional (Xendra). Quando o informam sobre os sete anjos das sete comunidades cristãs (Igreja), o estavam explicando que havia sido designado um ser extraplanetario para cada uma dessas comunidades para que as guiasse e protegesse, como costuma ocorrer na atualidade com os grupos de contato extraterrestres. Digo isto, sem que com isso queira comparar os movimentos de contato com uma religião. Penso que há suficientes religiões sobre a face da Terra para inventar uma nova, e menos ainda, à luz de seres que sendo materiais, não são melhores que nós, e que também tem muito que aprender.

Em sua experiência, João o Evangelista é levado diante do próprio Conselho dos vinte e quatro anciãos, ou governo de nossa galáxia, onde é instruído e advertido do quanto pode ocorrer e do quanto já ocorreu em nosso mundo. A intenção sempre será de advertir para corrigir.

 

 

CONCLUSÃO FINAL

 

 

Desde que o ser humano existe sobre o nosso planeta tem havido contato com outras realidades, e esse contato não tem por que terminar nunca. Mas só se poderá restabelecer a melhor relação com as hierarquias superiores, se restabelecemos o contato primeiro conosco mesmos, com a natureza e a seguir com os demais.

Há todo um Plano Cósmico, que vai variando na medida em que a humanidade vai amadurecendo e lavrando seu próprio futuro; mas que também envolve esses outros seres e dimensões, portanto chegou o momento em que assumamos definitivamente nossa responsabilidade, e enfrentemos o conhecimento profundo de quem somos, porque existimos e para onde vamos. Mas a resposta, como tudo na vida, está dentro de cada um, nessa....outra realidade.  



História e Pesquisa
ANO II - Nº 96
Publicado em:07.12.09
Palavras Iniciais

Na sequencia, a parte VI de VII da Matéria "A Bíblia e os Extraterrestres", extraído do site www.concienciaplanetaria.es. Na parte de hoje veremos, segundo o autor, que a Glória de Deus era uma nave mãe, que as vestimentas recomendadas eram trajes isolantes, as pedras usadas eram cristais de radiocomunicação, a Arca da Aliança era um condensador, e mais o milagre de extrair água da rocha, entre outros...


A Bíblia e os Extraterrestres - VI de VII


O ENCONTRO PRÓXIMO NO HOREB

 

 

“Ao amanhecer, desde cedo, houve trovões, relâmpagos e uma espessa nuvem sobre a montanha, e um clamor muito forte de trombeta; e o povo que estava no acamamento pôs-se a tremer. Moisés fez o povo sair do acampamento ao encontro de Deus, e puseram-se ao pé da montanha. Toda a montanha do Sinai fumegava, porque [Yahveh] Elohim descera sobre ela no fogo; a sua fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e toda a montanha tremia violentamente. O som da trombeta ia aumentando pouco a pouco; Moisés falava e Deus lhe respondia no trovão. [Yahveh] Elohim desceu sobre a montanha do Sinais, no cimo da montanha, [Yahveh] Elohim chamou Moisés para o cimo da montanha; e Moisés subiu. [Yahveh] Elohim disse a Moisés: “Desce e adverte o povo que não ultrapasse os limites para vir ver [Yahveh] Elohim, para muitos deles não perecerem”.(Exodo 19, 16-21)

 

“Todo o povo. vendo os trovões e os relâmpagos, o som da trombeta e a montanha fumegante, teve medo e ficou longe”.(Exodo, 20,18)

 

 

Interpretação:

 

 

Estamos frente ao primeiro caso divulgado de uma descida de uma nave mãe anunciada previamente, e com um recorde de testemunhos. O que sucede da leitura das tábuas sumérias a cargo de investigadores orientalistas, deduz-se que as descidas no passado, na Mesopotâmia, eram algo comum e corrente. Embora a parte mais espetacular do contato estivesse reservada para muito poucos, não permitindo-se curiosos. Seria, por acaso, que estes seres (os Elohim) não queriam ser descobertos demonstrando-se que eram tão humanos e mortais como nós?

O que se tem que levar muito em conta é que a precaução de se manter a certa distancia da montanha, podia se dever a necessidade de se evitar a radiação, como ocorre nos encontros próximos, quando se deve esperar que se convide a aproximar, como foi o caso de Moisés.

 

 

“Não te prostrarás diante desses deuses e não os servirás, porque eu, [Yahveh] Elohim teu Deus, sou um Deus ciumento, que puno a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e a quarta geração dos que me odeiam, mas que também ajo com amor até a milésima geração para com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. (Exodo 20, 5-6)

 

 

Interpretação:

 

 

Disse ‘sou um “El” zeloso’. A palavra El se utilizava para denominar os deuses mesopotâmios na antiguidade. Ao dizer sou um deus, estaria reconhecendo que existem outros (é um entre vários deuses ou guardiões), colocando-se por sua vez na categoria dos outros; mas por sua vez marcando seu território. Yahveh não se nos apresenta como o verdadeiro Deus de amor, Pai do Filho do homem, senão imediatamente se desmascara, mostrando-se como um ser egocêntrico, zeloso, rancoroso, ameaçador e que condiciona seu apreço e ajuda. Ao que parece, tinha havido uma divisão de responsabilidades entre os extraterrestres que atuavam na terra como vigilantes, dando-se o caso que dentre os que foram designados ao projeto de contato com Abraão e com sua descendência (o povo de Israel); teria havido um que teria tomado muito a peito, subindo-lhe à mente rapidamente, e perdendo rapidamente a perspectiva e a proporção das coisas. Querendo educar chegou a impor uma ordem de terror.

 

 

“Eis que vou enviar um anjo diante de ti para que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que tenho preparado para ti. Respeita a sua presença e observa a sua voz, e não lhe sejas rebelde, porque não perdoará a vossa transgressão, pois nele está o meu Nome”.

 

 

Interpretação:

 

 

Se a mensagem de Deus ao mundo e à sua criação é o amor, e o amor em sua exaltação suprema é o perdão, como pode ser possível que nos diga que se a humanidade não se comportasse bem não seria perdoada? E porque nós, sim, devemos perdoar se Deus é rancoroso ou os Visitantes o são? Dá a impressão que nos estivesse aplicando a lei do funil.

 

 

“E Moisés, Aarão, Nadab, Abiú e os setenta anciãos de Israel subiram. Eles viram o Deus de Israel. Debaixo de seus pés havia como um pavimento de safira, tão pura como o próprio céu”. (Exodo 24, 9-10)

 

 

“Depois Moisés subiu à montanha.

A nuvem cobria a montanha. A glória de [Yahveh] Elohim pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu durante seis dias. No sétimo dia, [Yahveh] Elohim chamou Moisés do meio da nuvem. O aspecto da glória de [Yahveh] Elohim era, aos olhos dos israelitas, como um fogo consumidor no cimo da montaha. Moisés entrou pelo meio das nuvens, subiu à montanha. E Moisés permaneceu na montanha quarenta dias e quarenta noites. (Exodo 24, 15-18)

 

 

Interpretação:

 

 

Moisés é convidado a entrar diretamente na área contígua à nave, contemplando até o piso, e o povo era testemunha disso. Mas a nave permanecia coberta para evitar que as pessoas vissem a forma que tinha, e a seguir se confundissem pensando que a forma divina de Deus fosse a de uma astronave em forma de disco ou ovalada.

 

 

UMA ARCA COPIADA DE OUTRA

 

 

“Farás uma arca de madeira de acácia com dois côvados e meio de comprimento, um côvado e meio de largura e um côvado e meio de altura. Tu a cobrirás de ouro puro por dentro e por fora, e farás sobre ela uma moldura de ouro ao redor. Fundirás para ela quatro argolas de ouro: que porás nos quatro cantos inferiores da arca: duas argolas de um lado e duas argolas do outro. Farás também varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro. E enfiarás os varais nas argolas ao lado da arca, para ser carregada por meio deles. Os varais ficarão nas argolas da arca, não serão tirados dela. E colocarás na arca o Testemunho que te darei.

Farás também um propiciatório de ouro puro, com dois côvados e meio de comprimento e um côvado e meio de largura. Farás dois querubins de ouro, de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório: faze-me um dos querubins numa extremidade e o outro na outra; farás os querubins formando um só corpo com o propiciatório, nas duas extremidades. Os querubins terão as asas estendidas para cima e protegerão o propiciatório com suas asas, um voltado para o outro. As faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.”. (Exodo 25, 10-20)

 

 

Interpretação:

 

 

Quando se percorre os antigos templos egípcios se encontra a representação nas paredes da procissão da barca solar, na que os sacerdotes egípcios levavam em um andor a “Naos”; que era uma arca dourada com dois seres femininos alados na tampa (a deusa Ísis, guardiã dos véus do conhecimento oculto). Segundo o ocultismo egípcio, no interior desta arca se guardavam as “Tábuas Esmeraldinas de Thot o Atlante”, herança da sabedoria trazida para o Egito por Thot.

 

O pedido de fazer uma Arca da Aliança hebraica similar à Arca egípcia, poderia ter sido um plágio do que foi visto no Egito ou, um genuíno pedido de confeccionar algo semelhante, por parte dos Elohim, os quais seriam os mesmos seres que atuaram antes e agora com diferentes povos. Sabemos que Moisés é um nome egípcio que significa “filho de” como em hebraico “Ben”. Todos os faraós egípcios costumavam usar o nome Moisés, como por exemplo Amosis (Amon-moisés, o filho de Amon), Thutmosis (Thot-moisés, o filho de Thot) e até Ramsés ou Ramoses (Rá-moisés, o filho de Rá). Mosés tinha sido educado na casa do farão, e provavelmente sido iniciado no sumo sacerdócio de Amon, frequentando os santuários dos templos onde existia a Arca egípcia. Será realmente que Elohim ou Yahveh lhe pediu que mandasse fazer a Arca hebraica, ou simplesmente foi uma engenhosa cópia. Recordemos que o povo hebreu viveu como já dissemos antes, um longo período de transculturização ao longo de sua história, chegando-se a detectar por exemplo que alguns salmos atribuídos ao rei David (930 a.c.), se encontram quase textuais nos papiros que conformam o Amenenope, livro de máximas e aforismos do faraó Amenófis III (1450 a.c.). Talvez o que ocorria era que ao não existir o “copyright” ou direitos de autor, era sabedoria popular que era copiada e retransmitida fora de seu contexto original ou com ligeiras variações.

 

Encontramos também no Deuteronômio e no Levítico onde consta expressamente que não se deve fazer imagens de nenhum tipo. E com a Arca esta disposição é infringida. Não devia servir para representar nada, nem o que há no céu nem o que há na terra. Então, se eram tão estritas as recomendações, vem a pergunta: porque se pede que a arca hebraica leve os dois querubins na tampa, se isso de per si é uma transgressão às mesmas leis dadas pela mesma fonte?

Evidentemente a Arca não era um mero artefato de culto ou adorno (decorativo), tinha uma carga elétrica. Nas universidades norte-americanas se tentou reproduzi-la aplicando as instruções bíblicas, resultando uma tensão elétrica de centenas de volts. O condensador era formado pelas lâminas de ouro, uma positiva e outra negativa. Portanto, se especulou sobre as possíveis aplicações incluindo (entre os investigadores mais liberais) que ela fosse parte de um rádio transmissor.

 

 

ANIMOS INSTÁVEIS E POUCA PACIÊNCIA

 

 

“Quando o povo viu que Moisés tardava em descer da montanha, congregou-se em torno de Aarão e lhe disse: “Vamos, faze-nos um deus que vá a nossa frente, porque a esse Moisés, a esse homem que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu”. Aarão respondeu-lhes: ‘Tirai os brincos de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e filhas, e trazei-mos’. Então todo o povo tirou das orelhas os brincos e os trouxeram a Aarão. Este recebeu o ouro das suas mãos, o fez fundir em um molde e fabricou com ele uma estátua de bezerro. Então exclamaram: “Este é o teu Deus, ó Israel, o que te fez subir das terras do Egito. Quando Aarão viu isso, edificou um altar diante da estátua e fez esta proclamação: “Amanhã será festa para [Yahveh] Elohim”.

No dia seguinte, levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos e trouxeram sacrifícios de comunhão. O povo assentou-se para comer e para beber, depois se levantou para se divertir” (Exodo 32, 1-6)

“[Yahveh} Elohim disse a Moisés: ‘Tenho visto a este povo: é um povo de cerviz dura. Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles a minha ira e eu os consuma; e farei de ti uma grande nação’.

Moisés, porém, suplicou a [Yahveh] Elohim, seu Deus, e disse: “Porque, ó [Yahveh] Elohim, se acende tua ira contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? Porque os egípcios haveriam de dizer: ‘Ele os fez sair com engano, para matá-los nas montanhas e exterminá-los da face da terra’? Abranda o furor de tua ira e renuncia ao castigo que pretendias impor ao teu povo. Lembra-te dos teus servos Abraão, Isac e Israel, aos quais juraste por ti mesmo, dizendo: “Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda a terra que vos prometi, dá-la-ei a vossos filhos para que a possuam para sempre”. [Yahveh] Elohim, então, desistiu do castigo com o qual havia ameaçado o povo. (Exodo 32, 9-14)

 

 

Interpretação:

 

 

Verdadeiramente era desalentador o grau de ignorância do povo, que era muito propenso aos cultos primitivos desenfreados, mas também tinha muito pouca paciência e mau humor o tal de Elohim Yahveh, e o pior é que era instável e temperamental, pelo que às vezes não se sabia o que esperar Dele. Qualquer leitor poderá se dar conta que quem é tão instável de atitudes e opiniões, obviamente não sabe tudo, nem pode tudo, e, portanto, não pode ser confundido com Deus. Nos encontramos com um ser, talvez muito avançado em certos aspectos, e com um grande apoio tecnológico para a época, que talvez com a melhor boa intenção julgava ser deus, tratando de impor no povo uma cultura de vida e uma ordem moral, mas criando dependência para sua ególatra e maníaca personalidade.

Outro dado é a atuação desastrosa de quem depois seria nomeado o sumo sacerdote de Israel, Aarão. Quando se quis julgar a infidelidade, foi o primeiro a se colocar ao lado de Moisés para se proteger, passando para o lado dos que se mantiveram puros quando havia sido ele um dos promotores. Será que influiu ser ele irmão do líder Moisés, e isso o salvou de uma morte certa? Mas daí chegar a ser o sumo sacerdote apesar de ser uma biruta ao vento, acompanhando a tendência dos fatos, nos mostra que há uma tendência geral de que as autoridades máximas eclesiásticas das diferentes religiões tenham esses “defeitinhos”. Senão, recordemos a atuação de Anás e Caifás no Novo Testamento.

 

 

TRAJES ISOLANTES E CRISTAIS PARA CONECTAR

 

 

“Farás para Aarão, teu irmão, vestimentas sagradas para esplendor e ornamento...Eis as vestimentas que farão: um peitoral, um efod, um manto, uma túnica bordada, um turbante e um cinto. Farão vestimentas sagradas para o teu irmão Aarão e para os seus filhos...Empregarão ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesin e linho fino.

…Farás o peitoral do julgamento...Será quadrado e duplo, com um palmo de comprimento e um palmo de largura. Colocarás nele engastes de pedras dispostas em quatro filas...

Porás também no peitoral do julgamento o Urim e o Tummim, para que estejam sobre o coração de Aarão...(Exodo 28, 2-30)

“E mandou Aarão e seus filhos se aproximarem e os lavou com água. Colocou-lhe a túnica, cingiu-o com o cinto, revestiu-o com o manto e pôs sobre este o efod. Depois cingiu-o com a faixa do efod e a fixou em Aarão. Colocou-lhe o peitoral, no qual pôs o Urim e o Tummim. Colocou-lhe sobre a cabeça o turbante e, na parte dianteira do turbante , a flor de ouro: este é o sinal da santa consagração, como [Yahveh] Elohim ordenou a Moisés. (Levítico 8, 6-9)

 

 

Interpretação:

 

 

Sendo a Arca um objeto tão especial e perigoso, e os contatos com ela e com a Nuvem experiências que exigiam sumo cuidado, nos encontramos com a exigência de ornamentos especiais por parte dos Elohim, tanto para manter isolados os sacerdotes, como para aproveitar as energias ali liberadas, entrar em conexão e até poder ter expansões de consciência ou captações mais profundas. Para isso no encontramos com as pedras de Urim e Tummim, que são para a adivinhação e que vão sobre uma armadura no peito.

 

 

O ROSTO DE DEUS

 

 

“Moisés tomou a Tenda e a armou para ele, fora do acampamento, longe do acampamento. Haviam-lhe dado o nome Tenda da Reunião. Quem quisesse interrogar a [Yahveh] Elohim ia até a Tenda da Reunião, que estava fora do acampamento. Quando Moisés se dirigia para a Tenda, todo o povo se levantava, cada um permanecia de pé, na entrada da sua tenda, e seguia Moisés com o lhar, até que ele entrasse na Tenda. E acontecia que, quando Moisés entrava na Tenda, baixava a coluna de nuvem, parava à entrada da Tenda, e Ele falava com Moisés. Quando o povo via a coluna de nuvem parada à entrada da Tenda, todo o povo se levantava e cada um se prosternava à porta da própria tenda. [Yahveh] Elohim, então, falava com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Depois ele voltava para o acampamento. Mas seu servidor Josué, filho de Nun, moço ainda, não se afastava do interior da Tenda. (Exodo, 33, 7-11)

“...Rogo-te que me mostres a tua glória. Ele replicou:”Farei passar diante de ti toda a minha beleza, e diante de ti pronunciarei o nome de [Yahveh] Elohim. Terei piedade de quem eu quiser ter piedade e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão”. E acrescentou: “Não poderás ver a minha face, porque o homem não pode ver-me e continuar vivendo”. E [Yahveh] Elohim disse ainda: “Eis aqui um lugar junto a mim; põe-te sobre rocha. Quando passar a minha glória, colocar-te-ei na fenda da rocha e cobrir-te-ei com a palma da mão até que eu tenha passado. Depois tirarei a palma da mão e me verás pelas costas. Minha face, porém, não se pode ver”.(Exodo 33, 19-23)

 

 

Interpretação:

 

 

Os encontros que Moisés tinha eram muito diretos, seja com as manifestações de Yahaveh (a nuvem, o fogo, resplendores etc..) ou com o mesmíssimo Elohim dentro da nave ou ao pé dela. Mas este ser, apesar do grau de confiança e amizade (apreço) que começou a sentir por este homem, não queria se mostrar tal qual era, para não se descobrir, motivo pelo qual recorre novamente à espetaculosidade. Imaginemo-nos por um momento um helicóptero moderno ou um avião fazendo evoluções diante de um indígena amazônico para alardear seus poderes e nutrir no ignorante a fascinação.

 

 

RADIESTESIA ESPACIAL?

 

 

“Porque nos fizeste subir do Egito para nos conduzir a este terrível lugar? É lugar impróprio para semeadura, sem figueiras, nem vinhas, nem romãzeiras e até mesmo sem água para beber”?

...”Toma a vara e reúne a comunidade, tu e teu irmão Aarão. Em seguida, sob os olhos deles, dize a este rochedo que dê as suas águas. Farás, pois, jorrar água deste rochedo, e darás de beber à comunidade e aos seus animais”. (Números 20, 5-8)

 

 

Interpretação:

 

 

Fazer descobertas insólitas, especialmente de correntes de águas subterrâneas é conhecido mundialmente como radiestesia. Costuma ser uma faculdade psíquica que se manifesta em pessoas muito sensíveis, ou sensibilizadas apropriadamente. Quanto à vara que se costuma usar de madeira ou forquilha, é opcional porque a capacidade está no próprio indivíduo. Segundo o Dr. Yves Rocard da Faculdade de Ciências de Paris: “A água que se filtra por um meio poroso pela ação de uma diferença de pressão, faz nascer potenciais eletrocinéticos (...) Estes potenciais fazem circular na terra umas correntes elétricas”.

Estas correntes elétricas geram um fraco campo magnético, percebível pela sensibilidade humana. Portanto, o haver achado água no deserto é algo real e próprio dos fenômenos da natureza; mas necessariamente alguém deve ter instruído Moisés a respeito. 






História e Pesquisa
ANO II - Nº 95
Publicado em:30.11.09
Palavras Iniciais

Na sequencia, a parte V de VII da Matéria "A Bíblia e os Extraterrestres", extraído do site www.concienciaplanetaria.es. Na parte de hoje veremos, segundo o autor, as explicações dos milagres mais maravilhosos já ocorridos com a humanidade, tais como "tingir as águas de sangue" , o "Maná" do deserto, "A Travessia do Mar Vermelho", entre outros...


A Bíblia e os Extraterrestres - V de VII


“Aconteceu no caminho, numa hospedaria, [Yahveh] Elohim veio ao seu encontro, e procurava fazê-lo morrer. Séfora tomou uma pedra aguda, cortou o prepúcio do seu filho, feriu-lhe os pés, e disse: “Tu és para mim um esposo de sangue”. (Exodo 4, 24-25)

 

Interpretação:

 

Novamente nos encontramos com um personagem que pouco tem de divimo e mais de demoníaco. O comportamento é tipicamente esquizofrênico. Por um lado Elohim o envia para cumprir uma missão, e na metade do caminho (muda de opinião?), e sai ao encontro do mesmo para matá-lo. Realmente uma coisa de loucos...Não será porque a palavra ou o termo Elohim supunha vários tipos de seres e tripulações, com coletivos que muitas vezes não estavam de acordo entre si em sua atuação, tinham em tal sentido opiniões opostas entre eles. Isto poderia explicar as contradições, e muito perigosas para os humanos que se encontravam em meio de suas decisões. E quanto à circuncisão, não podemos aceitar que isso seja sinal do povo eleito de Deus, porque muito tempo antes o povo egípcio já vinha se circuncidando.

 

 

“Disse [Yahveh] Elohim a Moisés: “Dize a Aarão: “Toma tua vara e estende tua mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre as suas lagoas e sobre todos os seus reservatórios, para que se convertam em sangue. Haja sangue em toda a terra do Egito, até nas árvores e nas pedras”. (Exodo 7,19)

 

 

Interpretação:

 

 

Como o relato do Exodo foi escrito vários séculos depois de que os fatos ocorreram, não é estranho que haja variado com o tempo. Certamente os escribas de Salomão só recordavam vagamente o que tinha sido a vida do povo de Israel escravizado no Egito. Porque, isso explicaria a ênfase que se dá às dez pragas com as quais se castigou o país. Estas pragas em sua maioria, eram eventos periódicos que se davam normalmente como consequência das chuvas no coração da África e as cheias do Nilo, o qual supunha sua fertilidade. A inundação anual provocava o depósito de limo avermelhado sobre todo o território fertilizando-o. Todo ano, seis meses por ano, isso sempre ocorria. Portanto, podemos assegurar que Moisés nunca disse ao faraó que o rio ia se converter em sangue (reitero, era o limo e a terra vermelha do deserto arrastada pela cheia); nem que haveria praga de rãs, mosquitos, etc, porquanto isso era coisa comum e frequente nessa época. O que Moisés realmente lhe teria dito enfrentando o faraó, era que esse ano se adiantavam ou se atrasavam as chuvas, o que suporia uma escassez de alimentos no Egito. E isso o teriam que ter sabido previamente os metereólogos de então, que eram os sacerdotes dos templos, que faziam suas medições astronômicas observando o céu (as estrelas, entre elas “Sothis” ou ‘Sírio”) ou rio com seu famoso “nilometro”. Mas não souberam advertir e ocorreu tal qual disse Moisés, o que produziu temor no rei que comprovou que por trás dele havia um conhecimento e poder superior.

 

 

“Disse [Yahveh] o Senhor a Moisés e Aarão: “Apanhai mãos cheias de cinza de forno, e Moisés a lance para o ar, diante dos olhos de Faraó. Ela se converterá em pó fino sobre toda a terra do Egito e provocará, nos homens e nos animais, tumores que se arrebentarão em úlceras, por toda a terra do Egito”.

 

 

Interpretação:

 

 

Será por acaso que como uma medida extrema os Elohim (extraterrestres) se viram pressionados a utilizar algum tipo de arma química ou radioativa que produzisse úlceras ou bolhas nas pessoas? Evidentemente essa praga não pode ser algo natural, como tampouco a morte dos primogênitos. Ao que parece havia a mão dos interventores nesse jogo.

 

 

Era a Glória de Deus uma nave mãe extraterrestre?

 

 

“E [Yahveh] o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que pudessem caminhar de dia e de noite”. (Exodo 13, 21)

 

 

Interpretação:

 

 

Típico caso de avistamento ovni, de nave do tipo mãe, talvez em forma de tubo ou uma grande oval, envolta numa camuflagem na forma de nuvem. Muitos tem sido os casos de pilotos militares e comerciais que tiveram esse tipo de encontros o que demonstra que continuam sendo frequentes e que não eram Deus.

 

 

“Dize aos israelitas que retrocedam e acampem diante de Piairot, entre Magdol e o mar, diante de Baal Sefon; vós acampareis diante deste lugar, junto ao mar. Pois o Faraó há de dizer acerca dos israelitas: “Eis que erram pelo país; o deserto os encerrou. E eu endurecerei o coração do Faraó, e ele os perseguirá, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e os egípcios saberão que eu sou [Yahveh] o Senhor”. (Exodo 14, 2-4)

 

 

Interpretação;

 

 

Novamente este jogo duplo muito perigoso fazendo sofrer a uns e a outros não tinha sentido algum. Era muito mais simples abrandar o coração dos perseguidores para que ninguém sofresse, ou lançar algumas ilusões óticas que os distraísse ou os confundisse que fizesse que uns fossem por um lado e outros por outro; ou uma tormenta de areia que os separasse sem maiores vítimas para os perseguidores. Mas isso não seria mais que refletir o relato dos fatos, reflete melhor ainda a confusão dos escribas e rabinos sobre o comportamento às vezes indiferente ou limitado dos Elohim.

 

 

“Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e passou para trás deles. Também a coluna de nuvens se retirou de diante deles e se pôs atrás, ficando entre o acampamento dos egípcios e o acampamento de Israel. A nuvem era tenebrosa, e a noite se passou sem que um pudesse se aproximar do outro durante toda a noite. Então Moisés estendeu a mão sobre o mar. E [Yahveh] Elohim, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez o mar se retirar. Este se tornou terra seca, e as águas foram divididas. Os israelitas entraram pelo meio do mar em seco; e as águas formaram como um muro à sua direita e à sua esquerda. (Exodo 14, 19-22)

 

 

Interpretação:

 

 

De novo se faz referência à proteção que supunha para o povo hebreu a presença da suspeitosa nuvem ou nave camuflada. Certamente algo viram, e algo os acompanhava guardando suas distâncias. O interessante é verificar que o mesmo fenômeno continua se dando em diferentes partes do mundo, podendo na atualidade se investigar como o fenômeno Ovni. Mas quanto à passagem bíblica, encontramos que no texto hebraico não se diz que cruzaram pelo Mar Vermelho, senão pelo “Mar de Caniços’; já que naquela época não havia o Canal de Suez, pelo que o Mediterrâneo não estava ligado ao Mar Vermelho. Porém, existia uma franja de terras baixas inundáveis e pantanosas, conhecida como “Mar de Caniços”, pelo tipo de vegetação que a cobria e que com fortes ventos que às vezes ali se produziam, abriam uma passagem em grande parte seca, por onde se poderia passar a pé, mas não com os carros do faraó. Aqui voltaríamos a nos encontrar com a possibilidade do exagero e a distorção produto da lonjura em que ocorreram os acontecimentos; ou também a alternativa do fato histórico, com a participação de uma alta tecnologia extraterrestre capaz de produzir o que se afirma que aconteceu.

 

 

“Toda a comunidade dos israelitas murmurou contra Moisés e Aarão no deserto. Os israelitas disseram-lhes: “Antes fôssemos mortos pela mão de [Yahveh] Elohim na terra do Egito, quando estávamos sentados junto à panela de carne e comíamos pão com fartura! Certamente nos trouxestes a este deserto para fazer toda essa multidão morrer de fome”.

[Yahveh] Elohim disse a Moisés: “Eis que vos farei chover pão do céu; sairá o povo e colherá a porção de cada dia, a fim de que eu o ponha à prova para ver se anda ou não com a minha lei.” (Exodo 16, 2-4)

 

“Ora, quando Aarão falava à toda a comunidade dos israelitas, olharam para o deserto e eis que a glória de [Yahveh] Elohim apareceu na nuvem. [Yahveh} Elohim falou a Moisés dizendo: “Eu ouvi as murmurações dos israelitas; dize-lhes: Ao crepúsculo comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou [Yahveh] Elohim vosso Deus”. À tarde subiram codornizes e cobriram o acampamento; e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento. Quando se evaporou a camada de orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, granulosa, fina, como a geada sobre a terra. Tendo visto isso, os israelitas disseram entre si: “Que é isso?” Pois não sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: “Isto é o pão que [Yahveh] Elohim vos deu para vosso alimento.”(Exodo 16. 10-15)

 

 

Interpretação:

 

 

É verdade que no deserto do Sinai costuma se dar com frequência a aparição do “Maná”, como uma secreção da planta Tamaris manífera (com a qual ainda hoje na atualidade os beduínos fabricam tortas doces), o que aparecera na proporção suficiente para a grande quantidade de pessoas que se supunha o povo de Israel, não pode deixar de nos maravilhar. De forma igual a aparição das codornizes, que também apareceu na região. Porém que fosse justo nesse momento de grande tensão e inconformidade, e que continuasse indefinidamente porquanto a necessidade continuava (de alimentar diariamente a toda essa gente) nos deve levar à reflexão. Tivesse sido talvez relativamente fácil para civilizações espaciais, abrir os reservatórios de suas naves e fazer cair pacotes de comida, como na atualidade se soltam alimentos de aviões em regiões empobrecidas ou afetadas por alguma catástrofe. Porque fazê-lo por uma perspectiva tão simples, natural e prática? E se não tivessem sido nesse caso os extraterrestres senão o verdadeiro Deus que também sabe escutar e ajudar nos momentos mais duros de nossa vida, nos que a fé começa a balançar? Porque uma coisa não nega a outra. Deus existe, como existiria vida em outros mundos e civilizações visitando-nos. Tudo isso é uma questão de sentido comum e lógica, mas também de fé de uma perspectiva aberta.

 

 

“Agora sei que [Yahveh] Elohim é maior que todos os deuses”. (Exodo 18, 11)

 

 

Interpretação:

 

 

O povo hebreu não era monoteísta, chegou a ser com o tempo, passando de reconhecer a existência de outros deuses, a centrar sua atenção no Deus principal para eles e seu protetor “Yahveh”. Mas isso da existência de muitos deuses tinha que ver com a contínua visita de diferentes tripulações de seres nas qualidades de Vigilantes e Guardiões, a qual se sabia que ocorria. 




História e Pesquisa
ANO II - Nº 94
Publicado em:23.11.09
Palavras Iniciais

Na sequencia, a parte IV de VII da interpretação da Bíblia à luz dos novos conhecimentos de genética, cosmonautica e otros avanços tecnológicos, mostrando que a mesma foi bastante manipulada, principalmente no Antigo Testamento, segundo interesses de diversas tradições, conforme pesquisa do Autor Sr...


A Bíblia e os Extraterrestres

O QUE ACONTECEU EM SODOMA E GOMORRA?

 

 

“Disse então [Yahveh] o Senhor: “O grito contra Sodoma e Gomorra é muito grande! Seu pecado é muito grave! Vou descer e ver se eles fizeram ou não tudo o que indica o grito que, contra eles, subiu até mim; então ficarei sabendo”.

“Os homens partiram de lá e foram a Sodoma. Abraão se mantinha ainda diante de [Yahveh] Senhor. Abraão aproximou-se e disse: “Destruirás o justo com o pecador? (Gen 18, 20-22)

“Mas eles responderam: ‘Retira-te daí! Um que veio como estrangeiro agora quer ser juiz! Pois bem, nós te faremos mais mal que a eles!’ Arremessaram-se contra ele, Ló, e chegaram para arrombar a porta. Os homens , porém, estendendo o braço, fizeram Ló entrar para junto deles, na casa, e fecharam a porta. Quanto aos homens que estavam na entrada da casa, eles os feriram de cegueira, do menor até o maior, de modo que não conseguiam encontrar a entrada. (Gen 19, 9-11)

“Porque vamos destruir este lugar, pois é grande o grito que se ergue contra eles diante de [Yahveh] Senhor, e o [Yahveh] Senhor nos enviou para exterminá-los”. (Gen 19,13)

“...O [Yahveh] Senhor fez chover fogo sobre, Sodoma e Gomorra, enxofre e fogo vindos de [Yahveh] Senhor, e destruiu essas cidades e toda a planície...

Levantando de madrugada, Abraão foi ao lugar onde estivera na presença de [Yahveh] Senhor e olhou para Sodoma, para Gomorra e toda a planície, e eis que viu fumaça subir da terra, como a fumaça de uma fornalha. (Gen 19, 23-27)

 

 

Interpretação:

 

Quem terá levado a intriga ao céu de que Sodoma era uma cidade em carnaval o ano todo? Como pode ser possível que sejam tão humanos e limitados esses seres celestiais? Acaso o próprio Deus tem que se personalizar no local para constatar os fatos? Não confia em seus observadores celestes? Por acaso, ele próprio não é capaz de ver à distância, já que tudo sabe e tudo vê? Ou é que a imagem de Deus que nos dão é de alguém ancião, de vista fraca e cético. Evidentemente e sem intenção de ofender, “este” senhor não é mais que algum empregado de segunda categoria ou das ligas inferiores.

E como é isso de destruir as cidades? O que ocorre novamente com o mandamento de “não matar”? Ou só é aplicável aos humanos ou sob certas circunstâncias?

Tomemos em conta um fato interessante, é que estes seres portavam armas que produziram cegueira por clarão nas pessoas de Sodoma e Gomorra. Além disso, a chuva de fogo que se abateu sobre a região, tem muitos elementos similares ao de uma explosão nuclear com sua respectiva radiação atômica.

Pode ser que para os planos extraterrestres cidades como Sodoma e Gomorra fossem uma má influência para a descendência de Abraão (Canaã devia se transformar num farol de luz para o mundo), mas daí a ser destruída diretamente, é uma contradição aos valores espirituais e às leis universais. E onde está a promessa feita a Noé de não amaldiçoar nem destruir novamente a terra?

Esses seres cometem também erros e arbitrariedades, prometendo algumas vezes coisas que não se esforçam por cumprir, ou não vacilam em não cumprir. Mas cuidado que há de tudo lá em cima como aqui embaixo, e me consta que há seres muito direitos e corretos entre os extraterrestres.

 

 

UMA DESCENDÊNCIA PROGRAMADA

 

 

“Depois de algum tempo, [Deus] Yahveh pôs à prova a fé de Abraão. O chamou pelo seu nome, e ele respondeu:

‘Aqui estou.

E [Deus] Yahveh lhe disse:

- Toma teu filho, teu único filho, que amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, e lá o oferecerás em holocausto sobre uma montanha que te indicarei.

(...)Abraão estendeu a mão e apanhou o cutelo para imolar seu filho. Mas o anjo de Yahveh o chamou do céu e disse: “Abraão, Abraão!” Ele respondeu: “Eis-me aqui”. O anjo disse:

‘Não estendas a mão contra o menino! Não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a [Deus] Yahveh: tu não me recusaste teu filho, teu único filho. (Gen 22, 2 e 9-12)

 

 

Interpretação:

 

 

Quando Abraão chegou a Canaã, viu que os povos cananeus tinham o mau costume de sacrificar seus filhos primogênitos no alto dos montes a seus deuses, algo que Abraão rechaçou imediatamente. Não obstante, quando se cumpre a promessa do nascimento do filho, parece que o patriarca se sentiu em dívida com o céu por semelhante bênção. Este sentimento pode ter produzido o típico mentalismo de um jogo de seu ego. Se os povos que possuem deuses falsos são capazes de sacrificar os que amam, ele, que amava o Deus verdadeiro, não seria capaz de fazer o mesmo? Até que ponto não foram estes seres os que levaram Abraão a arriscar a vida de seu filho, senão o próprio? Se Deus conhece o coração das pessoas, como vai estar provando ou tentando como se fosse um diabinho, pondo os seres humanos entre a espada e a parede, angustiando-nos?

 

Não era Deus, nem foram os extraterretres os que fizeram semelhante pedido. Mas sim estou convencido que os anjos (Ets) atuaram desanimando Abraão no monte Moriah para que não consumasse semelhante crime. Além disso, tinha-lhes custado tanto programar esse filho que não podiam permitir que tão rapidamente se frustrasse seu plano.

 

“Isaac implorou a [Yahveh] Senhor por sua mulher, porque ela era estéril: [Yahveh] O Senhor o ouviu e sua mulher ficou grávida”. (Gen 25,21)

[Yahveh] Elohim lhe apareceu naquela noite e lhe dise: ‘Eu sou o [Deus] Elohim de teu pai Abraão’. Nada temas, pois estou contigo. Eu te abençoarei, multiplicarei tua posteridade em consideração a meus servo Abraão’. (Gen 26,24)

 

 

Interpretação:

 

 

Os encontros continuavam envolvendo a descendência do Patriarca e mantendo a linha de comunicação ou conexão. Além disso, continuavam os nascimentos com ajuda ou intervenção superior.

 

 

JACÓ E O ANJO. UMA LUTA DESIGUAL?

 

 

Foi Jacó testemunha da descida de extraterrestres à Terra?

 

 

“...Eis que uma escada se erguia sobre a terra e o seu topo atingia o céu, e [anjos de Deus] visitantes subiam e desciam por ela! (Gen 28,12)

 

 

Interpretação:

 

 

Se isso que é narrado constitui só um sonho, tem sua relevância simbólica espiritual, embora não possamos descartar que muitos sonhos são experiências reais astrais; mas se ocorreu como uma visão material, e que a impressão fez crer à testemunha que podia ser um sonho, temos o testemunho de uma observação da descida de seres à terra.

 

“Como Jacó seguisse seu caminho, [anjos de Deus] o afrontaram. Vendo-os disse Jacó: “E o campo de Deus!” E deu a esse lugar o nome Maanaim. (Gen 32, 2-3)

 

 

Interpretação:

 

 

Ao que parece, era muito frequente se encontrar com os visitantes, até o ponto de que se pudesse tomar isso como algo relativamente normal.

 

“E Jacó ficou só. E alguém lutou com ele até surgir a aurora. Vendo que não o dominava, tocou-lhe na articulação da coxa, e a coxa de Jacó se deslocou enquanto lutava com ele. Ele disse: “Deixa-me ir, pois já rompeu o dia”. Mas Jacó respondeu: “Eu não te deixarei se não me abençoares”. Ele lhe perguntou: “Qual é o teu nome?” – Jacó, respondeu ele. Ele retomou: “Não te chamarás mais Jacó, mas Israel, porque foste forte contra [Deus] Elohim e contra os homens, e tu prevaleceste.”. Jacó fez esta pergunta: “Revela-me teu nome, por favor”. Mas ele respondeu: “Por que perguntas o meu nome?” E ali mesmo o abençoou. Jacó deu a este lugar o nome de Fanuel, “porque”, disse ele, “eu vi [Deus] Elohim face a face e a minha vida foi salva”. (Gen 32, 25-32)

 

 

Interpretação:

 

 

Agora resulta ser possível que alguém pode se agarrar aos golpes com os anjos e até com Deus e vencê-los, sem gerar felizmente com isso consequências nefastas cósmicas. Mas o que é que ocorre realmente? Estão sem treinamento físico nas altas esferas? Já não se fazem anjos como antes? Uma vez mais, o óbvio é que esses seres mal interpretados como Deus ou como anjos (embora sim fossem mensageiros), não são todo-poderosos e nem sempre estão protegidos ou apoiados por sua parafernália. Mas não deixam de ter algum deles “classe” (apesar dos golpes), como que para manter a atmosfera de mistério, falando sem dizer muito, com uma atitude enigmática. De todos os modos, esses personagens tinham comportamentos muito peculiares, ou eram mal interpretados em muitos aspectos pela ignorância daquela época. E se voltamos a que ninguém nunca viu Deus, Elohim não era Deus.

 

 

A SARÇA E A COLUNA DE NUVEM

 

 

Teve Moisés um encontro do terceiro grau no monte Horeb?

 

“(...)...Moisés...chegou ao Horeb, a montanha de [Deus] Elohim. O anjo de Yahveh lhe apareceu numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia, e a sarça não se consumia. Então disse Moisés: “Darei uma volta e verei este fenômeno estranho, verei porque a sarça não se consome”. Viu Yahveh que ele deu uma volta para ver. E [Deus] Elohim o chamou do meio da sarça. Disse: “Moisés! Moisés!” Este respondeu: “Eis-me aquí”. Ele disse “Nao te aproximes daqui, tira as sandálias dos pés porque o lugar em que estás é uma terra santa”. Disse mais: “Eu sou o [Deus] Elohim de teus pais, o [Deus] de Abraão, o [Deus] de Isaac e o [Deus] de Jacó”. Então Moisés cobriu o rosto, porque temia olhar para [Deus] Elohim.

Yahveh disse: “Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi seu grito por causa dos seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e vasta, terra que mana leite e mel, o lugar dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus...”. (Exodo 3, 1-8)

 

 

Interpretação:

 

 

As aparições dos visitantes costumam estar rodeadas de manifestações luminosas ou de fogo, de ruídos estranhos e outros, mas nesta ocasião, nos encontramos com um fenômeno natural, real e vigente. O tipo de sarça em questão tem uma concentração de azeite em seus galhos que faz, sob certas circunstâncias, inclusive hoje em dia, que se inflame mas não se consuma. Poderia ter sido isso aproveitado pelos Elohins para atrair de uma maneira simples a curiosidade de Moisés, e para que quando esses seres se fossem, cada vez que se voltasse a produzir o mesmo fenômeno, as pessoas sentissem o consolo da companhia celestial?

O povo de Israel estava vivendo no Egito fazia quatrocentos anos, dos quais uma boa parte, a haviam passado na escravidão, e sem merecê-la. A pergunta de milhões é: porque se permitiu que o povo eleito fosse escravizado e maltratado tanto tempo, tendo-se mantido fiel a seu Deus? Como pode ser possível que esse “Deus” (que não pode ser – reitero – o verdadeiro Deus), diga a Moisés que viu claramente a aflição do povo? É que antes não estava claro? Porque demorou tanto a dar-se conta e agir? Além disso, como é isso de que baixou? Se é Deus, está em toda a parte, não tem que descer como se fosse um cosmonauta que se encontra orbitando o planeta à espera de melhores condições. Mas se fosse um extraterrestre, sim se explicaria que eles deixassem “de molho” o povo por quatrocentos anos, já que o tempo para eles não passa de forma igual que para nós, e que voltando em breve tempo (para eles) encontrem em crise o que deixaram.

Os extraterrestres sabiam que não deviam intervir diretamente (embora possam não devem), porquanto as coisas mudam e a humanidade deve evoluir por si própria. No passado o fizeram e foi mais daninho que construtivo. Mas vemos que em certos aspectos continuam com as mesmas arbitrariedades, ajudando uns e prejudicando outros, como por exemplo, tirar a terra de uns para dá-la a outros. Isso não é nada justo nem espiritual, porque como nos pode pedir depois que façamos o que nem as hierarquias celestes cumprem ou fazem tal como são os mandamentos?

 

“Moisés disse a [Deus] Elohim: ‘Quando eu for aos israelitas e disser: ‘O Deus de vossos pais me enviou até vós’; e me perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’, que direi? Disse [Deus] Elohim a Moisés: ‘Eu sou aquele que é’. Disse mais: “Assim dirás aos israelitas: ÉU SOU me enviou até vós’”. Disse [Deus] Elohim ainda a Moisés: “Assim dirás aos israelitas: ‘Yahveh, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jací me enviou até vós. É o meu nome para sempre, e é assim que me invocarão de geração em geração’”. (Exodo 3, 13-15)

 

 

Interpretação:

 

 

Como em um jogo de palavras os Elohins não responderam diretamente, senão que lançaram um enigma: “Eu sou o que sou”...Até esse momento, como já havia dito antes, tinha-se utilizado o plural “nós” para se referir à divindade ou aos Vigilantes (Elohim). Agora se falava na primeira pessoa do singular, mas não se dava um nome (Yahveh ou Jehová não é um nome, é como dizer “O que é” ou “Ele é”). Talvez com isso estavam se livrando engenhosamente de ter que mentir ou acrescentar alguma novidade contundente para a qual não estavam preparados nossos antepassados.; e assim, saíam-se bem de uma situação problemática na qual Moisés os havia colocado exigindo-lhes definições.

 

“Perdão, meu Senhor; eu não sou um homem de falar, nem de ontem, nem de anteontem, nem depois que falaste a teu servo; pois tenho a boca pesada, e pesada a língua.” Respondeu-lhe Yahveh: “Quem dotou o homem de uma boca? Ou quem faz o mudo ou o surdo, o que vê ou o cego? Não sou eu, Yahveh? Vai, pois, agora, e eu estarei em tua boca, e te indicarei o que hás de falar”.

Moisés, porém, respondeu: “Perdão, meu Senhor, envia o intermediário que quiseres”. Então se acendeu a ira de Yahveh contra Moisés, e ele disse: “Não existe Aarão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele fala bem. E eis que sairá ao teu encontro e, vendo-te, alegrar-se-á em seu coração. Tu, pois, lhe falarás e lhe porás as palavras na boca. Eu estarei na tua boca e na dele, e vos indicarei o que devereis fazer. Ele falará por ti ao povo; ele será a tua boca, e tu serás para ele um deus”.(Exodo 4, 10-16)

 

Tomou, pois, Moisés a sua mulher e seus filhos; fê-los montar num jumento e voltou para a terra do Egito. Moisés levou em sua mão a vara de [Deus] Elohim. E Yahveh disse a Moisés: “Quando voltares ao Egito, saiba que todos os prodígios que coloquei em tua mão, hás de realizá-los na presença do Faraó. Mas eu lhe endurecerei o coração para que não deixe o povo partir. (Exodo 4, 20-21)

 

 

Interpretação:

 

 

Moisés recebe a missão de se dirigir à pessoas, mas havia um pequeno problema: ele não falava o hebraico. Tinha sido educado na casa do faraó e era alheio ao idioma. O Torah e o Talmud (Livro dos comentários dos rabinos judeus) tratam de salvar a situação argumentando que o problema principal era que Moisés era “gago” (que resultava penoso para o ego nacionalista dos rabinos, ter que admitir que seu libertador não falava o sagrado idioma hebraico). Nada mais ridículo argumentar que tinha dificuldade de falar. Além disso, se realmente era Deus quem estava envolvido, podia solucionar-lhe o problema em frações de segundo. Quanto a ideia de usar Arão como tradutor, não creio que haja agradado muito aos Elohins, porquanto eles sabiam o que podia ocorrer (e de fato ocorreu) que a coisa se transformasse numa ligação telefônica mal feita. Afinal uma era a mensagem que Moisés recebia dos Elohins, outra a que ele entendia, outra a que ele passava a Aarão, outra a que Aarão entendia e outra a que chegava a transmitir ao povo (manipulando muitas vezes de uma forma conveniente, porquanto não era Aarão uma pessoa muito confiável, e tinha muitas fraquezas demonstradas).

Por que esse jogo duplo de pressionar a um pobre Moisés que tinha sua cabeça a prêmio no Egito (por mais que lhe assegurassem que os que o perseguiam já tinham morrido), para tirar o povo com sinais e prodígios, e a seguir endurecer o coração do faraó? Não tem sentido essa situação, mais ainda, quando o que se necessitava não era báculos que se transformassem em serpentes, nem rebuscadas pragas sazonais que martirizassem as pessoas e os animais (inocentes de toda a culpa), senão melhor e com sentido comum, predispor positivamente as pessoas e não colocando-as contra para que ninguém sofresse desnecessariamente.  




História e Pesquisa
ANO II - Nº 93
Publicado em:16.11.09
Palavras Iniciais

Na sequencia, a parte III de VII. Lembrando que os nomes que aparecem entre colchetes são os que constam da Bíblia de Jerusalém, Edições Paulinas, e os logo a seguir os que o Autor considera que são os corretos.


A Bíblia e os Extraterrestres - III de VII


ENOC, OS VIGILANTES E OS ANJOS CAÍDOS

 

 

Foi Enoc o primeiro caso de abdução conhecido?

 

 

“Enoc andou com [Deus] Elohim, depois desapareceu, pois [Deus] Elohim o arrebatou” .(Gen 5,24)

 

 

 

Interpretação:

 

 

Aqui nos encontramos com o caso mais antigo que se conheceria de “abdução” (seqüestro) por parte de seres extraterrestres, embora me atreveria a afirmar que, melhor, foi um convite a acompanhá-los, embora não houve retorno.

 

 

Houve hibridação e mestiçagem com extraterrestres no passado como contam todas as lendas dos povos antigos?

 

 

“Ora, naquele tempo (e também depois), quando os [filhos de Deus] anjos do céu se uniam às filhas dos homens e estas lhes davam filhos, os Nefilins habitavam sobre a terra; estes homens famosos foram os heróis dos tempos antigos”. (Gen 6, 4)

 

 

Interpretação:

 

 

A Bíblia leva em conta aqui uma série de afirmações muito fortes como a existência de gigantes, permanentemente mencionados na mitologia Grega e de muitos outros povos; além disso, reproduz o tema amplamente difundido das relações sexuais dos seres divinos ou celestiais com mortais humanos. Porque se os anjos são seres imateriais com cara de menina e asas nas costas – como nos fizeram crer – como aqui se explica que aqui se diga abertamente que que tiveram contato sexual, como se fossem marinheiros que vão deixando uma família de porto em porto? Esse contato sexual não poderia ser possível senão fossem seres físicos, nem poderiam fazer filhos se a genética não fosse compatível.

Reiterando o anterior, no livro Apócrifo de Enoc diz:

 

“Assim, pois, quando os filhos dos homens se multiplicaram, lhes nasceram naqueles dias filhas formosas e bonitas; e os anjos, filhos dos céus, as viram, e as desejaram, e disseram entre eles: “Vamos, escolhamos mulheres dentre os filhos dos homens e façamos filhos nelas”.

Então, Semyaza, seu chefe, lhes disse: “Temo que talvez não queirais (realmente) realizar essa obra, e somente eu serei responsável por um grande pecado”. (Enoc 6, 1-4)

“Assim, pois, eram duzentos ao todo, e desceram sobre Ardis, no topo do monte Hermon (fronteira da Síria com o Líbano)”. (Enoc 6,6)

“Estes e todos os outros com eles (anjos), tomaram as mulheres; cada um escolheu uma e começaram a ir até elas e a ter comércio com elas, e lhes ensinaram os encantos e os encantamentos, e lhes ensinaram a arte de cortar raízes e (a ciência) das árvores”. (Enoc 7,1)

 

 

Interpretação:

 

 

Se chega a nos dar o nome dos Vigilantes (Plêiadianos), que é “Semyaza”, e o número dos envolvidos na terrível transgressão: duzentos cosmonautas! Mas também, nos indica o início da magia, feitiçaria e o xamanismo, que recaíram originalmente sobre as mulheres. Aqui encontramos uma explicação interessante, que, a serem estas suas origens, resulta-nos mais fácil entender o por quê da aversão e o medo irracional que levou ao fanatismo a perseguir e matar da maneira mais brutal ao longo da história, aqueles que conservaram e transmitiram estas artes e conhecimento, levando sempre as mulheres a pior parte.

O segundo plano da mulher em nossa sociedade machista e sua submissão, estariam também relacionados com o temor do potencial desenvolvimento e ativação da magia e o psíquico nelas. Tinha-se que se impedir por todos os meios que a mulher recuperasse seu posto de dignidade e dominasse artes tão poderosas.

 

“O Senhor disse ainda a Rafael: Coloque a ferros Azazel, pés e mãos, e lance-o nas trevas; abre o deserto em que está Dudael e lance-o ali.”

“E a Miguel o Senhor lhe disse: Veja que se prenda Semyaza e seus companheiros que se uniram às mulheres manchando-se com toda sua impureza”. (Enoc 10, 4 e 11)

 

 

Interpretação:

 

 

A idéia de anjos caídos não seria só relativa àqueles que teriam se rebelado contra o Plano Cósmico ou ao Governo da Galáxia, senão também a de um grupo de transgressores que tiveram contato sexual com terrestres, coisa que estava proibida pelos visitantes.

Isto do contato sexual teria sido promovido à distância por aqueles exilados que queriam corpos híbridos ou mestiços onde encarnar, já que eles, diretamente, não poderiam providenciar.O encarnar aqui lhes permitiria estar às portas de abandonar sua prisão, porque à medida que fossem morrendo e nascendo, poderiam retomar o poder e o controle planetário, embora estariam sujeitos a um esquecimento similar ao nosso de seus processos anteriores (reencarnação).

 

“Destrua pois, todas as almas voluptuosas e os filhos dos guardiões, pois eles oprimiram os homens”. (Enoc 10, 15)

 

 

Interpretação:

 

 

Ao que parece, nem todos os filhos de extraterrestres com humanos foram heróis, porquanto aqui se menciona que houve alguns que oprimiram os seres humanos, aproveitando-se de sua situação de vantagem, talvez pelo conhecimento que dominavam e pelas necessidades que eles tinham.

 

“Ali vi sete estrelas do céu, enfileiradas juntas nesse lugar, parecidas a grandes montanhas, e ardendo como o fogo”.

“Estas estrelas são as que transgrediram a ordem do Senhor e elas foram presas aqui até que se passem dez mil séculos, número dos dias de seus pecados”. (Enoc 21, 3 e 6)

 

 

Interpretação:

 

 

Aqui se mencionam novamente que alguns dos seres castigados seriam de origem Plêiadiana.

 

 

NAVES E MAIS NAVES

 

 

O que era o que se via no céu nos tempos dos patriarcas bíblicos?

 

 

“E chegou, depois disso, que vi outro exército de carros (naves), sobre os quais havia homens montados; e eles iam sobre os ventos (no céu), de oriente e de ocidente até o meio dia.

Se ouvia o rodar de seus carros...”(Enoc57,1)

 

 

Interpretação:

 

 

Há aqui uma clara decrição da aparição de naves tripuladas procedentes do céu chegando à Terra.

 

 

 

 

O DILÚVIO OU UMA CATÁSTROFE CÓSMICA?

 

 

“Disse, pois, [Deus] Elohim a Noé: ‘Chegou o fim de toda a carne, eu o decidi, pois a terra está cheia de violência por causa dos homens e eu os farei desaparecer da terra’. (Gen 6,13)

 

 

Interpretação:

 

Que estranho, que sendo o “Não Matarás” um dos mandamentos mais importantes de Deus, se diga que vai acabar com a violência, mas utilizando uma maior e mais terrível violência. Além disso, que culpa tem os animais por exemplo, se seu atuar é meramente instintivo e natural? A destruição anunciada a Noé mediante o dilúvio estaria de tal maneira relacionada com a legendária destruição da civilização da Atlântida, que estaria mencionando no mesmo acontecimento.

 

“[Yahveh] Elohim respirou o agradável odor e disse consigo: ‘Não amaldiçoarei nunca mais a terra por causa do homem, porque os desígnios do coração do homem são maus desde a sua infância, nunca mais destruirei todos os viventes, como fiz’. (Gen 8,21)

 

 

Interpretação:

 

 

Este tipo de reflexões são mais próprias de alguém muito humano e temperamental, que se arrepende depois de haver agredido, destruindo tudo num ataque de raiva. E se contradiz em tudo com o Deus de amor que nos ensinou Jesus, e que sendo justo e compassivo ama a vida, e ao ser humano sem menosprezá-lo. Evidentemente não era Deus.

 

 

 

A TORRE DE BABEL E O CONHECIMENTO PERDIDO

 

Tinha a humanidade desenvolvido a telepatia no passado?

 

 

“Ora, [Yahveh] Elohim desceu para ver a cidade e a torre que os homens tinham construído. E[Yahveh] Elohim disse:’Eis que todos constituem um só povo e falam uma só língua. Isso é o começo de suas iniciativas! Agora nenhum desígnio será irrealizável para eles. Vinde. Desçamos! Confundamos a sua linguagem para que não mais se entendam uns aos outros. (Gen 11, 5-7)

 

 

Interpretação:

 

 

Do temperamental passamos à sabotagem malévola, mal intencionada e incompreensível de alguém (um coletivo extraterrestre) que teme o progresso do ser humano, e que faz o indizível para evitá-lo, chegando até a a fazê-lo esquecer faculdades e capacidades. Pelo que parece, o ser humano dominava naquele momento um mesmo idioma: “a telepatia”; de tal maneira que não só transmitíamos ideias senão também emoções, pelo que não havia engano, nem mentira nem hipocrisia; e isso nos fazia conhecedores em profundidade das coisas.

A desculpa que se dá no relato, de que o ser humano unido ofendia o céu porque estava construindo uma torre como forma de uma escada para o céu, não é mais que isso: uma simples desculpa. A escada era mental e espiritual, e havia aqueles que queriam impedir que chegássemos talvez mais alto e mais rápido do que eles. Além disso, o grande temor que a humanidade inspirava ao que parece aos visitantes, era que estivéssemos integrados em um mesmo propósito, com uma atitude de cooperação sem concorrência e com isso fôssemos capazes de ser independentes.

Os zigurat na mesopotâmia eram torres de observação astronômica e centros da cultura e expansão do conhecimento.

As analogia que encontramos com mitos e relatos similares em outras partes da Terra, nos fazem ver com maior interesse o da Torre de Babel. Por exemplo, em Puebla (México), se menciona uma antiga lenda que falava de sete gigantes que se salvaram do dilúvio porque haviam se refugiado em uma elevada montanha. Uma vez que desceram ao vale, decidiram edificar uma pirâmide muito grande e alta que chegasse até o céu para que os protegessem frente futuros desastres. Além disso, que dita estrutura lhes serviria para render homenagem ao deus Tlloc (deus das águas), e como uma escada ao céu, subir e poder falar diretamente com os deuses. Mas os deuses se sentiram ofendidos e lançaram fogo sobre o edifício, dispersando seus construtores, ficando a pirâmide inconclusa até nossos dias. Esta pirâmide seria a gigantesca estrutura de Cholula.

 

 

ABRAÃO O CONTATADO

 

 

Foi Abraão um contatado com os extraterrestres?

 

 

“[Yahveh] Elohim disse a Abraão: ‘Sai da tua terra, da tua parental e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; sê uma bênção!’. (Gen 12, 1-2)

 

 

Interpretação:

 

 

Abraão era um semita do clã de Heber, e é chamado por parte dos visitantes para cumprir uma missão como contatado; para isso devereria sedeslocar por seu próprio esforço para Canaã, com todo o trabalho que isso supõe. Havia chegado o momento para engendrar mais de um povo (hebreu e árabe), os quais serão comprometidos a orientar espiritualmente a humanidade (corrigindo os desacertos anteriores?), porque como diz a Bíblia, a mensagem beneficiaria a todos.

 

“Abraão atravessou a terra até o lugar santo de Siquém, no Carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam nesta terra. [Yahveh] apareceu a Abraão e disse: ‘É à tua posteridade que eu darei esta terra’. Abraão construiu aí um altar a Yahveh, que lhe aparecera”. (Gen 12, 6-7)

“Houve uma fome na terra e Abraão desceu ao Egito, para aí ficar, pois a fome assolava a terra. Quando estava chegando ao Egito disse à sua mulher Sarai: “Vê, eu sei que és uma mulher muito bela. Quando os egípcios te virem, dirão: ‘’E sua mulher’, e me matarão, deixando-te com vida. Dize, eu te peço, que és minha irmã, para que me tratem bem por causa de ti e, por tua causa, me conservem a vida.”. (Gen 12, 10-13)

 

 

Interpretação:

 

 

As coisas mudam. As religiões que se jactam de serem descendentes do Patriarca Abraão destacam em sua fé e disposição para acatar a vontade do Senhor, seguindo propriamente às cegas um caminho para a terra prometida, que segundo o enunciado: jorrava leite mel...Mas pouco tempo após haver chegado tem que partir para o Egito porque há uma grande escassez de alimentos. Não é estranho que se fosse Deus quem estivesse envolvido, não tivesse se inteirado de que a região estava passando por um péssimo momento antes de enviar seu escolhido? Porque se as relações com o Altíssimo estavam tão boas e estreitas, não lhe resolveu as coisas enviando-lhe chuvas, alimento, etc. Ou , por acaso, não era Deus?

Ao que parece os visitantes os necessitavam naquele lugar e naquele momento. Mas, porque esse lugar? Que tem de especial?

O território de Canaã (atualmente Israel) é uma ponte natural entre a Ásia e a África. Com uma visão para o futuro se sabia que por ali era a passagem obrigatória para as mais importantes civilizações expansionistas, de tal maneira que era um bom lugar para assentar um grupo humano geneticamente programado, para influenciar a mentalidade dos outros povos com determinados valores morais. Também porque Abraão era uma pessoa especial, além de ser muito inteligente, era também psíquico nato, de tal maneira que podia entrar em contato mental com relativa facilidade com os visitantes.

Mas esta pessoa (Abrão ou Abraão), exemplo da fé, basta conhecê-lo bem para que imediatamente nos sintamos fraudados. Por exemplo: quando pede a sua esposa que finja que era sua irmã, para que no Egito não lhe matem. Como o poderiam matar se é um eleito? Onde está a sua fé? Como é capaz de expor sua esposa à prostituição com o objetivo de não sair prejudicado? Além disso, por muito simpática ou bela que fosse Sarai (toda coberta de panos grossos escuros como as mulheres beduínas de hoje, cheirando mal, com a pele encarquilhada pela poeira e sol), como poderia se comparar com as belíssimas, delgadas, jovens e sensuais damas da corte do harém do faraó, as quais mostravam livremente seus seios firmes, e vestiam túnicas vaporosas que não deixavam nada para a imaginação, e que exalavam perfumes de lótus? Bem, sobre gostos e cores os autores não escreveram nada. E graças à Sara, Abraão se tornou rico ou mais rico do que era, pois recebeu quantidades de presentes do faraó.

 

Dizia que o estranho é que Abraão tenha chegado a se sentir desamparado, a ponto que teve que abandonar a terra prometida, e que até tivesse temor de ser assassinado no Egito. Não seria, acaso, porque a presença de Elohim (os visitantes) era esporádica (não o tempo todo?)...E quando não estavam por perto, não havia forma simples de solicitar-lhes ajuda e proteção; ou simplesmente demoravam a chegar e a agir! Muito estranho, não?

 

“[Deus] Elohim lhe falou assim: Quanto a mim, eis minha aliança contigo: serás pai de uma multidão de nações. E não mais te chamarás Abrão, mas teu nome será Abraão, pois eu te faço pai de uma multidão de nações. Eu te tornarei extremamente fecundo, de ti farei nações, e reis sairão de ti”. (Gen17, 4-6)

 

 

Interpretação:

 

 

Abraão, como dizíamos, foi selecionado e teve sua programação genética alterada pelos extraterrestres, de tal maneira que através dele devia surgir um grupo de humanos que atuasse no futuro como guias espirituais de uma boa parte da humanidade. Por isso mais adiante vamos encontrar recomendações para evitar misturar a raça, e até novas manipulações com gravidez impensáveis.

No livro apócrifo o “Testamento de Abraão”, expõe-se o grau de familiaridade e simpatia que alcançou Abraão com os visitantes, porquanto se disse que antes de morrer o patriarca recebeu a visita de um mensageiro de Elohim, o qual o convidou que entrasse em um carro de fogo com querubins, transportando-o ao céu podendo contemplar o espaço. A seguir regressaram à sua tenda.

 

“[Yahveh] O Senhor lhe apareceu no Carvalho de Mambré, quando ele estava sentado na entrada da tenda, no maior calor do dia. Tendo levantado os olhos, eis que viu três homens de pé, perto dele; logo que os viu, correu da entrada da tenda ao seu encontro e se prostrou por terra. E disee: ‘Meu senhor, eu te peço, se encontrei graça a teus olhos, não passes junto de teu servo sem te deteres. Traga um pouco de água, e vos lavareis os pés, e vos estendereis sob a árvore. Trarei um pedaço de pão, e vos reconfortareis o coração antes de irdes mais longe; foi para isto que passates junto de vosso servo!’ Eles responderam: ‘Faze, pois, como disseste’.

(…) Tomou também coalhada, leite e o vitelo que preparara e colocou tudo diante deles; permaneceu de pé, junto deles, sob a árvore, e eles comeram.

“Eles lhe perguntaram: ‘Onde está Sara, tua mulher?’ Ele respondeu: “Está na tenda”. O hóspede disse: “Voltarei a ti no próximo ano; então tua mulher Sara terá um filho”. Sara escutava, na entrada da tenda, atrás dele. Ora, Abraão e Sara eram velhos, de idade avançada, e Sara deixara de ter o que tem as mulheres. Riu-se, pois, Sara em seu íntimo, dizendo: “Agora que estou velha e velho também está o meu senhor, terei ainda prazer? Mas [Yahveh] o Senhor disse a Abraão: “Porque se ri, Sara, dizendo: ‘Será verdade que vou dar à luz, agora que sou velha? Acaso existe algo de tão maravilhoso para [Yahveh] o Senhor?”. (Gen 18,1-14)

 

 

Interpretação:

 

 

Abraão recebe o Senhor? Como pode isso ser possível, se na mesma Bíblia se diz que ninguém viu Deus, nem viveu para contar? Alguém poderia argumentar que não se lhe viu como é, porque ninguém poderia suportar dita visão. Mas se Deus é tudo, a Deus estamos vendo sempre em sua criação. Mas isto é diferente, diante de Abraão havia três indivíduos, um dos quais se atribuía ser o Senhor ou Elohim. Teria que se perguntar qual senhor? Além disso, comem, bebem e descansam como qualquer natural da região, e não tinham um bom sentido de humor, o que os faz muito humanos. Diria, suspeitosamente humanos! 




História e Pesquisa
ANO II - Nº 92
Publicado em:09.11.09
Palavras Iniciais

Na sequencia, a parte II de VII. Sendo Deus Onisciente e Onipresente, por que pergunta a Adão e Eva onde estão, quando passeava pelo Jardim do Éden?


A BÍBLIA E OS EXTRATERRESTRES - II de VII

 

Matéria extraída do site: www.ConcienciaPlanetaria.es

 

Do livro "Abrindo os olhos a uma outra realidade", de Sixto Paz Wells




“A serpente disse então à mulher:

- Não, não morrereis: Mas [Deus] Elohim sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como deuses, versados no bem e no mal”. (Gen 3, 4-5)

 

Interpretação:

 

É natural que nos perguntemos que se Elohim era Deus, e Deus tudo sabe, porque permitiu que a serpente estivesse ali no jardim e tentasse a mulher? A menos que Ele próprio tivesse preparado a armadilha. Obviamente isso não pode ser porque contradiz a imagem da essência divina. Então se não era Deus, quem eram esses seres que estavam fingindo sê-lo e quais eram realmente suas intenções? E porque poderiam ter temido que o ser humano desenvolvesse seu discernimento? De que tinham medo realmente? O que era o que não devíamos saber? Por que tanto temor da parte deles?

 

Nada tem a ver nem com Deus nem com a serpente no fato real, o que teria ocorrido por parte dos visitantes estelares há centenas de milhares de anos (ou milhões). Portanto deixemos os ofídios em paz. Aqui nos deparamos com um relato que estaria mencionando que um dos semeadores, identificado com o símbolo da “serpente” (símbolo do conhecimento e da sabedoria, mas também da medicina), teria se comportado como um médico terrestre ( talvez uma versão antiga do Dr. Frankstein ou do Dr. Jeckyl). Este ser teria priorizado a investigação científica para avaliar o que se passaria com o consumo daquelas plantas, porém a custa do futuro de nossos antepassados.

 

“Tu eras modelo de perfeição, cheio de sabedoria e de beleza perfeita. Estavas no Éden, jardim de Deus. Engalanavas-te com toda sorte de pedras preciosas....de ouro eran feitos teus discos e teus pingentes; todas essas coisas foram preparadas nos dias em que foste criado.

Fiz de ti querubim cintilante, o protetor; estavas no monte santo de [Deus] Elohim (eras um dos nossos), e movias-te por entre brasas ardentes. Desde o dia da tua criação foste íntegro em todos os teus caminhos até o dia em que se achou a maldade em ti.

Em virtude do teu comércio intenso te encheste de violência e caíste em pecado. Então te lancei do monte de [Deus] Elohim”... (Ezequiel 28, 11-16)

“…foi Gadriel...foi ele quem seduziu Eva (Enoc 59,6)

 

Interpretação:

 

Este infeliz personagem chamado Gadriel se havia prestado ao jogo de outras entidades, por trás das cortinas, para cometer uma intromissão que frustrou um projeto cósmico. Existiriam para isso, extraterrestres habitantes de outros planetas e também seres “Ultraterrestres”, que seriam entidades que pertencem a outras dimensões, e inclusive a universos paralelos (recomendo consultar meu livro “Guardiões e Vigilantes de Mundos”, editorial Errepar, Buenos Aires, Argentina).

 

É curiosíssimo como a descrição do vestuário de Gadriel coincide muitíssimo com o que posteriormente vestiriam os sacerdotes levitas sob a responsabilidade de Yahvéh.

 

“Eles ouviram o passo de [Iahveh Deus] Elohim, que passeava no jardim à brisa do dia e o homem e sua mulher se esconderam da presença de [Iahveh Deus] Elohim entre as árvores do jardim. [Iahveh Deus] Elohim chamou o homem: “Onde estás?” disse ele...Comeste, então, da árvore que te proibi de comer!” (Gen 3, 8-11)

 

 

Interpretação:

 

 

O relato sugere a presença manifesta de alguém que ocupa espaço e que está alheio, ou não sabe necessariamente de tudo que está ocorrendo ao seu redor, o que demonstra que não está se falando de Deus, senão desses visitantes, os quais vêem fracassar o projeto que tinham previsto, pelo mal proceder de um de seus companheiros.

 

 

Teriam medo os extraterrestres de algo que desconhecemos, mas que poderíamos chegar a saber?

 

 

“Depois disse [Iahveh Deus] Elohim: Se o homem já é como um de nós, versado no bem e no mal, que agora ele não estenda a sua mão e colha também da árvore da vida, e coma e viva para sempre!”

E [Iahveh Deus] Elohim expulsou do jardim do Éden para cultivar o solo de onde fora tirado. Ele baniu o homem e colocou, diante do jardim do Éden, os querubins e a chama da espada fulgurante para guardar o caminho da árvore da vida.” (Gen 3, 22-24).

 

 

Intrpretação:

 

 

Os extraterrestres chegam a temer as consequências da transgressão e de nosso caráter e de nossa curiosidade; e também nos temem, porquanto somos uma versão corrigida e aperfeiçoada deles próprios. Decidem então abortar essa parte da missão, expulsando nossos antepassados do laboratório genético. O projeto é deixado de lado e a humanidade da Terra, abandonada à sua própria sorte, num mundo agressivo e instável. E tanto é o temor que tem de nós, ou desconfiança, que isolam a áreacom guardas (robôs?), e com armas inteligentes.

Que conhecimentos temiam eles que pudéssemos chegar a conhecer? Em que isso poderia prejudicá-los? A chave está em nossa genética onde o poder do som e a geometria sagrada são capazes de reestruturar o tempo afetando-lhes diretamente interventores e visitantes.

 

“E [Iahveh] Elohim colocou um sinal sobre Caim, a fim de que não fosse morto por quem o encontrasse. Caim se retirou da presença de [Iahveh] Elohim e foi morar na terra de Nod, a leste do Éden.

(Ali) Caim conheceu sua mulher...(Gen 4, 15-17)

 

 

Interpretação:

 

 

Se Adão e Eva, Caim e Abel eram os únicos sobre a face da terra, quem poderia encontrar Caim a não ser seus pais; de onde saiu a seguir a mulher de Caim? Além do mais, como pode ser possível que Caim saia da presença de Deus se Deus está em toda parte? Evidentemente não se está falando de Deus, senão de outra entidade mal interpretada como tal, e que se localiza em algum lugar determinado da paisagem. Equal foi esse sinal colocado na testa de Caim? Teria alguma relação com o bloqueio do potencial psíquico ou terceiro olho?

Ao sair da nave-laboratório, nossos antepassados submetidos ao experimento (agora indefesos), se encontraram com muitos outros hominídeos nas proximidades da mesma, com quem começaram a ter relações.

Segundo ensinamentos recebidos pelos grupos de contato extraterrestre: Faz uns 25.000 anos duas grandes civilizações: os seres de Órion e os das Plêiades teriam sido enviados a nosso mundo na qualidade de Vigilantes e Guardiões, para retomar a supervisão do processo evolutivo da humanidade. Anteriormente a supervisão havia sido interrompida por desavenças e desacordos entre os interventores extraterrestres. A Terra e a humanidade teriam seguido seu próprio processo, com características muito próprias e originais, o que atraiu novamente a atenção dos Vigilantes que consideraram que tinha que ser impedido o máximo possível que ninguém externo não autorizado interferisse no processo de evolução humano. Mas um desses Vigilantes de Órion chamado “Satanel” (conhecido como Satan ou Satanás, que não há que ser confundido em nada com Lúcifer ou Luzbel que seria ultraterrestre), quis interferir controlando e até impedindo o avanço (mas não precisamente para o bem), sendo o desencadeador de uma tensão tal que terminou convertendo-se no que conhecemos como “a Guerra dos filhos da luz contra os filhos das trevas” ou também chamada a “ Guerra dos Anjos”. A qual terminou com a deportação para nosso planeta dos líderes da dissidência, os quais acostumados a viver milhares de anos fora de nosso mundo, envelheceram prematuramente aqui e morreram, ficando presos em outra dimensão. Com nem todos os de Órion participaram da dissidência, os que se mantiveram fiéis ao Plano Cósmico foram substituídos pelos seres de Sírio (Cão Maior), permitindo-se aos de Órion se estabelecerem nas luas de Jupiter e radicarem-se ali em colônias mineiras, permanecendo em atitude de observadores distantes do processo planetário. 




História e Pesquisa
ANO II - Nº 91
Publicado em:02.11.09
Palavras Iniciais

Tratam-se de novos conceitos que merecem ser analisados calma e friamente? Serão novas versões de temas já pioneiramente discutidos por Zecharia Sitchin em seu livro "Genesis Revisitado"? Ou serão meras especulações, mais uma vez? Deixo ao leitor a avaliação.

Resolvi publicar essa série de 7 capítulos em função da notícia veiculada na semana passada de que em Dezembro o Conselho de Segurança da ONU fará um comunicado oficial sobre a presença de extraterrestres em nosso mundo já desde há muito tempo, em vista das evidências e aparições frequentes testemunhadas por diversos órgãos de segurança de várias nações, inclusive Brasil. Chegamos a um ponto que não dá mais para esconder ou continuar dizendo que tudo não passa de ilusão de ótica, fenômenos metereológicos etc....


A BÍBLIA E OS EXTRATERRESTRES

 

Matéria extraída do site: www.ConcienciaPlanetaria.es

 

Do livro "Abrindo os olhos a uma outra realidade", de Sixto Paz Wells




 

“E Moisés e Aarão, Nadab, Abiú e os setenta dos anciãos de Israel subiram.

E viram o Deus de Israel. Debaixo de seus pés havia como um pavimento

de safira, tão pura como o próprio céu”. (Êxodo 24, 9-10)

 

É a Bíblia um relato da presença de extraterrestres na Terra?

 

Com todo respeito que nos merecem as Sagradas Escrituras, e os Livros Sagrados de diferentes povos e religiões, em todos eles encontramos evidência de presença e manifestação de visitantes de outros mundos e dimensões.

 

A Bíblia é um conjunto de livros considerados inspirados por algumas das mais numerosas e importantes religiões do mundo, mas não é o único.

 

A Bíblia se nos apresenta como um registro em grande parte histórico do povo de Israel ao longo de quase quatro mil anos, uma vez que retrata os mitos, usos e costumes dos povos do oriente próximo. O povo de Israel viveu um longo processo de transculturação assimilando muitos das diferentes contribuições de outros povos com os quais conviveu e compartilhou o qual também aparece evidenciado em seus textos religiosos. Sendo pois a Bíblia um acúmulo de textos redigidos em diferentes épocas considero que nela se encontra uma grande quantidade de referências à participação de extraterrestres em nosso mundo e em nosso desenvolvimento.

 

Isto negaria a existência de Deus?

 

De maneira alguma. Deus é o Criador de tudo, e o fato de que extraterrestres mais avançados que nós possam ter estado atuando na Terra desde tempos antigos, não nega a existência de Deus, pelo contrário, nos mostra um Deus mais onipotente e vasto. A vida bem pode ter começado em outras partes antes que aqui questionando a idéia de que seríamos o centro da criação e da vida propriamente. Mas se esse Deus está em tudo simultaneamente, não há um centro necessariamente.

 

A idéia de Deus que hoje convivemos teria surgido desse contato com seres do espaço. Mas não a idéia de um Deus extraterrestre, senão de uma força universal incompreensível e incomensurável. Embora sempre surge a possibilidade de que se confundisse os mensageiros com a mensagem.

 

Seriam os anjos os extraterrestres?

 

Os anjos do passado seriam os extraterrestres de hoje, e isso é evidente ao analisar o desenvolvimento desses personagens. Mas o [fato] que se lhes haja confundido com anjos ou se lhes haja chamado assim: “anjos” que significa “mensageiros”, não nega a existência dos anjos como tais, os quais seriam habitantes de outras dimensões e planos.

 

Quando se poderá saber de tudo isso abertamente?

 

No ritmo dos acontecimentos mundiais, poderia dizer que não falta muito para que se produza uma grande liberação de informação represada, e nesse sentido analisemos este fragmento de um dos rolos do Mar Morto encontrado em fins dos anos 40: “Isto será para vocês o sinal do que sucederá: assim que a prole da perversidade seja encarcerada, a maldade desaparecerá frente a retidão como as sombras frente à luz. E como a fumaça se desvanece e já não existe mais, assim a maldade se desvanecerá para sempre e a retidão se mostrará como o sol, ordenador do mundo. Todos os que retêm os mistérios da rebeldia deixarão de existir, o mundo se encherá de conhecimentos e jamais haverá nele a insensatez”. (Qúmram, Livro dos Mistérios IQ27, 6-8).

 

Até que grau teriam intervindo ou atuado em nossa história seres de outros mundos?

 

Diria que até o grau de intervenções diretas, e em algumas ocasiões chegando ao ponto de nos projetar, normatizar nossas vidas, castigar nossas faltas e até o parentesco, misturando-se e hibridando-se com os terrestres...

 

“Pensei então comigo mesmo que a concepção (de Noé) havia sido obra dos Vigilantes de Mundos e dos Guardiões do Planeta, ou dos nefelins (anjos caídos ou gigantes) (...)

 

Eu te juro pelo grande Santo,pelo Rei dos céus... que é de ti esta semente, de ti esta concepção e de ti o fruto produzido...e não de nenhum estranho nem de nenhum dos Vigilantes nem de nenhum dos Filhos do Céu”. (Qúmram, Apócrifo do Gênesis 1QGn, 1 e 16)

 

A BÍBLIA E SUA HISTÓRIA

 

A Bíblia é considerada um livro sagrado e fonte de inspiração para muitos dos seres humanos que marcaram a história. A palavra Bíblia vem do termo grego “Biblon”, que significa “Livro”; e que por sua vez é uma palavra de origem fenícia, porquanto corresponde ao nome da antiga cidade fenícia de “Biblos” (atual Líbano). E que os fenícios foram agentes exportadores de cultura pelo mar Mediterrâneo, transportando com suas mercadorias o alfabeto e a escrita.

 

Originalmente a Bíblia estava escrita em hebraico, um idioma misterioso que não registrou evolução senão que apareceu de um momento para outro, completo, com suas vinte e duas letras, todas consoantes e sem nenhuma vogal. E no hebraico não se conheceram os números, de tal maneira que as letras também serviam de números. Assim, as primeiras 9 letras representam as unidades, as 9 seguintes as dezenas, e as últimas 4 as centenas. Por isso qualquer palavra podia ser traduzida em números e vice-versa, como se fosse um idioma cifrado de códigos.

 

A Bíblia foi o primeiro livro que Gutemberg imprimiu, e saem anualmente mais de dois milhões de edições em todo o mundo, e em todos os idiomas. É em si como uma grande enciclopédia pois contém de tudo, desde história, tradição, mitos e lendas, até normas jurídicas, poesias, maravilhosos cantos e orações, aforismos, ensinamentos sobre medicina tradicional e até receitas de comida. E a constituem muitos livros diferentes mas complementares entre si, escritos em diferentes épocas por diferentes autores.

 

O corpo da Bíblia foi extraído de códices que hoje são conhecidos como o Siríaco, Alexandrino e o Vaticano. A Bíblia católica está composta desde o Concílio de Trento em 1546 por 72 livros, agrupados em 45 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento (a partir do surgimento do cristianismo). A Bíblia judaica dividida em três grupos de livros: a Lei, os Profetas e os Escritos só aceita 38 no total; e no cânon Protestante são aceitos os 38 do Antigo Testamento dos judeus, mais os 27 do Novo. Os primeiros cinco livros que chamamos o “Pentateuco”, e os judeus “O Torah”, foram atribuídos a Moisés (século XIV a.C.). Mas hoje sabemos bem que foram os escribas de Salomão (século X a.C.), os que a redigiram ou recopilaram da tradição oral, combinando duas tradições chamadas atualmente a “Elohista” e a “Yahvista”, que a todo momento se entrecruzam nos textos. Mas a escabrosa história do povo de Israel fez com que se perdesse grande parte desse material com as invasões dos Assírios e Babilônios, sendo novamente compaginada na época de Esdras e Nehemías (séculos V-IV a.C.).

 

O Novo Testamento constitui o aporte do Cristianismo como a continuação da história do povo eleito por Deus, universalizando a mensagem; e está dividido em três seções: os livros históricos, os didáticos e um livro profético que vem a ser o Apocalipse ou Livro das Revelações.

 

Até 1945 se conheciam além dos chamados livros canônicos (aceitos oficialmente), 50 apócrifos do Antigo Testamento e 60 do Novo. Isto é, livros cujos originais não sobreviveram até nossos dias (de origem e procedência duvidosas), e só nos chegaram cópias de cópias, traduções eslavas, etíopes e armênias. Mas precisamente nesse ano foram achadas nas Grutas de Nag-Hamadi no Egito, os Evangelhos Gnósticos da Infância de Jesus, originais do século IV d.C.; e a seguir em 1947, na margem ocidental do Mar Morto, foram descobertos de uma forma acidental os rolos dos Essênios de Qúmram, contendo não só originais em Hebraico, Aramaico Antigo e Grego dos livros considerados canônicos, senão também originais dos apócrifos conhecidos, e de muitos que nem sequer se conheciam.

 

No século III a.C. o faraó Ptolomeu Filadelfo na magnífica e cosmopolita cidade de Alexandria, havia encarregado 72 sábios hebreus da comunidade judia local, para que em um prazo extremamente curto (72 dias), traduzissem a Bíblia para o grego, para colocá-la na famosa biblioteca da cidade. Daí surgiu a versão “Dos Setenta”. A seguir, no século IV de nossa era, São Jerônimo traduziu as Sagradas Escrituras do grego para o latim, conhecendo-se esta como “A Vulgata”.

A Bíblia por ser um livro sagrado, admite vários níveis de interpretação com multiplicidade de significados. Mas, fundamentalmente é um livro de história; a história do povo de Israel, um povo contatado e que deu testemunho permanente de dito contato com outras realidades. Mas é uma história em grande parte certa, arqueologicamente comprovável, embora muitos acontecimentos, produto da transmissão oral e do tempo transcorrido, tenham variado, degenerado ou tenham sido carregado de um maior caráter épico do que tinham originalmente.

 

Com todo respeito, não pretendo fazer um estudo e análise exaustiva da exegese bíblica nem no que respeita ao teológico (sabendo desde já que em certos textos como o do Genesis por exemplo, não se pretende ser histórico senão metafórico e moralista). Meu interesse é tão só expor a possibilidade de que mais além do evidente fundo moral e espiritual, as Sagradas Escrituras, como livro histórico contêm as evidências de que fomos visitados por seres de outros mundos que vieram acompanhando nossa história, e que, em certa medida, são nosso passado e artífices do mesmo, e nós, em certa medida, somos seu futuro, tanto que seríamos uma projeção de suas expectativas, como um pai com seus filhos. Isso, como já disse antes, não viria a lançar por terra nossas crenças religiosas, nem negar a existência de Deus, pelo contrário o reafirma, porquanto se estaria demonstrando que não estamos só, que nunca estivemos; e também explicaria muitos de aspectos incompreensíveis até agora e no processo da evolução humana.

 

Na Bíblia vamos encontrar muitos termos que apesar de certos autores os considerem e transcrevem como sinônimos, não o são. Por exemplo, temos o termo “Elohim”, que se traduz como “os deuses” ou “nós”; mas não é o mesmo que “Elyon” (O Absoluto); ou “El”, se diz de cada um dos Vigilantes (deus ou entidade superior vindo das estrelas); ou “Adonay ou Edonay” (O Senhor); ou “Yahvéh ou Jeová” (É o que É); ou “El Sadday” (o Todo Poderoso); ou “Eli” (Pai). E também temos “mal’ak ou malakim” (anjo em grego ou mensageiro) que significa “portador” ou “o lado incompreensível de Deus”; termos todos eles muito repetidos nos primeiros livros do Antigo Testamento, e que vem a ser parte da pista que nos leva até a compreensão da participação de extraterrestres nos relatos.

 

Mas passemos diretamente à análise dos textos:

 

 

A CRIAÇÃO : MAS POR QUEM?

 

Acaso somos o resultado de uma manipulação genética ou de uma produção de vida extraterrestre?

 

“Então disse Elohim: Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança...” (Genesis 1, 26)

 

Interpretação:

 

Sabemos que os desígnios de Deus são estranhos e mais estranhos os meios que Ele utiliza. Não nos deve surpreender que a divindade muitas vezes atua de uma maneira indireta mas eficaz (“Deus escreve certo por linhas tortas”). A palavra Elohim com que se começa a Bíblia hebraica, como expus antes, se traduz como “nós”, ou os “deuses”, no plural. Levando em conta esse pequeno detalhe, pergunto: que ocorreria se aceitássemos que outras galáxias, sistemas e sóis tivessem surgido antes que o nosso? e que em alguns desses outros domicílios cósmicos se desenvolveram civilizações, que não são melhores que nós, senão que estão mais adiantadas, em um diferente momento da evolução; como o irmão mais velho na universidade e nós no jardim de infância.. Poderiam algumas dessas culturas extra-planetárias, de acordo com sua capacidade tecnológica, chegar até nós? Claro que sim, vivemos num universo sem limites, o único limite é nossa ignorância. Algum dia nossa tecnologia permitirá chegar a outros mundos e graças aos conhecimentos diversos, entre eles o da genética, poderemos acelerar, com discrição (mas com ética), o processo da vida, semeando ali nossa semente ou o que nós conhecemos e somos. E quando surgisse vida inteligente nesses mundos, para esses seres seríamos como seus deuses, com os quais teríamos a obrigação moral de fazer-lhes entender que não somos deuses, senão simplesmente colaboradores com a natureza. O assunto seria que nos pudessem entender nesse papel, porque quando se é menino se vê os pais como se fossem Deus encarnado na terra pensando ou crendo que sabem tudo ou podem tudo. E isso obviamente é um erro de percepção. Então, para não criar dependências, partiríamos, prometendo voltar algum dia; o que resulta sendo o conteúdo de muitos dos mitos e lendas de nossos povos.

 

Toda essa argumentação poderia ajudar-nos a compreender o por quê do conceito de haver sido feitos à imagem e semelhança como citam as escrituras. Mais além do simbolismo da imagem espiritual de um Deus com seus valores (capacidade criativa e capacidade de amar), da qual nós também seríamos um reflexo, pleiteemo-nos a possibilidade de que essa fosse uma assertiva direta e tácita: “Façamos o homem à nossa imagem...”. Deus não tem aparência física, e no universo a regra é a variedade, pelo que estaríamos falando de uma produção à imagem e semelhança de seres de outros mundos de aparência humanóide (há outros totalmente diferentes), que por sua semelhança mantêm uma certa relação estreita com nosso ambiente e clima.

 

 

Chegaram a nosso mundo várias tripulações extraterrestres para fazer trabalhos específicos?

 

 

“Quando [ oAltíssimo] Elyón repartia as nações, quando espalhava os filhos de Adão ele fixou fronteiras para os povos, conforme o número dos [filhos de Deus ] Beni’El; mas a parte de Yahvéh foi [o seu povo] Israel,...”. (Deuteronômio 32, 8-9)

 

“[Deus] Elohim preside, na assembléia divina, em meio aos deuses ele julga: ‘Até quando julgareis [falsamente sustentando a causa dos ímpios?] injustamente e tereis consideração pelos malvados (...).

Eu [declarei] disse: vós sois deuses, todos vós sois filhos [do Altíssimo] de Elyón; contudo, morrereis como [qualquer] homem, caireis como qualquer, ó príncipes”. (Salmo 82, 1-7)

 

Interpretação:

 

A própria Bíblia no Deuteronômio e em seus Salmos, nos torna claro o panorama com relação à natureza coletiva de Elohim, e de como corresponde esse nome a escalão hierárquico inferior ao que se tivesse imaginado. Quanto aos Beni’El, são estes os filhos de Deus ou os deuses menores (anjos), chamados também nos apócrifos como Vigilantes e Guardiões de Mundos.

 

O povo hebraico originalmente não era monoteísta senão monólatra, que significa que reconheciam a existência de outros deuses, mas por sua vez a um principal com o qual se identificavam, chamado “Elyón” (O Absoluto). Segundo isso, teríamos confundido as hierarquias intermediárias e os intermediários com o Criador de tudo. E também nosso mundo teria sido cenário, desde seu início, de um sistemático processo de intervenções extraterrestres à maneira de um laboratório genético. Mas não seríamos para esses seres ratos de laboratório, senão algo como “bebês de proveta” ; e nosso mundo não seria visto como uma granja, senão melhor como um berçário ou um jardim de infância (maternal), onde estariam experimentando em nós formas e processos de aprendizagem, devendo essas criar as condições de como aprender ou recordar coisas através de nós; coisas que em seu processo de evolução esqueceram ou se descuidaram.

 

 

Houve extraterrestres rebeldes a um Plano Superior?

 

 

“E, no entanto, dizias no teu coração: ‘Subirei até o céu, acima das estrelas de Deus colocarei meu trono, estabelecer-me-ei na montanha da Assembléia, nos confins do norte. Subirei acima das nuvens, tornar-me-ei semelhante a [O Altíssimo] Elyón”... (Isaías 14, 13-14)

 

Interpretação:

 

Supunha-se que os “deuses” (Elohim ou Beni’El) se reuniam periodicamente num lugar chamado a “Montanha da Assembléia”, nos confins do monte Safón. Ali deviam prestar contas a Yahveh do andamento de seu governo, podendo ser castigados se não cumpriam as instruções. Mas pelo que parece, desde o princípio houve dissidentes.

 

 

Foi a terra um grande laboratório genético?

 

 

“Então Iahveh Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente”. (Gen 2,7 )

 

Interpretação:

 

Apesar de não pretender ser histórico, nem um tratado antropológico, o Genesis acerta ao assinalar (o que a evolução demonstrou), que depois de toda a criação apareceu o homem e não foi ao contrário. O ser humano é o último na cadeia evolutiva.

 

Segundo as escrituras é confeccionado a partir da matéria prima do planeta (pó do solo); mas não é só matéria, também possui uma alma individual, e um espírito, que é transmitido de outra maneira. Em nosso mundo se teriam dados ambos os processos, o de evolução assim como o de intervenção forânea. Ter-se-iam dado às vezes em paralelo, e em outros coincidindo (simultaneamente)...

 

“[Yahveh Deus] Elohim tomou o homem e o colocou no jardim de Éden para o cultivar e o guardar. E [Yahveh Deus] Elohim deu ao homem este mandamento: ‘Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque no dia em que dela comeres terás que morrer’”. (Gen 2, 15-17)

 

“E começaram a pecar contra os pássaros e contra os animais, os répteis e os peixes, depois devoravam a carne entre eles, e beberam o sangue. Então a terra acusou os violentos”. (Enoc 7, 5-6)

 

Interpretação:

 

O mito do Genesis não é de origem hebraica, senão suméria. Recordemos que Abrahão viveu em Ur dos Caldeus junto com seu pai Teraj, e ali, ele foi educado no legado cultural desse povo ancestral., onde como assinalam as tábuas de argila sumérias, já se falava de um jardim, de uma árvore do conhecimento, da serpente, do fruto proibido (a imortalidade) e dos “deuses” criadores.

 

Imaginemos por um instante uma nave laboratório aterrizando em algum ponto da Mesopotâmia ou da África. Era uma nave especial, onde sete engenheiros genéticos chamadores “Semeadores de Vida” ou “Jardineiros Cósmicos” (os Elohim), teriam sido enviados pelo governo de nossa Galáxia, formado por Vinte e Quatro Veneráveis Sábios Anciãos (Conselho que aparece mencionado no apocalipse e que agrupa todos os mundos mais evoluídos em capacidade de se ajudar e ajudar), porque triam considerado o momento oportuno para celerar o processo da vida nesse planeta de categoria Ur (de um sistema de uma só estrela), conhecido com a Terra. Segundo isso, se teria continuado incrementando o grau de intervenção, passando de esporádicos experimentos genéticos, à ação de direta de acompanhamento e observação dos coletivos gerados. Para o qual a um grupo de antepassados nossos (Adão), se introduz nessa nave-laboratório, advertindo-os que devem ser vegetarianos (insiste-se muito sobre isso no livro apócrifo de Enoc), e que devem evitar consumir diretamente certas plantas contra-producentes ao processo evolutivo (plantas alucinógenas), porque prejudicariam o organismo (neurônios do cérebro), e afetariam os veículos sutis, afetando também todo o processo natural do despertar interno (bloqueando o desenvolvimento espontâneo do potencial psíquico).

 

“A serpente disse então à mulher:

- Não, não morrereis: Mas [Deus] Elohim sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como deuses, versados no bem e no mal”. (Gen 3, 4-5)

 

Interpretação: 




História e Pesquisa
ANO II - Nº 90
Publicado em:25.10.09
Palavras Iniciais

Abaixo, matéria gentilmente cedida pela Loja Jinarajadasa, da Sociedade Teosófica no Brasil, que publico para o enriquecimento de nossa cultura esotérica a respeito das diversas tradições que no passado modelaram o pensamento, hábitos e costumes, muitos dos quais vigentes até os dias de hoje na civilização Ocidental. A matéria é de autoria do Venerável William Almeida de Carvalho 33 QCCC MPS.


ORFEU, ORFISMO E MISTÉRIOS ÓRFICOS



 

I - Lendas sobre Orfeu

 

Numerosas fontes históricas relatam a existência dos mitos órficos. Provavelmente não era conhecido de Homero (700 a. C.) mas, já no século VI, surge em algumas tradições. O primeiro escritor grego a fazer menção ao “célebre Orfeu” foi Ibykos em meados do século VI. a. C.. A lenda de Orfeu coloca-o como um dos principais poetas e músicos da época heróica, ao lado de Homero e Hesíodo. O Orfismo se expandiu por todo o mundo grego e Itália meridional. Fazem alusão ao mito Píndaro, Ésquilo, Eurípedes, Empedocles etc. É, contudo, Platão que o entroniza na República em plena época clássica (século IV a. C.). Ele e os neoplatônicos influenciaram grandemente o pensamento cristão. São conhecidas duas obras completas (Hinos Órficos e Argonauticas Órficas), numerosos fragmentos e uma longa lista de obras, que Suidas, atribui ao próprio Orfeu.

Há dúvidas se Orfeu teria sido um personagem histórico. A lenda diz que teria nascido na Trácia e era filho de uma Musa e Eagros, rei da Trácia. Outra versão, apresenta-o como filho do próprio Apolo. Orfeu é considerado como o maior músico da antigüidade, não só pela música como pelo canto. Todos os poetas antigos celebraram sua lira, pois esta teria sido inventada ou aperfeiçoada por ele, pois aumentou-lhe o número de cordas, de sete para nove, numa homenagem às Nove Musas. Seus acordes eram tão melodiosos que os homens e os animais quedavam paralisados para o escutar. Os animais ferozes deitavam-se a seus pés como cordeiros; as árvores vergavam para melhor escutá-lo; os homens mais coléricos sentiam-se penetrados de ternura e bondade. Educador da humanidade, conduziu os trácios da selvageria para a civilização. Iniciado nos ‘mistérios’, completou sua formação religiosa e filosófica viajando pelo mundo. Ao retornar do Egito, divulgou na Hélade a idéia da expiação das faltas e dos crimes, bem como os cultos de Dioniso e os mistérios órficos, prometendo a imortalidade a quem neles se iniciasse.

Juntou-se à expedição dos Argonautas, assim chamados por causa do navio Argos no qual embarcaram para a Cólquida em busca do Tosão de Ouro. Este célebre navio transportou a fina flor da mocidade grega, cerca de 55 heróis, dos quais cita-se: Jasão, promotor e chefe da empresa, Héracles (que participou só no começo da missão), Argos, Castor e Pólux, Deucalião, Glauco, Laertes, pai de Ulisses, Oileu, pai de Ajax, Peleu, pai de Aquiles, o nosso poeta Orfeu e muitos outros. Teve participação expressiva, pois salvou-lhes a vida em diversas oportunidades: seja acalmando o mar encapelado; seja dando cadência, com a sua música, aos remadores; seja entorpecendo o dragão da Cólquida, o guardião do Tosão de Ouro, ao som de sua cítara; seja recobrindo a música maléfica das Sereias com o som de seu instrumento.

Ao regressar da expedição dos Argonautas, casou-se com a ninfa Eurídice a quem amava perdidamente. Acontece que no dia de suas núpcias, o apicultor Aristeu tentou violar a esposa de Orfeu. Eurídice, ao fugir de seu perseguidor, pisou uma serpente que a picou, causando-lhe a morte. Possuído por um desgosto inconsolável, o poeta deixa de cantar e tocar e permanece em silêncio soturno pela morte da esposa. Resolveu, então, descer às profundezas do Hades, para traze-la de volta ao mundo dos vivos. Orfeu desce aos infernos e, com sua cítara e sua voz divina, encantou de tal modo o mundo plutônico que a roda de Exíon parou de girar; o rochedo de Sísifo deixou de oscilar; Tântalo esqueceu a fome e a sede e as Danaídes descansaram de sua faina eterna de encher os tonéis sem fundo. Às margens do Styx, tange de tal modo sua cítara que Caronte e Cérbero deixam-no atravessar o rio. Comovidos com tamanha prova de amor, Plutão e Perséfone concordaram em devolver-lhe a esposa. Impuseram-lhe, contudo, uma condição: ele seguiria à frente e ela lhe acompanharia os passos. Enquanto caminhassem pelas trevas infernais, acontecesse o que fosse, Orfeu não poderia olhar para trás, até que o casal transpusesse os limites do império das sombras. Orfeu aceita a imposição e inicia a sua volta. Estava quase alcançando a Luz quando olhou para trás, transgredindo a ordem dos deuses. Ao voltar-se, viu Eurídice esvaindo-se para sempre. Tentou ainda retornar, mas o barqueiro Caronte foi implacável na sua recusa.

Inconsolável, tomado de amor pela sua musa, o vate passa a repelir todas as mulheres da Trácia. Por causa disso, uma vertente da lenda conta que Orfeu foi estraçalhado pelas enfurecidas mulheres de sua terra. Outra, afirmava que tinha sido esquartejado pelas Mênades por ter abandonado o culto de Dioniso pelo de Apolo. Seja como for, o fato é que ele reuniu-se a Eurídice nos Campos Elícitos, e encanta com seus hinos (poemas) ao próprio Hades e Perséfone, e a todos aqueles que o ouvem.

 

II – Orfismo

 

O orfismo é um movimento religioso complexo onde se detectam influências dionisíacas, pitagóricas, egípcias, apolíneas e obviamente orientais.

Rejeita os ritos dionisíacos, nos quais os iniciados despedaçavam a vítima viva e ainda palpitante, pois eram radicalmente vegetarianos. A antropologia órfica tem como fundamento o crime dos Titãs, contra Zagreu, o primeiro Dioniso, a mando da ciumenta Hera. A mitologia conta que Dioniso-Zagreu era filho de Zeus com Semele, uma mortal que, aconselhada pela deusa esposa Hera, pediu a Zeus que o queria ver com os olhos mortais, o que era um verdadeiro suicídio. Ao se apresentar a Zeus, a mortal não pôde suportá-lo em toda a sua radiante epifania. Morreu carbonizada e o feto foi recolhido por Zeus e agasalhado em sua coxa até o nascimento. Mais tarde, os Titãs, ainda a mando de Hera, após raptarem Zagreu, mataram-no e cozinharam-no num caldeirão. Em seguida, devoraram-no. Atena salvou seu coração e o entregou a Zeus. Zeus, possesso, fulminou os Titãs, transformando-os em cinzas. Dessas cinzas, nasceram os homens, com sua dupla natureza: o mal advindo de sua natureza titânica e o bem, representado pelo menino Dioniso-Zagreu que os Titãs tinham devorado. A chispa do divino, que o homem carrega dentro de si, advém pois de Dioniso, deus da fertilidade e também da morte.

Os órficos substituíram a “folia” dionisíaca pela catarsis (purificação) apolínea, tão praticada no oráculo de Delfos. Este comandava a religião estatal freando qualquer inovação que significasse um rompimento com o métron, tão conhecidos na lição apolínea por excelência: ‘conhece-te a ti mesmo’ e ‘nada em demasia’. Os órficos purificavam-se nesta e na outra vida, visando libertar-se do ciclo das existências. A religião apolínea era o bem viver; a órfica, o bem morrer. Através da prece e da oferenda, a purificação – catarsis – é um dos ritos principais das religiões antigas. Ao contrário dos cultos dionisíacos, os apolíneos eram públicos, pois rejeitavam os mistérios das iniciações e dos ritos secretos. Conhece-se muito pouco dos ritos secretos e das iniciações órficas. Os órficos resolveram o problema da culpa de forma original na cultura grega: a culpa é sempre de responsabilidade individual e por ela se paga aqui; quem não conseguiu purgar-se nesta vida, pagará por suas faltas no além e nas outras reencarnações até a catarsis final.

A semelhança entre o orfismo e o pitagorismo, nos aspectos religiosos, é por demais sintomática: o dualismo corpo-alma, a crença na imortalidade da alma, a metempsicose, a punição no Hades, a glorificação final da psique nos Campos Elíseos, o vegetarianismo, o ascetismo e a importância das purificações. Por outro lado, o orfismo era menos elitista do que o pitagorismo, menos esotérico e não se imiscuia em política.

Orfeu é essencialmente um reformador. O orfismo quebra com a religião homérica, principalmente no tocante à sua teogonia. Sumariamente, a teogonia órfica afirma o seguinte: na origem estava Cronos (o Tempo) e dele saíram o Éter e o Caos que geraram o Ovo Cósmico, um ovo de prata imenso. Desse Ovo surgiu o deus andrógino Fanes, mais tarde chamado de Eros. Após seu nascimento, a parte superior do ovo tornou-se o céu e a parte inferior, a terra. Fanes criou a lua e o sol, os outros deuses e o mundo. Zeus, contudo, engole Fanes e toda a criação. Houve a produção de um mundo novo, tornando-se, a partir daí, o criador único. A seguir, Zeus criou um numeroso panteão no qual é preciso salientar Dioniso-Zagreus que terá realce fundamental no orfismo.

O orfismo propugna por uma noção de um deus criador, soberano, simbolizando a vida universal. Contudo, o rompimento mais radical com o mito homérico é na parte escatológica, ou seja, na ciência dos fins últimos do homem, naquilo que deverá seguir à vida terrestre. A descida ao Hades, simboliza a vida após a morte. A concepção órfica da imortalidade advém de um crime primordial: a alma está enterrada no corpo como se fosse um túmulo (soma-sema, que significa em grego corpo-túmulo). Como conseqüência, a existência encarnada se assemelha mais a uma morte e o falecimento constitui o começo da verdadeira vida. Esta verdadeira ‘vida’ não é obtida automaticamente; a alma será julgada segundo as suas faltas e os seus méritos. Após um certo período, ela reencarna. A influência egípcia – julgamento de Osíris e reencarnação – é inegável. Através das reencarnações, a alma vai se purificando. Quando completamente purificada, sai desse ciclo de gerações para reinar entre os heróis. O destino, obviamente, não será o mesmo para os iniciados órficos e os profanos. O mortal comum profano deverá percorrer dez vezes o ciclo antes de escapar.

Em lamelas órficas ou orfico-pitagóricas encontradas, estão incrustados versos de aconselhamento à alma do morto para sua viagem em direção ao Hades. Em lá chegando, deve escolher entre um caminho da direita e um da esquerda. “À esquerda da morada do Hades, tu encontrarás o Lago da Memória, e os guardiões estarão lá. Diga-lhes... ‘eu sou o menino da Terra e do Céu estrelado, mas estou morrendo de sede. Dá-me rapidamente a água fresca que flui do Lago da Memória’. Para a alma que deve retornar a terra para reencarnar-se, essa água do Lethes tem por função não esquecer sua existência terrestre mas eclipsar a recordação do mundo pós-morte. O orfismo assim reverte a função da água do Esquecimento pela nova doutrina da transmigração. O esquecimento não simboliza mais a morte, mas o retorno à vida. A alma que teve a imprudência de beber na fonte do Lethes reencarna e será novamente projetada no ciclo do devir. Para aquelas almas que não precisam mais se reencarnar, é aconselhado evitar a água do Lago da Memória e passar ao caminho da direita. E está escrito numa das lamelas: “Venho de uma comunidade de puros, ó puro soberano dos Infernos”. Ao que Perséfone replica: “Saúdo-te, toma o caminho da direita em direção aos prados sagrados e aos bosques de Perséfone”.

A sede da alma, comum a tantas culturas simboliza a ressurreição, no sentido da passagem definitiva para um mundo melhor. Se, para os gregos “os mortos são aqueles que perderam a memória”, o esquecimento para os órficos não mais configura a morte, mas o retorno à vida.

 

Trechos do texto de Venerável William Almeida de Carvalho 33 QCCC MPS

http://www.freemasons-freemasonry.com/8carvalho.html

 

 

* * *

 

 O orfismo proclama a imortalidade da alma, sendo esta que dá a personalidade ao homem, e é herdeira de uma estória e de um trajeto evolutivo, sempre se aperfeiçoando nesta e em inúmeras outras vidas, até que consiga se assemelhar ao máximo a Deus.

 

 Na religião órfica supunha-se que, apenas quando estava “fora do corpo” é que a alma revelava sua verdadeira natureza. Ela não era meramente um débil duplo do eu, como em Homero, mas um Deus caído, que deve ser restaurado ao seu estado mais elevado por um sistema de “purificações” (katharmoi) e “orgias” (sacramentos). Dessa forma, a nova religião teve um apelo imediato à toda sorte e condição de homens, que não encontravam satisfação no culto aos secularizados deuses antropomórficos dos poetas e da religião estatal. Na religião órfica, o corpo físico (soma) era entendido como uma prisão para a imutável, verdadeira essência (psyche) da pessoa. Eles tinham um dito: soma sema, “o corpo é um túmulo”. De acordo com a estória da criação órfica, os homens possuem uma natureza dual: uma titânica (terrena e corruptível) e outra dionisíaca (imortal). Ao mesmo tempo que desviava dos conceitos gregos anteriores de que a humanidade e os deuses estavam para sempre separados, também introduzia o conceito do “pecado” original. De acordo com as doutrinas órficas, as pessoas deveriam se esforçar para afastarem-se do elemento titânico ou maléfico de suas naturezas, e buscar preservar sua natureza divina ou dionisíaca. O triunfo do elemento dionisíaco seria assegurado pela observação dos ritos órficos de purificação e ascetismo. Através de uma longa serie de reencarnações, as pessoas poderiam se preparar para a vida além. Se tivessem vivido no mal, seriam punidas; mas se tivessem vivido uma vida santificada, depois de suas mortes as suas almas se tornariam completamente livres dos elementos titânicos e se reuniriam com a divindade. A religião órfica introduziu duas inovações na Grécia. Ela usava uma revelação escrita como fonte de autoridade religiosa, e seus aderentes estavam organizados em comunidades, baseados não em um real ou suposto laço de sangue, mas numa adesão voluntária e em iniciação.

 

 Os Mistérios menores representavam a descida da alma ao corpo, e os Mistérios maiores tinham a intenção de tipificar as visões esplêndidas, ou o feliz estado da alma, quando purificado da natureza material.

 

 O poder das orações (hinos) consiste numa certa simpatia e similitude de natureza, pois o bem universal é a causa daquele bem que pertence a você por participação. Se um pedaço de papel é aquecido, e depois colocado perto de uma lâmpada, ainda que ele não toque o fogo, o papel poderá repentinamente inflamar-se, e o fogo descerá da parte superior para a inferior. Esse papel aquecido podemos comparar a uma certa relação de inferiores para superiores; e essa aproximação a uma lâmpada, ao uso oportuno das coisas de acordo com tempo, lugar e matéria. (Porfírio)

 É narrado que Orfeu foi destruído de várias maneiras porque os homens participavam parcialmente da harmonia órfica, pois eles não podiam receber um conhecimento universal e perfeito. (Thomas Taylor, The Hymns of Orpheus)

  


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História e Pesquisa
ANO II - Nº 89
Publicado em:20.09.09
Palavras Iniciais

Abaixo reproduzo texto gentilmente cedido pela Loja Jinarajadasa da Sociedade Teosófica no Brasil, Rio de Janeiro, que trata de uma suposta substituição do verdadeiro Messias - Apolonio de Tiana - sobre o qual existiam fartos registros de suas atividades, feitos milagrosos, pregações..., por um personagem criado - Jesus de Nazaré - sobre o qual, evidentemente, não existiam registros documentais, substituição essa perpretada pelos clérigos pagãos da Igreja Católica constituída no Concílio de Nicéia, em 325 DC.


Este texto, independentemente do autor querer provar algo no mínimo curioso, contém algumas informações interessantes; os comentários são do autor do site original. Só traduzimos a introdução e o primeiro capítulo; quem puder traduzir o restante, favor entrar em contato)

 

 

Apolônio, o Nazareno

R. W. Bernard, B.A., M.A., Ph. D.

 

[Antiquus Arcanæ Ordinis Rosæ Rubæ Aureæ Crucis (Antiga Ordem Mística Rosa Cruz) (AMORC) Antigo Grande Mestre Francês, Raymond Bernard [1921-] (pai de Christian Bernard) criou uma ordem chamada C.I.R.C.E.S. no início dos anos setenta, focando na herança dos Templários, Ordem dos Pitagóricos e Ordem de Melchizedec.]

 

Prefácio

Por mais de dezesseis séculos, a Igreja Cristã tem estado pregando sua religião para o mundo. Quando nós consideramos os eventos horríveis que aconteceram no meio de pessoas professamente Cristãs durante o recente holocausto mundial, resultando na morte de uma significante porção da população do mundo, nós devemos concluir que existe algo radicalmente errado com uma religião que, depois de ter sido pregada e praticada por tantos séculos, levou seus seguidores a tal terrível situação atual, convertendo este planeta em um vasto matadouro encharcado em sangue humano, resultante do assassinato em massa de cristãos de uma nação por cristãos de outra, cada um sendo apressado em e santificado por seus próprios sacerdotes.

E tal condição prevaleceu na cristandade desde quando a religião Cristã foi inicialmente criada, organizada e estabelecida no ano 325 D.C. por clérigos pagãos romanos reunidos no Conselho de Nicéia. Este Conselho era presidido de pelo arqui-assassino Constantino, Imperador de Roma, que assassinou, a sangue frio, uma dúzia de seus parentes próximos, inclusive sua própria esposa.

E a história do Cristianismo não foi mais honrada que sua origem; pois desde que Constantino o estabeleceu pela primeira vez como religião oficial de Roma, foi responsável pelas mortes de mais de cinqüenta milhões de pessoas inocentes, sob a acusação de que eles eram "hereges," pois eles se recusaram a aceitar os dogmas desarrazoados da igreja – inclusive mais ou menos três milhões de mulheres que foram queimadas vivas como "bruxas" em tempos comparativamente recentes por homens que chamavam a si mesmos de sacerdotes da religião Cristã.

O que iria pensar o fundador do Cristianismo, o Nazareno suave e Príncipe da Paz, sobre os crimes que têm sido perpetrados através dos séculos em seu nome, por uma igreja que professa ser seu representante na terra – a Igreja Militante! O que ele pensaria sobre o apodrecimento de cadáveres de mais de cinqüenta milhões de seus irmãos e irmãs afetuosamente amados, que foram mortos por esta mesma igreja porque eles se recusaram a aceitar suas falsidades e, contrariamente, preferiram seguir a Verdade, da qual ele era o grande expoente?

E pode ser esperado que uma igreja cuja Inquisição deixou tal registro negro atrás de si, nos ofereça um documento escrito (O Novo Testamento) que seja aceito como as palavras autênticas de um homem que ensinou a paz, perdão e generosidade, em lugar de assassinato sangrento? E pode ser possível que, não só os ensinos mas também a história da vida, e até o nome do Nazareno, durante o curso dos séculos, possa ter sido alterado pelos copistas eclesiásticos da Igreja de Roma nos interesses de seus dogmas e ambições ao poder temporal?

Pode ser que o Nazareno original, o Essênio pacífico, cuja bondade e pacifismo foi estendido não só para humanidade mas para o mundo animal também, tenha sido transformado pelos homens entrincheirados de Constantino, os sacerdotes pagãos romanos que se tornaram os Pais da Igreja do Concílio de Nicéia, em outro homem – chamado "Jesus Cristo" – mais aceitável para seu imperador? Esse foi realmente o caso, e é o objetivo das páginas seguintes, dedicada a vida e ensinos deste homem desconhecido, provar isto.

Dois mil anos atrás um grande instrutor da humanidade apareceu no mundo. Ele era um filósofo, um líder social, um instrutor moral, um reformador religioso e um curador. De um extremo do Império Romano ao outro, onde quer que ele fosse, honras divinas eram dadas a ele – por todos, de escravo a imperador. Ele era indubitavelmente o maior homem de sua época; e sua data de nascimento (4 A.C. [=3 BCE, cientificamente]) e período de atividade coincidiram exatamente com aqueles do Messias Cristão, exceto que sua vida de incessante trabalho no interesse da humanidade estendeu-se por mais de um século, durante o qual ele preservou sua saúde de corpo e brilho de mente incólumes pela passagem do tempo. Ele era um exemplar supremo de perfeição humana – fisicamente, mentalmente e espiritualmente. Mais de dezessete templos foram erguidos em sua honra em várias partes do Império Romano.

Seu nome era APOLÔNIO DE TIANA.

Não surgiu neste mundo ninguém mais humanitário e nenhum maior reformador social para ajudar a raça humana e redimi-la do sofrimento. Sozinho, ele desafiou os tiranos mais sangrentos que já se sentaram no trono romano – Nero e seu mais terrível sucessor, Domiciano. Apolônio sem temor viajou de um extremo do Império Romano ao outro, incitando revoluções contra estes déspotas, e estabelecendo comunidades solidárias entre seus seguidores, os primeiros cristãos, que levavam o nome de Essênios. E não satisfeito com tais atividades nas províncias romanas, ele entrou corajosamente em Roma propriamente, depois de todos os filósofos terem sido expulsos da cidade sob a penalidade de morte pelo cruel Domiciano; lá ele denunciou abertamente o tirano, pelo que ele foi preso e lançado em um calabouço, aguardando morte certa que porém, devido a sua brilhante fala em autodefesa e seus extraordinário poderes da mente, ele evitou, assegurando sua liberdade.

Dois séculos depois de Domiciano, o arqui-assassino e degenerado Constantino se sentou no trono de Roma. Enquanto antigos imperadores romanos odiaram Apolônio por causa de suas atividades revolucionárias e comunistas, Constantino odiou especialmente seus ensinos Pitagóricos – sua defesa estrita do vegetarianismo, abstinência de álcool e continência. Constantino apreciava demasiadamente as carnes vermelhas, os vinhos fluentes e as mulheres bonitas de suas diversões noturnas para estar disposto a aceitar a religião da qual Apolônio era o líder reconhecido: uma religião que ele importou da Índia, baseada nas doutrinas de Krishna e Buda e que levava o nome de "Kristosisma" Essênio. Foi por essa razão que Constantino dirigiu seus exércitos para exterminar os descendentes dos seguidores Essênios de Apolônio, que eram conhecidos como Maniqueístas.

[comentário: Para informação adicional sobre esses Maniqueístas Essênios, veja “Maniqueísmo: A Mais Perigosa Religião do Mundo?”]

Achando que a religião de Roma estava num estado de avançada decadência e estava perdendo diariamente o controle das massas, enquanto o culto de Apolônio e das comunidades fraternais de seus seguidores do Maniqueísmo, apesar da severa perseguição, continuava espalhando-se, ameaçando os interesses adquiridos de Roma, os capangas de Constantino – os sacerdotes pagãos da religião romana – decidiram fazer uma convenção em Nicéia no ano 325 D.C., com a finalidade de estabelecer uma nova religião. Eles decidiram assumir o comando da popularidade que os seguidores de Apolônio desfrutavam, apropriar-se de suas doutrinas essenciais (alterando-as de forma que elas pudessem ser aceitáveis para Constantino), e substituir o filósofo Apolônio, cujo Pitagorismo abstêmio era muito bem conhecido e demais odiado por seu imperador, por um Messias supra-natural cujos ensinos seriam menos radicais e mais aceitáveis para ele.

Então no lugar de Apolônio de Tiana, eles põem seu recentemente criado Salvador, a quem eles nomearam "Jesus Cristo," que então e lá, foi primeiramente concebido e criado nas mentes dos padres romanos que foram mais tarde conhecidos como os Pais de Igreja do Concílio de Nicéia.

Assim que Jesus foi posto no lugar de Apolônio, a tarefa dos clérigos romanos era destruir todos os registros relativo a Apolônio e seu Primeiros seguidores Cristãos Essênios durante os primeiros três séculos, de forma que o mundo pudesse ser mantido para sempre na escuridão relativamente a este engano colossal e fingir que Jesus e a religião Cristã, que eles originaram no princípio do Quarto Século D.C., pré-datava sua criação por três séculos. Foi por essa razão que a biblioteca de Alexandria e outras bibliotecas antigas foram queimadas, de forma que todos os livros escritos durante e pertencendo aos primeiros três séculos de nossa Era Comum pudessem ser destruídos.

[Comentário: A Biblioteca em Alexandria foi queimada em várias ocasiões, tanto por incêndio premeditado como por acaso. O incêndio referido acima aconteceu no ano 389 CE durante o reinado de Imperador Theodosius I. Ver "Imperador Theodosius, Papa Hitler I."]

E tão bem obtiveram sucesso os clérigos em arrasar tais registros que, por quase dois mil anos, o mundo tem sido mantido em ignorância com relação ao fato de que Apolônio de Tiana era reconhecido como o instrutor mundial do Primeiro Século, e que, durante aqueles primeiros três séculos, antes de ser criado no Conselho de Nicéia como um Messias alternativo para Apolônio, nenhum homem tal como Jesus Cristo foi conhecido ou mencionado por alguém!

Nenhuma perda cultural maior aconteceu do que a que ocorreu quando a turba Cristã ateou fogo aos livro e manuscritos da Biblioteca de Alexandria [em 389 CE], a fim de destruir todos os registros de Apolônio de Tiana, de forma que o mundo pudesse ficar para sempre ignorante de sua existência e de sua substituição pelo previamente não existente e desconhecido Jesus, que aconteceu no Conselho de Nicéia no ano 325 D.C. Mas felizmente, um certo livro sobreviveu – o LIVRO PROIBIDO – de todos os livros naquela grande biblioteca – o que era o mais temido. Era A VIDA DE APOLÔNIO DE TIANA, por seu biógrafo Filóstrato. O livro tinha sido secretamente levado para o Oriente Próximo por motivo de segurança; e por mais de mil anos foi preservado no meio dos Árabes, apesar de todos os esforços dos Cruzados – no interesse do Papado – de destruí-lo.

Um pouco mais de quatro séculos atrás, este livro proibido foi trazido da Europa Oriental; e não foi senão em 1801 que a primeira tradução inglesa completa foi feita do latim, apesar da oposição do clero, que, quando não mais capaz de suprimir sua publicação, obtiveram sucesso em mantê-lo no esquecimento e em manter a mesma ignorância popular de Apolônio e seu significado histórico que existia durante a Idade Média. Tanto sucesso eles obtiveram que, apesar de quando apareceu a primeira edição inglesa de Bount da biografia de Filóstrato de Apolônio no começo do Décimo nono Século, seu nome estivesse em toda conversa do inglês culto, atualmente, um século mais tarde, ele é quase completamente desconhecido, até em círculos acadêmicos; menção a ele foi omitida de trabalhos históricos e do currículo educacional – de forma que, por mais paradoxal que seja, o maior homem do mundo ocidental durante os últimos dois mil anos esteve completamente removido das páginas da história.

É o propósito deste livro apresentar a vida e ensinamentos deste homem.

Comentário: Todo esse material do Dr. Bernard foi escrito em 1964. Pode ser encontrado no seguinte endereço na rede:

 

http://www.apollonius.net/bernardCe.html

 

 

Apolônio, o Nazareno

Parte 1

O Apolônio Histórico Versus O Jesus Mítico

 

No ano 325 D.C. foi perpetrado uma das mais colossais fraude e engano dos anais da história. Esta foi a data do Concílio de Nicéia, cuja tarefa era criar uma nova religião que fosse aceitável para o Imperador Constantino, que, no momento, estava comprometido com a perseguição sangrenta daqueles ‘comunistas’ e pacifistas dos tempos antigos que eram conhecidos como primeiros cristãos. O que fez Constantino, em meio ao seu massacre inumano destas pessoas indefesas e menosprezadas, repentinamente abraçar essa religião e se tornar seu mais forte protagonista, é um dos enigmas da história que nunca antes foi elucidado. Neste ponto Reville, um apologista católico, escreve : 

"O reconhecido triunfo do Cristianismo durante o reinado de Constantino sempre tinha sido considerado coma uma das mudanças inexplicáveis e uma daquelas surpresas históricas que, desconexas como elas pareçam ser com quaisquer fenômenos do passado, podem quase parecer milagrosas. Desejaríamos descobrir por qual processo a mente humana passa tão rapidamente de uma negação despreziva e absoluta dos ensinos do Cristianismo para um interesse e declarada simpatia para as doutrinas do novo credo. ... Foi no Quarto Século, logo depois das perseguições mais violentas, que o Cristianismo, ainda que abraçado e professados somente por uma minoria, teve sucesso em se elevar a uma posição dominante em ambos os aspectos sociais e políticos."

Ciente de que a velha religião de Roma estava em um estado de decadência avançado e perdia diariamente sua influência sobre as pessoas, enquanto o perseguido culto do Essênios, ou primeiros cristãos, apesar de todos os esforços para suprimi-lo através dos meios mais sangrentos e inumanos, continuavam a prosperar e ganhar o respeito crescente das massas, os Pais de Igreja, eles mesmos previamente pagãos, cujas mãos estavam manchadas com o sangue daqueles de quem eles roubaram sua religião, perceberam que adotando o Cristianismo (em uma forma revisada) eles poderiam aproveitar-se do prestígio popular criado pelo martírio dos primeiros santos Cristãos e ao mesmo tempo ganhar o apoio de Constantino que, ao ser convertido na fé Cristã, podia cobrir seus próprios crimes passados, aumentar o apoio público e estender e consolidar seu império.

A fim de fazer o culto previamente menosprezado dos Essênios, ou primeiros cristãos, aceitável para Constantino, Imperador de Roma, os Pais de Igreja tiveram que remover de seus ensinos certas doutrinas que eles sabiam que seriam desagradáveis para ele. A principal entre estas era a proibição contra o uso de carnes e vinhos, que era uma doutrina cardeal do primitivo Cristianismo dos Essênios. Foi por essa razão que os clérigos em Nicéia acharam necessário remover dos Evangelhos estas doutrinas desagradáveis, pois eles sabiam que Constantino amava demais as carnes vermelhas e os vinhos fluentes de suas diversões noturnas para estar disposto a aceitar uma religião que exigia de seus aderentes completa abstinência destas indulgências, como o primitivo Cristianismo Essênio fez. Para realizar isto, certos “revisores" foram designados, cuja tarefa era rescrever os Evangelhos, omitindo tudo que pertencesse ao vegetarianismo e abstinência de álcool. Os Pais de Igreja tiveram uma razão adicional para fazer isto – pois eles mesmos não tinham nenhum desejo em fazer tal mudança radical em seus próprios vívidos hábitos.

Que os Evangelhos originais foram re-escritos e alterados no Conselho de Nicéia é indicado pela seguinte declaração do Arqui-Diácono Wilberforce, que escreve:

"Alguns não estão cientes que, depois do Conselho de Nicéia, D.C. 325, os manuscritos do Novo Testamento estavam consideravelmente modificados. Prof. Nestle, em sua 'Introdução à Crítica Textual do Testamento Grego,' nos diz que certos estudiosos, chamados ‘revisores', eram designados pelas autoridades eclesiásticas, e de fato comissionados para corrigir o texto da Escritura no interesse do que era considerado ortodoxia."

Comentando nesta declaração, Rev. G. J. Ouseley em seu "O Evangelho dos Doze Santos" escreve:

"O que estes 'revisores' fizeram foi cortar dos Evangelhos com cuidado minucioso, certos ensinos de nosso Senhor que eles não se propunham seguir – isto é, aqueles contra comer carne e tomar bebida forte – e tudo que poderia servir como um argumento contra comer carne, tais como as exposições de interferência do nosso Senhor em várias ocasiões, para salvar animais de maus tratos."

Existe evidência para indicar que não só as doutrinas originais do primitivo Cristianismo dos Essênios foram radicalmente modificadas no Concílio de Nicéia e substituída por outras completamente diferentes, mas que o homem cuja vida era uma incorporação das doutrinas originais foi igualmente substituído por outro homem que exemplificou as novas doutrinas. O nome do segundo homem, que não era um vegetariano e que não proibia a matança de animais, era Jesus Cristo, que foi colocado no lugar de Apolônio de Tiana, o histórico instrutor mundial do Primeiro Século.

O primeiro ato dos Pais de Igreja, depois deles criarem sua nova religião e seu messias, nenhum dos quais existiam previamente, foi queimar todos os livros em que eles podiam colocar suas mãos, especialmente aqueles escritos durante os primeiros séculos, que não fazia nenhuma menção de Jesus e que se referia a Apolônio como líder espiritual do Primeiro Século, percebendo que, se esses livros não fossem destruídos, constituiriam uma ameaça perigosa para a sobrevivência de seu engodo. Foi por essa razão que os clérigos esmeraram-se tanto para queimar as bibliotecas antigas, inclusive a famosa Biblioteca de Alexandria com seus 400.000 volumes, que foi completamente queimada por édito de Theodosius, quando uma turba Cristã destruiu o Serapeum onde os rolos e manuscritos eram mantidos.

[Comentário: Este ato de destruição foi executado no ano 389, ou 64 anos após o Conselho de Nicéia. Para informações adicionais relativas à brutalidade e destruição pedidas pelo Imperador Theodosius, veja a seção antiga deste volume.]

Porém, os clérigos falharam em seu propósito, pois os bibliotecários da Biblioteca de Alexandria, antes do incêndio, que eles previram, secretamente removeram dela alguns dos mais preciosos volumes, que eles levaram para o oriente por segurança.

Em meio aos trabalhos que foram salvos deste modo das chamas da Biblioteca de Alexandria, o que criou a mais difundida e longamente continuada discussão foi a Vida de Apolônio de Tiana, escrito por Flavius Filóstrato no princípio do Terceiro Século D.C.. Como se por destino irônico, este livro – o qual de todos os livros queimados na Biblioteca de Alexandria era um dos mais perigosos – foi preservado através dos séculos, resistindo a todas as tentativas para destruí-lo. A razão por que este livro era tão temido pelos clérigos era porque, embora ele não fizesse nenhuma menção a existência de Jesus ou do Cristianismo, apresentou Apolônio de Tiana como o instrutor mundial universalmente aclamado do Primeiro Século, reverenciado de um extremo ao outro do Império Romano por todo mundo, do escravo mais humilde até o próprio Imperador.

Nenhum livro jamais escrito despertou tal acalorada argumentação por um tão longo período de tempo do que esta biografia escrita por Filóstrato. Dos primeiros séculos de nossa era, quando Hierocles e Eusébio primeiramente começaram essa discussão, até os dias de Blount, Voltaire e os Deístas, a controvérsia alastrou-se e não decresce. Pois Filóstrato em seu livro descreveu uma personalidade nascida no mesmo ano do nascimento de Cristo que, sob todos os pontos de vista, era igual, se não superior, ao messias dos Cristãos.

W. B. Wallace, em "O Apolônio de Filóstrato," chama a biografia de Filóstrato um "contra ataque pagão ao evangelho da Galiléia, representando um salvador grego como uma alternativa para o Semita." (Revisão de Westminster, julho-Dec. 1902). Além disso, os eventos principais das vidas de ambos os homens eram paralelos tão próximos que o leitor não pode deixar de concluir que se Jesus não for uma imitação fictícia de Apolônio, então Apolônio deve ser uma imitação dele, desde que seria altamente inverossímil que homens tão semelhantes tenham nascido no mesmo ano e terem biografias tão semelhantes.

F. A. Campbell, em seu "Apolônio de Tiana," escreve:

"O nascimento de Apolônio é atribuído ao ano 4 A.C. Mas como todo mundo sabe, a contagem atual do início da Era cristã é incorreta, e o primeiro ano do nosso Senhor devia ser datado quatro ou cinco anos mais cedo. Se o nascimento de Apolônio e de Cristo pertencem ambos ao mesmo ano, a coincidência autoriza mais atenção do que ela recebeu."

[Comentário: Isto está claramente errado. A inauguração do Calendário juliano não teve nada a ver com a inauguração do Cristianismo. É puramente coincidente que o Imperador romano Augustus Caesar proclamou o começo do Calendário juliano em um ano que em última instância coincidiu nitidamente com o nascimento deste denominado Messias.]

"A agradecida Tiana, assim como a ingrata Nazaré, criaram um profeta de vida inocente, de poder milagroso, de super abundante generosidade amorosa, e de virtude heróica. Ambos Apolônio de Tiana e Jesus de Nazaré nasciam no mesmo lustro, se não no mesmo ano. Ambos os bebês de Belém e de Tiana pareciam ter originado-se de um Pai divino e uma mãe humana, e estes dois seres sagrados respiraram pela primeira vez no meio de misericordiosos presságios e cantos sobrenaturais. Não foram estes os únicos paralelos nas biografias do Tiananense e do Nazareno."

"Os Cristãos Ortodoxos tinham sido acostumados a afirmar corajosamente a missão do filho de Maria; mas como um raio do céu azul, aqui estava Filóstrato se opondo a Mateus, Marcos, Lucas e João, e oferecendo um Messias alternativo."

Também é estranho que, apesar deles supostamente serem os maiores homens de seu tempo, não souberam da existência um do outro. E desde que existe de fato autêntica evidência histórica da existência de Apolônio, mas nem um fragmento de prova genuína da existência de Jesus, nós devemos concluir que se uma destas figuras é fictícia e outra uma imitação, é Jesus que é a ficção e Apolônio o personagem histórico. Relativo à existência, ou melhor, a não existência, de Jesus, Tschendorf escreve :

"Autor após autor, volume após volume sobre a vida de Cristo pode aparecer, até os arquivos do universo estarem cheios, e ainda assim tudo que nós temos da vida de Jesus pode ser encontrado no evangelho de Mateus. Nem uma única pessoa especialmente associada com Jesus é encontrada na história."

Na "Diegesis" de Thomas Taylor (1829, Oaknam, Inglaterra) nós lemos : [Rev. Robert Taylor]

"Nós investigamos as reivindicações de todo documento possuindo uma plausível reivindicação para ser investigado, que a história tenha preservado dos anais do Primeiro Século, e nem ao menos uma única passagem, que tenha sido escrita em qualquer momento dentro dos primeiros cem anos, pode ser produzida para mostrar a existência de um homem como Jesus Cristo ou de tal conjunto de homens que pudessem ser considerados serem seus discípulos."

Comentando esta declaração feita por Taylor, J. M. Roberts, em seu "Antigüidade Desvelada" (1892, Cia. de Publicação Oriental, Filadélfia) escreve:

"Por outro lado nós temos provas abundantes de que Jesus Cristo é fundado na conhecida vida de Apolônio de Tiana, cuja existência terrena nunca havia sido questionada, a qual são adicionadas passagens das vidas de vários personagens, e ensinamentos relativos aos deuses míticos de outras terras. O Prometeu dos gregos foi a figura que sugeriu a crucificação (também a crucificação de Krishna em tradições do Kristosite). Os Mistérios de Eleusis sugeriram a 'Última Ceia,' e esta junto com antigas doutrinas de adoração do sol, foram reunidas e representadas para serem uma história dos eventos conectados com a vida do Jesus Cristão. (Prometeu acorrentado no penhasco e seu sofrimento para o bem da humanidade, sugere Jesus na cruz, mudando Prometeu para Jesus e o Penhasco Scythian para a cruz.)

"No primeiro capítulo de Mateus a genealogia de Jesus é dada como a vigésima oitava geração após Davi através de José até Cristo. No terceiro capítulo de Lucas a mesma genealogia é dada como sendo a quadragésima terceira geração de Cristo através de José até Davi. É bastante notável que isto tenha passado desapercebido por parte dos tradutores, pois se existia qualquer coisa que eles deviam estar de concordo, é com respeito à ascendência de Cristo.

"Todos os cristãos que já viveram ou viverão, acharão seu Jesus ideal apenas um fantasma – um mito. Eles podem perseguir esse fato como uma criança iria perseguir uma borboleta através de um prado na tarde de verão, e vê-la escapar de sua apreensão. Jesus Cristão não é nada mais que o Krishna dos hindus." 

[Comentário: Note a semelhança lingüística das palavras "Krishna" e "Cristão." Em lingüística, K e CH são freqüentemente equivalentes como sons de consoantes, e na maioria dos casos vogais não são incluídas na lingüística comparativa – pois se vogais fossem consideradas na evolução das palavras, então os texanos modernos falariam um idioma diferente dos modernos moradores de Nova York, para dar um exemplo simples. Deste modo, quando estas duas palavras são lingüisticamente analisadas, ambas têm a seqüência de consoantes KRS(T)N, indicando uma fonte cultural comum.]

Nenhum escritor contemporâneo que viveu na época que Jesus deveria ter vivido fez menção dele; entretanto as insinuações forjadas como sendo de Jesus ocorrem no livro de Livy e Josefo. Em sua "História dos judeus," escrito no Primeiro Século, na época que Jesus teria desfrutado de sua maior popularidade no meio dos judeus se ele tivesse existido, apesar de páginas e páginas serem dedicadas a pessoas sem nenhuma importância, e que teriam sido esquecidas para sempre se Josefo não as tivesse mencionado, não existe uma única menção de Jesus na edição original. Neste ponto, Dr. Edmond B. Szekely, em seu livro "Origem do Cristianismo," escreve :

"Não existe uma palavra ou, melhor, não há uma palavra atualmente nos trabalhos de Flávio Josefo sobre o Messias, o Cristo crucificado por Poncio Pilatos, com exceção de uma rude interpolação, obviamente falsa. ... O silêncio de Josefo não é devido a desdém ou estudada neutralidade."

Em uma edição eslava do Oitavo Século do livro de Josefo, tal interpolação ocorre, fazendo referência a um certo Jesus, filho de José, e que cobre apenas o transcurso de um parágrafo, cuja brevidade revela claramente sua origem fraudulenta; pois se Jesus fosse mencionado mesmo, muito mais espaço teria sido dedicado a ele. E coincidentemente com tal interpolações dos primeiros autores, aconteceu a censura de todos os livros fazendo referência a Apolônio, cujo nome era omitido ou abreviado. (Deste modo, nas Epístolas originais de Paulo, que nós temos razões para acreditar que teve inicialmente Apolônio como sua figura central e foram escritas por ele, seu nome é abreviado para "Apollos" e "Pol," ou Paulo.)

Que Apollos (admitido por não menor autoridade que a Enciclopédia Britânica ser uma abreviação de Apollonius) era o real autor da Epístola aos hebreus, falsamente atribuída a Paulo, era a opinião de Martinho Lutero e outros eminentes estudiosos. E se Apolônio escreveu algumas das Epístolas denominadas Paulinas, existe a possibilidade dele ter escrito outras, e, de fato, todas.

Plutarco, o eminente filósofo e biógrafo, que viveu entre 46 e 120 A. D., certamente teria feito menção a Jesus se ele tivesse existido, pois ele escreveu quando a fama de Jesus teria estado em seu auge. Ainda, nos volumosos trabalhos de Plutarco, nem uma única referência a qualquer homem como Jesus pode ser encontrada. Embora a miscelânea escrita por Plutarco faça menção de ou aluda com inequívoca certeza a quase toda opinião religiosa e ética de sua época, ele é absolutamente silencioso no assunto do Cristianismo e sobre a existência de Jesus. Entretanto, como ele soube detalhes extremos das vidas de grandes homens que viveram séculos atrás, nós podemos acreditar que dificilmente Plutarco teria sido completamente desconhecedor da existência de tão grande homem como Jesus, que viveu apenas alguns anos antes. Isto é ainda mais assombroso porque as províncias de Bithynia e Pontus, onde Plutarco viveu, ficava apenas a uns poucos dias de jornada da Boetia, onde, se nós podemos acreditar nos escritores Cristãos, os prosélitos do Cristianismo estavam fervilhando no momento.

Mas enquanto Plutarco pertenceu a uma raça diferente e nasceu depois da alegada crucificação, Philo, um judeu, que viveu exatamente na mesma época, na primeira metade do Primeiro Século, e que visitou o Essênios e escreveu sobre eles, devia, mais que todos os outros, fazer menção de Jesus que, se ele vivesse, teria sido indubitavelmente o líder desta seita. Nem uma palavra é encontrada nos escritos de Philo relativa à existência de Jesus, da mesma forma que não há uma palavra na edição original da "História dos Judeus" de Flávio Josefo. Nem qualquer outro escritor no Primeiro Século fez menção de Jesus. Eles não fizeram porque ele ainda não existia. Ele foi primeiramente engendrado três séculos mais tarde, criado pelos clérigos em Nicéia, em seu esforço para achar um messias alternativo mais agradável para Constantino e os Romanos, para ser colocado no lugar de Apolônio.

Que os primeiros cristãos eles mesmos, e não só os Pagãos, eram ignorantes da existência de qualquer homem como Jesus foi claramente provado pelas pesquisas nas catacumbas de Eisler, um estudioso da arqueologia inicial do Cristianismo. Em seu trabalho "Orfeu o Pescador," Eisler mostra que nenhuma representação que retrate Jesus, a cruz ou a crucificação pode ser encontrada no meio das inscrições das catacumbas. Ao invés, uma figura grega é representada como líder da seita, um vegetariano e amigo de animais, retratado sob uma figueira – a de Orfeu tocando sua lira e cercado por animais amigáveis – ou como o Bom Pastor (Hermes) levando um cordeiro ao redor de seu pescoço. Estas representações se referem obviamente a Apolônio cujos ensinos cardeais consistiam em vegetarianismo e a abolição de sacrifícios animais. As descobertas de Eisler foram posteriormente verificadas por Lundy que, em seu " Cristianismo Monumental", um trabalho sobre arqueologia primitiva Cristã, reporta igualmente a completa ausência de qualquer referência nas inscrições das catacumbas sobre Jesus ou de um salvador crucificado, em cujo lugar é encontrado as familiares figuras gregas de Orfeu e do Bom Pastor, que são representados como amigos de animais.

O mais próximo ao original que pode ser encontrado do Jesus do Novo Testamento é um rabino chamado Jehoshua Ben Pandira, que viveu cerca de um século A. C.. Em seu livro "Vida de Jehoshua", o Dr. Franz Hartman declara que este filho ilegítimo de uma judia solteira, Stada, e um soldado romano, Pandira, que é mencionado no Talmud, era o Jesus original. Ele era citado como um rabino de não muita importância, que estudou os mistérios no Egito e que foi morto apedrejado, depois de uma tentativa de crucificação.

Buscando um substituto para Apolônio, os Pais da Igreja apossaram-se de Jehoshua; e mudando seu nome para o do deus druida do sol "Hesus" e transferindo para adiante um século a data de seu nascimento, ele foi transformado em Jesus. Neste assunto Manly Hall escreve:

"É inteiramente possível que os primeiros Pais de Igreja, buscando desesperadamente por um ser humano concreto em que pendurar o tecido de sua fé, tivesse escolhido Jehoshua Ben Pandira como o mais próximo paralelo encontrado no meio dos rabinos judaicos. Armado com este pequeno fragmento de história, eles começaram a correlacionar os dois – construindo em um pouco aqui e removendo algum fragmento contraditório ali – até que, veja!, o 'Rei dos Reis' é um Nazareno, apesar da opinião popular de que nada bom pode vir de Nazaré.

"Além disso, isto explica por que Helena, a mãe de Constantino, trezentos anos depois da morte de Jesus, era impossibilitada de achar entre todos os Judeus qualquer homem que tivesse até mesmo ouvido falar dele. De acordo com a história, ela finalmente encontrou acidentalmente um velho homem que reivindicou ter ouvido dizer que Jesus viveu. Ele a levou para um velho campo de execução romana onde as escavações revelaram várias cruzes. Quando todo o assunto tinha sido estabelecido para satisfação de todo mundo, Constantino, para mostrar sua extrema reverência, obteve um dos pregos da Paixão batido em um freio para seu cavalo.

"O mais desconcertante e comparativamente não solucionado mistério com que o teólogo Cristão é confrontado é a quase completa falta de evidência histórica relativa à vida de Cristo. Se nós aceitarmos que foram feitas algumas falsificações palpáveis, nosso conhecimento da vida de Cristo é principalmente baseado nas exposições dadas nos Evangelhos. ... As mais sombrias dúvidas existem sobre a autoria dos evangelhos do Novo Testamento. A enciclopédia Britânica não apenas reconhece estas dúvidas mas admite que não existe nenhuma prova de qualquer tipo de que os Evangelhos foram escritos pelos homens cujos nomes haviam sido anexados a eles em tempos mais recentes."

Em 1894, pareceu um notável livro escrito por J. M. Roberts entitulado “Antigüidade Desvelada”, em que eram apresentadas evidências para provar que nenhum homem como Jesus de Nazaré jamais viveu, mas o nome fora adotado pelos estruturadores do Cristianismo para encobrir a identidade de Apolônio de Tiana cujos ensinos e modo da vida eles se apropriaram indevidamente e usaram como modelo em que construir seu sistema. Ele acrescenta: "O mundo tem o incontrovertivel testemunho de que o Cristianismo é de origem espúria e o mais consumado plágio da história humana."

Em agudo contraste com a escassez, ou demasiada ausência, de informações relativas a Jesus, está a abundância de dados históricos confiáveis disponíveis relativos a Apolônio de Tiana que, durante o Primeiro Século, alcançou fama universal de um extremo do Império Romano ao outro, sendo honrado por todos. Mais de dezessete templos foram dedicados a ele em várias partes do império. Quase uma dúzia de Imperadores romanos o tinham em temor e reverência. (Os Imperadores romanos Vespasiano, Tito e Nerva, anteriormente a sua ascensão ao trono, foram amigos e admiradores de Apolônio, enquanto que Nero e Domiciano consideraram o filósofo com consternação.) O Imperador Septimius Severus (D.C. 193-211) ergueu uma estátua para ele em sua galeria de deidades no Panteão enquanto seu filho, Imperador Caracalla, honrou sua memória com uma capela ou monumento.

Lampridus, que viveu no Terceiro Século, adicionalmente nos informa que o Imperador Alexander Severus (D.C. 222-235) colocou uma estátua de Apolônio em seu estandarte {lábaro} lado a lado com uma de Orfeu. 

A esposa do Imperador Romano Septimius Severus, a Imperatriz Julia Domna, comissionou o filósofo Filóstrato, membro de um círculo de escritores que reuniam-se ao redor ela, para escrever a vida de Apolônio de Tiana baseada em manuscritos que estavam em sua posse, principalmente as memórias de Damis, discípulo e companheiro de peregrinações de Apolônio, além dos registros preservados nas diferentes cidades onde Apolônio era estimado; de templos cujos ritos longamente em desuso ele restabeleceu, de tradições, de epístolas de Apolônio endereçadas a monarcas e sofistas e de suas cartas – as quais o Imperador Hadrian fez uma coleção que ele guardou em seu palácio em Antium.

Julia Domna, conhecida como a imperatriz filósofa porque era cercada por homens de letras e filósofos e dispensava esclarecedor patrocínio para pensadores e eruditos, era a filha de Bassianus, sacerdote do sol em Emesa na Síria. Filóstrato era membro de um grupo de escritores e pensadores famosos que se reuniram ao redor dela. Ela era uma mulher de alta inteligência e notável pureza de caráter, vivendo em reclusão e dedicando seu tempo à literatura e filosofia em sua extensa biblioteca. Como no caso de Sappho, uma mulher igualmente de moralidade exemplar, ela foi falsamente difamada pelos escribas dos mesmos clérigos que foram mais tarde responsáveis pelo brutal assassinato de Hypatia. Estas três maiores mulheres da antigüidade, junto com Joana d’Arco, a maior mulher dos tempos modernos, foram todas vítimas de uma criminalmente ciumenta fraternidade machista clerical.

Outra biografia de Apolônio foi escrita por Soterichur de Oásis durante o reinado de Diocleciano que não existe mais, tendo sido destruída pelos cristãos junto com outros escritos antigos referentes a ele. Ainda outra biografia foi escrita por Moeragenes, que está igualmente perdida.

Apesar de ter sido escrita na primeira parte do Terceiro Século D.C., a biografia feita por Filóstrato de Apolônio de Tiana não foi permitida ser publicada na Europa até o ano 1501, quando Aldus imprimiu a primeira edição latina a aparecer na Europa. Esta foi seguida por traduções italianas e francesas, mas foi somente em 1680 que a primeira tradução inglesa foi feita por Blount, um Deísta inglês.

As notações de Blount ao livro levantaram tal clamor que em 1693 o livro foi condenado pela igreja e sua publicação posterior proibida. (Relativo aos efeitos da tradução de Blount, Campbell, em seu "Apolônio de Tiana," escreve: "Ferozes paixões foram soltas. Sermões, folhetos e volumes inteiros caíram sobre o presunçoso Blount como meteoros e granizos, e seus adversários não descansaram até que as autoridades o proibissem de imprimir os restantes seis volumes de sua tradução.")

Em suas notas Blount assinalou que "nós devemos admitir a verdade dos milagres de Apolônio assim como também aqueles de Jesus, ou, se o primeiro era inverídico, não existiria nenhum motivo para acreditar no segundo." As notas de Blount um século mais tarde foram traduzidas para o francês pelos Enciclopedistas. Porém, um século antes de Blount, Voltaire, O Grande de Aussy, Castillon e outros Deístas franceses escreveram com o mesmo efeito, considerando Apolônio como uma figura historicamente muito mais autêntica que Jesus, plenamente seu igual sob todos os pontos de vista, e digno de executar milagres se tais fossem possíveis. (Francis Bacon falou também de Apolônio nas mais enaltecedoras condições. No livro de Richard Burton "Anatomia da Melancolia" – que alguns atribuem a autoria a Bacon – apareceu uma citação da biografia de Filóstrato de Apolônio a qual Keats mais tarde se referiu em uma nota de rodapé no seu "Vampira.")

Blount, porém, traduziu só os dois primeiros livros do trabalho de Filóstrato (existiam oito ao todo, os seis restantes inéditos); e só foi em 1809 que a primeira versão completa inglesa era feita por Edward Herwick. (Em seu prefacio de seu trabalho entitulado "Os Primeiros Dois Livros de Filóstrato Relativo à Vida de Apolônio Tianaeus”, escrito originalmente em grego, e agora publicado em inglês, Blount, em proteção própria, e expressando obviamente opiniões contrárias ao que ele realmente acreditava, humildemente descreveu seu livro como ...

"Não mais do que uma nua narrativa da vida de um filósofo, não de um novo Messias, ou de qualquer maneira oposto ao antigo; não, Filóstrato não o faz em qualquer lugar tanto como não menciona o nome de Cristo. E se um Escritor Pagão (Hierocles) comparou Apolônio com Cristo, o que é que isso tem com Filóstrato, que nunca teve essa intenção ou projeto, pois eu não encontro referência a isso em qualquer página de seu livro? Porém, se Eusébio já tinha contra argumentado Hierocles, que contra argumentação eu poderia anexar a Filóstrato como um antídoto.

"A tradução inteira eu já terminei, e fui muito longe como você vê em minha ilustração, quando descobri que o alarme era dado em todas as partes porque um Perigoso Livro estava saindo; pois um livro como este desmascararia todos os ateus práticos (eles são o maior número de homens); poderia então provar ser de conseqüência perniciosa para o público. Acima de tudo e principalmente o Clero Papista ficou muito preocupado com isto, pois são tão zelosamente vingativos e maliciosos, que eu temi que podia acontecer comigo o que eles fizeram com o pobre Esopo (que apesar dele ter feito anedotas com vários grandes monarcas e potentados sem ser castigado pelos mesmos, ainda que só falando contra os sacerdotes de Delfos perdeu sua vida).

"Por este motivo, se o Clero tivesse considerado Apolônio apenas como um Vigarista e um Ilusionista, que ascendeu dos mortos, ele é um dos principais fomentadores desta Intriga Papista; ou que nunca tivesse existido qualquer homem como Apolônio, seja o que eles desejarem, de todo meu coração. Pois eu prefiro que ele seja depreciado em sua reputação, do que algum sombrio Cardeal, com sua longa barba, e seu excomungativo 'Ha,' me queime como um herege."

O volume de Herwick se tornou tão raro que em 1907, dois negociantes de livros Londrinos de reputação mundial procuraram e até anunciaram em vão por uma cópia. Isto indica quão bem a supressão eclesiástica deste temido livro teve sucesso. E atualmente raramente uma pessoa pode ser encontrada, até no meio mais educado, que tenha ouvido falar no nome de Apolônio de Tiana, muito menos saber qualquer coisa sobre ele; de acordo com Campbell, "Houve uma época em que o nome de Filóstrato e Apolônio de Tiana estava na conversa de todo homem inglês educado," ainda que o preconceito sectário contra Apolônio caracterizasse todo escritor anterior ao décimo nono Século. A popularidade de Apolônio nos tempos antigos contrastava diretamente com esse quase completo esquecimento atual.

Que Apolônio, um mero homem, pudesse rivalizar com Jesus, um deus, em tantos aspectos importantes, constituía, aos olhos dos clérigos, uma razão importante para suprimir o livro de Filóstrato, desde que ele tendia a diminuir a dignidade de seu Salvador. Que Filóstrato tenha composto A Vida de Apolônio de Tiana como um contra ataque pagão aos evangelhos Cristãos é uma opinião que era mantida por estudiosos respeitáveis tanto na época de Blount como anteriormente. (Esta opinião, que foi extensamente mantida por escritores Cristãos, é evidentemente falsa, pois o Cristianismo como nós conhecemos não existia na época que Filóstrato escreveu, pois ele não faz nenhuma menção a Jesus ou ao Cristianismo. Apesar deste fato, o livro tem sempre sido mantido sob grande suspeita; e até depois do Renascimento, quando foi introduzido na Europa, Aldus hesitou por um tempo antes dar o direito de publica-lo, finalmente resolvendo fazer, mas somando ao texto a resposta de Eusébio para a crítica de Hierocles sobre o Cristianismo, em que ele opôs Apolônio aos milagres Cristãos, dando desta forma, como ele expressou, "o antídoto com o veneno.")

Assim, o Bispo de Avranches, escrevendo no Décimo sétimo Século, expressa este modo de ver como segue: "Filóstrato parece ter feito sua meta principal depreciar ambas, a fé Cristã e a doutrina Cristã, que estavam progredindo maravilhosamente naquela época, pela exibição contrastante daquela representação superficial de uma ciência milagrosa, santidade e virtude. Ele inventou uma personalidade imitando Cristo, e introduziu quase todos os incidentes da vida de Jesus Cristo na história de Apolônio, para que os pagãos não tivessem nenhum motivo para invejar os cristãos, fazendo que ele aumentasse inadvertidamente a glória de Cristo, pois por atribuir falsamente a outro a verdadeira personalidade do Salvador, ele deu ao último o louvor que é devido apenas a Ele, e indiretamente ergueu-O para a admiração e elogio de outros."

Tredwell, em seu "Esboço da Vida de Apolônio de Tiana," escreve :

"Na época que começou a disputa relativa à religião Cristã, os cristãos acusaram Filóstrato de ter se apropriado dos eventos e milagres contidos no evangelho de Mateus para adornar sua vida de Apolônio de Tiana, e os pagãos fizeram contra acusações de plágio ao escritor deste evangelho. Estas acusações sobre as antigas exposições de Apolônio eram tidas como suficientemente importantes para encontrar esforços de refutação de cristãos eminentes; até mesmo nos dias atuais, Rev. Albert Réville não achou que estivesse abaixo de sua dignidade nem de sua grande erudição tentar, em 1866, uma refutação ‘desta grande e monstruosa calunia infiel’. Ele tentou mostrar num pequeno livro que levava o título de 'Apolônio, o Cristo Pagão do Terceiro Século' (significando o Primeiro Século) que Filóstrato tinha copiado os principais fatos do Evangelho de Mateus. Os fenômenos milagrosos eram relatados de maneira quase idêntica àqueles registrados por Mateus em seu evangelho de Jesus Cristo. E enquanto é dito que Jesus tinha estado expulsando demônios na Galiléia, Apolônio estava, de acordo com uma tradição bastante fidedigna, fazendo à humanidade um serviço semelhante na Grécia. Tal era a opinião dos escritores católicos sobre o assunto; e de acordo com Daniel Huet, esta constatação do Bispo de Avranches 'desde aquela época teve grande peso sobre todas as mentes pensantes’."

 

 

Tradução: MST - Jina 


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História e Pesquisa
ANO II - Nº 88
Publicado em:13.09.09
Palavras Iniciais

Uma explicação rápida e bastante concisa.


Teosofia e teologia



Por José Reis Chaves (*)

 

 

Por ser eu teósofo, muitos me têm perguntado o que é Teosofia, e se ela difere da Teologia.

Essa palavra vem do Grego: Teos (Deus) e Sofia (sabedoria). Etimologicamente, pois, Teosofia quer dizer sabedoria sobre Deus. Surgiu no 3º Século, com os grandes filósofos neoplatônicos Amônio Saccas, Plotino, Porfírio e outros. Santo Agostinho era um ardoroso adepto do Neoplatonismo. Foram também simpatizantes dessa doutrina São Gregório de Nissa e Orígenes, cognominado o “Santo Agostinho do Oriente” e “Adamantino”, tal era o brilho de sua inteligência. Os filósofos da Patrística ou Patrologia Latina são chamados de Santos Padres, e são os criadores da Teologia Cristã. Entre eles merecem destaque os dois santos citados e Orígenes. Os neoplatônicos procuravam identificar a mística cristã com a mística de Platão, e aceitava a reencarnação.

A união da Igreja com o Império Romano, a partir de Constantino e Teodósio, união essa desastrosa, mas, ao mesmo tempo, necessária e providencial, pois sem ela, a Igreja poderia ter desaparecido, acabou por modificar por completo as coisas. E com isso, desapareceu a Teosofia, que mais se ligava à meditação transcendental do que às cerimônias pomposas das igrejas. Já o neoplatonismo propriamente dito resistiu a tudo isso até o 13º Século, quando foi banido de vez do Cristianismo, sendo-lhe imposta, a partir de então, a Filosofia Aristotélico-tomista, para o que a Igreja usou os grandes talentos filosóficos de São Tomás de Aquino e Santo Alberto Magno, a partir do que se solidificou também a Filosofia Escolástica, com a qual muito contribuíram também Escoto Erigona, Abelardo, Pedro Lombardo, São Boaventura e Santo Anselmo. Quem se opusesse a essa nova ordem filosófica era preso, torturado e queimado vivo na fogueira da Inquisição, como aconteceu com os padres Giordano Bruno e Lucílio Vanini.

Todavia, tão logo terminara a Inquisição, todas as correntes filosófico-religiosas ocidentais, inclusive algumas católicas, começaram a inclinar-se novamente para o Platonismo e, conseqüentemente, o Neoplatonismo. E várias outras novas organizações religiosas, cuja filosofia tem algo a ver com o Platonismo, começaram a surgir, entre elas o Espiritismo. E reapareceu a Teosofia com Helena Blavatsky, em 1875, nos Estados Unidos, que lhe deu um novo nome: Sociedade Teosófica. Está ela presente hoje em mais de 60 países. E a sua base está em “A Doutrina Secreta”, de Blavatsky. Tem a Teosofia por finalidade o estudo comparado das religiões, e dos fenômenos ocultos do homem e da Natureza.

Destarte, o teósofo estuda as teologias das grandes religiões. Pode, é óbvio, ser adepto de uma delas ou não, mantendo, entretanto, um especial respeito para com todas elas. E seu lema é: “Não há religião maior do que a verdade”.

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(*) Autor do livro “A Face Oculta das Religiões” (Ed. Martin Claret), entre outros, E-mail: escritorchaves@ig.com.br  


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História e Pesquisa
ANO II - Nº 87
Publicado em:06.09.09
Palavras Iniciais

Realmente, ao que se sabe é que os profetas verbalizaram a Palavra de Deus. Como pôde haver tanta discordância entre um Profeta e outro se o Deus era o mesmo? Será tudo erro de tradução? Leiam e tirem suas conclusões.


CONTRADIÇÕES BÍBLICAS



em diversas fontes e confirmadas na Bíblia de Referência de Thompson, 6ª impressão, 1996



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"Eu li a Bíblia de capa a capa. Chamar aquele livro de 'a palavra de Deus' é um insulto a Deus. Chamar aquele livro de um guia moral é uma afronta à decência e dignidade dos povos. Chamá-lo de guia para a vida é fazer uma piada de nossa existência. E pretender que ela seja a verdade absoluta é ridicularizar e subestimar o intelecto humano." (Anônimo)

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1. Judas morreu...

 

... enforcado ...

(Mt 27:5) Então ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.

... ou foi morto por Deus?

(At 1:18) Ora, este [Judas Escariotes] adquiriu um campo com a recompensa da iniquidade; e, precipitando-se, rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram.

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2. Devemos...

 

... santificar os Sábados ...

(Êx 20:8) Lembra-te do dia do Sábado, para o santificar.

(Êx 31:15) Qualquer que no dia do Sábado fizer algum trabalho, certamente será morto.

(Nm 15:32) ... acharam um homem apanhando lenha no dia de Sábado (...) Então disse o Senhor a Moisés: Tal homem será morto (...) e o apedrejaram até que morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.

... ou seguir o exemplo de Jesus e seu Pai?

(Jo 5:8-9) Então lhe disse Jesus: Levanta-te! Toma a tua esteira e anda. Imediatamente o homem foi curado, tomou a sua esteira, e pôs-se a andar. Aquele dia era Sábado.

(Jo 5:16-17) Assim, porque Jesus fazia estas coisas no Sábado, os judeus o perseguiam. Jesus lhe disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

(Cl 2:16) Portanto, ninguém nos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou de lua nova, ou de Sábado.

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3. Devemos fazer...

 

... imagens esculpidas ...

(Êx 25:18) Farás dois querubins de ouro batido nas duas extremidades do propiciatório.

(1Rs 7:28-29) Tinham painéis que estavam entre molduras, sobre os quais haviam leões, bois e querubins.

... ou elas são abominações aos olhos do Senhor?

(Êx 20:4) Não farás para ti imagens de escultura.

(Lv 26:1) Não farás para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua.

(Dt 27:15) Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominável ao Senhor.

(Jr 8:19) Por que me provocaram à ira com as suas imagens de escultura, com vaidades estranhas?

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4. Seremos julgados e/ou justificados (salvos)...

 

... somente por Deus ...

(Rm 8:33) É Deus quem os justifica.

(Ef 2:8-9) Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é Dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie.

... somente pela fé ...

(Rm 3:20-28) Por isso ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei (...) pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça (...) concluímos pois que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei.

(Gl 2:16) Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, também temos crido em Jesus Cristo para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei ninguém será justificado.

... somente pelas obras ...

(Rm 2:6) Deus recompensará a cada um segundo as suas obras.

... pela fé e pelas nossas obras ...

(Tg 2:24) Vedes então que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé (...) Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta.

... ou pelos caminhos ...

(Ez 7:3) ... e te julgarei conforme os teus caminhos ...

(Ez 7:27) Conforme o seu caminho lhes farei, e com os seus próprios juízos os julgarei.

(Ez 18:30) Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus.

... ou pelo proceder e pelo mérito das obras?

(Jr 17:10) Eu sou o Senhor que esquadrinho o coração, e que sondo os afetos; eu dou a cada um segundo o seu proceder, e segundo o mérito das suas obras.

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5. Deus...

 

... nunca muda de idéia nem se arrepende do que faz ...

(Ml 3:6) Eu, o Senhor, não mudo.

(Nm 23:19) Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa.

(1Sm 15:29) Aquele que é a Glória de Israel não mente nem se arrepende; pois não é homem para que se arrependa.

(Ez 24:14) Eu, o Senhor, o disse. Será assim, e o farei. Não tornarei atrás, não pouparei, nem me arrependerei.

(Tg 1:17) Toda boa dádiva e todo Dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.

... ou, às vezes, volta atrás e se arrepende?

(Êx 32:14) Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera havia de fazer ao seu povo.

(Gn 6:6-7) Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e isso lhe pesou no coração (...) pois me arrependo de os haver feito.

(Jn 3:10) Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez.

(2Rs 20:1-7) Ezequias adoeceu e o profeta Isaías disse: Assim diz o Senhor: Põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás. Ezequias orou ao Senhor e chorou muitíssimo. Então o Senhor fez Isaías voltar e falar para Ezequias que tinha ouvido as orações e o curou.

(Gn 18:23-33) Abraão consegue convencer a Deus que não deveria destruir a cidade de Sodoma se lá encontrasse pelo menos 10 justos. No início todos seriam destruídos, justos e ímpios, mas com a interferência de Abraão, que demonstrou ser um excelente argumentador, o Senhor amoleceu o coração e passou a ser mais condescendente. Dos 50 justos que havia falado anteriormente, se conformou em procurar apenas dez.

(1Sm 15:35) E o Senhor se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel.

(Jr 18:8-10) Se a tal nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe (...) se ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então me arrependerei do bem que tinha dito que faria.

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6. Os filhos devem pagar...

 

... pelos pecados dos pais ...

(Is 14:21) Preparai a matança para os filhos por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem e possuam a terra...

(Êx 20:5) Pois eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração.

(Êx 34:7) Ao culpado não tem por inocente; castiga a iniquidade dos pais sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração.

(1Cr 15:22) Pois assim como todos morreram em Adão...

(Dt 5:9) Pois eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração.

... ou não?

(Ez 18:20) O filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho.

(Dt 24:16) Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem o filho pela culpa dos pais.

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7. Deus é...

 

... bom ...

(Sl 45:9) O Senhor é bom para todos.

(Dt 32:4) Ele é justo e reto.

... ou ruim?

(Is 45:7) Eu formo a luz, e crio as trevas, eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas essas coisas.

(Lm 3:38) Não é da boca do Altíssimo que saem o mal e o bem?

(Jr 8:11) Assim diz o Senhor: Olhai! Estou forjando mal contra vós, e projeto um plano contra vós.

(Ez 20:25-26) Também lhe dei estatutos que não eram bons, e juízos pelos quais não haviam de viver; deixei-os contaminar-se em seus próprios dons, nos quais faziam passar pelo fogo tudo o que abre a madre, para os assolar, a fim de que soubessem que Eu sou o Senhor.

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8. Deus é Deus...

 

... da paz ...

(Rm 15:33) E o Deus da paz seja com todos vós. Amém.

(Iz 2:4) Ele exercerá o seu juízo entre as nações, e repreenderá a muitos povos. Estes converterão as suas espadas em arados e as suas lanças em podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.

... ou da guerra?

(Êx 15:3) O Senhor é um guerreiro; o Senhor é o seu nome.

(Jl 3:9-10) Proclamai isto entre as nações: Santificai uma guerra! (...) Forjai espadas das relhas dos vossos arados, e lanças da vossas podadeiras.

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9. Deus...

 

... tenta ...

(Gn 22:1) Depois dessas coisas, provou Deus a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui. Então disse Deus: toma o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto.

... ou não tenta as pessoas?

(Tg 1:13) Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e Ele a ninguém tenta.

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10. Deus...

 

... tem compaixão dos homens ...

(Sl 145:9) O Senhor é bom para todos; tem compaixão de todas as suas obras.

... ou não tem?

(Jr 13:14) Fa-los-ei em pedaços, atirando uns conta os outros, tanto os pais como os filhos, diz o Senhor. Não perdoarei nem pouparei, nem terei compaixão deles, para que não os destrua.

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11. O pai de José...

 

... foi Jacó ...

(Mt 1:16) Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo.

... ou Heli?

(Lc 3:23) E o mesmo Jesus, quando começou o seu ministério, tinha cerca de 30 anos, filho, como se julgava, de José, o qual foi filho de Heli.

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12. Quem foi ao sepulcro?

 

Uma mulher...

(Jo 20:1) Na madrugada do primeiro dia da semana, sendo ainda escuro, Maria Madalena foi as sepulcro, e viu que a pedra fora revolvida da entrada. Correu ela e foi ter com Simão Pedro e com os outros discípulos.

... duas mulheres ...

(Mt 1:16) Depois do Sábado, ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

... três mulheres ...

(Mc 16:1-2) Passado o Sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem ungir o corpo de Jesus. Muito cedo, no primeiro dia da semana, logo depois do nascer do Sol, foram ao sepulcro.

... ou várias mulheres?

(Lc 23:54-55; 24:1; 24:10) Era o dia da preparação e ia começar o Sábado. As mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram a José e viram o sepulcro, e como o corpo fora ali depositado (...) No primeiro dia da semana bem cedo, elas foram ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado (...) Eram Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago e as outras que com elas estavam...

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13. Jesus é...

 

... igual...

(Jo 10:30) Eu e o Pai somos um.

... ou inferior ao seu Pai?

(Jo 14:28) Porque eu vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.

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14. É vantagem...

 

... ser sábio ...

(Pv 4:7) A sabedoria é suprema; portanto adquire a sabedoria. Sim, com tudo o que possuis adquire o entendimento.

... ou não é?

(Ec 1:18) Porque na muita sabedoria há muito enfado; o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.

(1Co 1:19) Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios; aniquilarei a inteligência dos inteligentes.

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15. O morcego é uma ave?

 

(Lv 11:13-19) Dentre as aves, a estas abominareis, não se comerão, serão abomináveis: a águia, (...) a poupa e o morcego.

(Dt 14:13-18) Toda a ave limpa comereis. Porém estas são as que não comereis: a águia, (...) a poupa e o morcego.

Para a Ciência, apesar de voar, o morcego é um mamífero, porque mama quando pequeno.

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16. Quantos pés têm os insetos?

 

(Lv 11:21-23) Mas de todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés, podereis comer dos que tiver pernas compridas para com elas saltar sobre a terra. Deles comereis estes: a locusta de qualquer espécie, o gafanhoto devorador de qualquer espécie, o grilo de qualquer espécie, e o gafanhoto de qualquer espécie. Todos os outros insetos que voam, que têm quatro pés, serão para vós abominação.

Para a Ciência, os animais classificados como insetos têm seis patas e nenhum pé.

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17. As lesmas se derretem?

 

(Sl 58:8) Como a lesma que se derrete, assim sejam eles...

Seria essa uma referência a um tipo de lesma medieval, já extinta?

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18. Cruzamento de animais de diferentes espécies?

 

(Gn 30:39) E concebiam os rebanhos diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas.  

Esse tipo de aberração pode ter sido fruto de alguma experiência genética?

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19. A Terra é...

 

... esférica ...

(Is 40:22) Ele está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos.

... ou plana?

(Mt 4:8) Levou-o novamente o diabo a um monte muito alto, e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor.

Para ver todos os reinos do mundo, mesmo no lugar mais alto do planeta, a Terra deveria ser plana.

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20. As serpentes comem pó?

 

(Gn 3:14) Disse, pois, o Senhor Deus à serpente: (...) pó comerás todos os dias da tua vida.

A Ciência até hoje ainda não descobriu uma serpente que se alimentasse de pó. Não pode ser uma referência ao fato dela andar rastejando, porque a mesma já rastejava antes de ter sido amaldiçoada.

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21. Deus construiu a Terra...

 

... do nada...

(Gn 1:1) No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia...

... ou da maneira convencional?

(Jó 38:4-6) Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Diz-me, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre o que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina ...?

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22. O céu tem colunas para se apoiar?

 

(Jó 26:11) As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça.

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23. Moisés era...

 

... manso ...

(Nm 12:3) Ora, Moisés era homem muito manso, mais do que todos os homens que havia na terra.

... ou sanguinário?

(Nm 14-17) Indignou-se Moisés grandemente contra os oficiais do exército (...) Disse-lhes: Por que deixastes com vida todas as mulheres? (...) Agora matai todas as crianças do sexo masculino. E matai também a todas as mulheres que coabitaram com algum homem, deitando-se com ele.

Fico imaginando qual seria o critério adotado pelos matadores, para identificar as mulheres que já haviam coabitado com algum homem...

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24. O justo...

 

... florescerá ...

(Sl 92:12) O justo florescerá com a palmeira...

... ou perecerá?

(Is 57:1) Perece o justo, e não há quem considere isso em seu coração...

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25. Onde aconteceu o sermão da montanha?

 

Sobre o monte...

(Mt 5:1) Vendo Jesus as multidões, subiu a um monte e assentou-se.

... ou ao pé dele?

(Lc 6:17) Descendo com eles, parou num lugar plano, onde se encontrava grande número de discípulos seus e grande multidão de toda a Judéia...

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26. As últimas palavras de Jesus são as que estão em...

 

... Mt 27:46...

Por volta da hora nona exclamou Jesus em alta voz: Eli, Eli, lemá sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

... ou em Lc 23:46 ...

Jesus clamou com grande voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. Havendo dito isto, expirou.

... ou em Jo 19:30?

Quando Jesus recebeu o vinagre, disse: Está consumado! E inclinando a cabeça, entregou o espírito.

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27. Os anos de fome foram...

 

... sete ...

(2Sm 24:13) Assim veio Gade a Davi, e lhe disse: Queres que sete anos de fome te venham à tua terra? Ou que por três meses fujas diante de teus inimigos, e eles te persigam?

... ou três?

(1Co 20:11) Gade veio a Davi, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Faze a tua escolha: ou três anos de fome, ou que por três meses sejas consumido diante de teus adversários...

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28. Quem incitou Davi foi...

 

... Deus ...

(2Sm 24:1) A ira do Senhor tornou a acender-se contra Israel, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e Judá.

... ou Satanás?

(1Cr 21:1) Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel.

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29. A árvore genealógica de Jesus está em...

 

... Mt 1:2-17...

Abraão gerou a Isaque, Isaque gerou a Jacó, Jacó gerou a Judá e a seus irmãos. (...) Eliúde gerou a Eleazar, Eleazar gerou a Matã, Matã gerou a Jacó, Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo.

... ou em Lc 4:23-38?

Era, como se cuidava, filho de José, filho de Heli, filho de Matã, filho de Levi, (...) Filho de Enos, filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus.

Além das discrepâncias nas duas genealogias, note-se também que Jesus não teve pai verdadeiro. Seu pai era Deus. Por que então disseminar a idéia dele ser descendente de humanos? Em qual das duas versões acreditar?

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30. Deus pode ser visto...

 

... face a face ...

(Gn 32:30) Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi poupada.

(Êx 33:11) Falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo.

(Êx 24: 9-11) Subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel, e viram o Deus de Israel. Debaixo dos seus pés havia como que uma calçada de pedra de safira que se parecia com o céu na sua claridade. Mas Deus não estendeu a sua mão contra os escolhidos dos filhos de Israel; eles viram a Deus, e comeram e beberam.

(Am 9:1) Vi o Senhor em pé junto ao altar, e ele me disse: Fere os capitéis para que estremeçam os umbrais.

(Gn 26:2) Apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser.

(Jo 14:9-10) Quem me vê, vê o Pai (...) Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim?

... apenas pelas costas ...

(Êx 33:23) Depois, quando eu tirar a mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá.

... ou jamais pode ser visto?

(Jo 1:18) Ninguém nunca viu a Deus...

(Jo 6:46) Ninguém viu ao Pai, a não ser aquele que é de Deus; só este viu ao Pai.

(1Jo 4:12) Ninguém jamais viu a Deus...

(Êx 33:20) Não poderás ver a minha face, pois homem nenhum pode ver a minha face, e viver.

(1Tm 6:16) Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.

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31. Deus é...

 

... misericordioso ...

(Tg 5:11) O Senhor é cheio de misericórdia e compaixão.

(1Cr 16:34) Rendei graças ao Senhor, pois ele é bom; o seu amor dura para sempre.

(1Jo 4:16) Deus é amor.

(Sl 145:9) O Senhor é bom para todos.

... ou cruel?

(Jr 13:14) Não perdoarei nem pouparei, nem terei compaixão deles, para que não os destrua.

(1Sm 15:3) Vai agora e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver. Nada lhe poupes; matarás a homens e mulheres, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.

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32. De cada animal, entrou na arca de Noé...

 

... sete casais dos limpos e um casal dos não limpos ...

(Gn 7:2) De todos os animais limpos levarás contigo sete e sete, o macho e a fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea.

... ou apenas um casal de cada, independente de ser ou não limpo?

(Gn 2:8-9) Dos animais limpos, e dos animais que não são limpos, e das aves e de todo o réptil sobre a terra, entraram de dois em dois para Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé.

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33. Os estábulos eram em número de...

 

... quarenta mil ...

(1Rs 4:26) Tinha também Salomão quarenta mil cavalos em estábulos para os seus carros, e doze mil cavaleiros.

... ou quatro mil?

(2Cr 9:25) Teve também Salomão quatro mil manjedouras para os cavalos de seus carros, e doze mil cavaleiros, os quais mantinha nas cidades dos carros, e com o rei em Jerusalém.

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34. Deus estava...

 

... satisfeito com sua criatura ...

(Gn 1:31) Viu Deus tudo o que tinha feito, e que era muito bom.

... ou arrependido de havê-la criado?

(Gn 6:6) Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra...

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35. É possível a um homem...

 

... subir aos céus de corpo e alma...

(2Rs 2:11) Indo eles andando e falando, de repente um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro, e Elias subiu ao céu num redemoinho.

... ou só o Filho do Homem?

(Jo 3:13) Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu - o Filho do homem [que está no céu].

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36. Jesus profetizou que Pedro o negaria...

 

... antes do galo cantar uma vez ...

(Mt 26:34) Disse-lhes Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás.

... ou duas vezes?

(Mc 14:30) Em verdade te digo que hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás.

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37. Pedro negou conhecer Jesus...

 

... três vezes, antes do galo cantar uma vez ...

(Mt 26:74-75) Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. Então Pedro se lembrou das palavras que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás.

(Lc 22:60) E Pedro lembrou-se da palavra que o Senhor lhe havia dito: Hoje, antes que o galo cante, três vezes me negarás.

... três vezes, antes do galo cantar duas vezes ...

(Mc 14:72) Imediatamente o galo cantou segunda vez. Então Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás.

... duas vezes, antes do galo cantar uma vez ...

(Jo 18:27) De novo Pedro negou, e naquele momento um galo começou a cantar.

... ou três vezes, sem que o galo cantasse uma única vez?

(Jo 13:38) Jesus respondeu: Tu darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo que de modo algum cantará o galo antes que me negues três vezes.

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38. Saul...

 

... suicidou-se ...

(1Sm 31:4) Assim Saul tomou a espada, e se lançou sobre ela.

... ou foi morto?

(2Sm 1:6-10) Então disse o moço que lhe dava a notícia: Cheguei por acaso ao monte Gilboa, e Saul estava encostado sobre a sua lança (...) Então ele me disse: Aproxima-te e mata-me, porque estou com muita vertigem, e toda a minha vida está ainda em mim. (...) Assim me aproximei dele e o matei, porque bem sabia que ele não viveria depois de ter caído.

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39. Os abençoados no sermão da montanha estão em...

 

... Mt 5:3-11...

Os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição.

... ou em Lc 6:20-26?

Os pobres, os que têm fome, os que choram, os que são odiados, os que foram expulsos, os injuriados, os rejeitados como indignos.

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40. Todos os homens...

 

... pecam ...

(1Rs 8:46 / 2Cr 6:36) Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares [às mãos/diante] do inimigo, a fim de os levarem cativos à terra do inimigo, distante ou perto...

(Pv 20:9) Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, estou limpo do meu pecado?

(Ec 7:20) Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e nunca peque.

(1Jo 1:8-10) Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não pecamos, fezemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

... ou alguns não pecam?

(1Jo 3:9) Aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado, porque a semente de Deus permanece nele; não pode continuar pecando, porque é nascido de Deus.

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41. Quem comprou o campo do oleiro, chamado Campo de Sangue foi...

 

... Judas ...

(At 1:18) Ora, este adquiriu um campo com a recompensa da iniqüidade (...) E todos os que habitam em Jerusalém ficaram sabendo do acontecido, de maneira que na sua própria língua esse campo se chamou Acéldama, isto é, Campo de Sangue.

... ou os príncipes dos sacerdotes?

(Mt 27:6) E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, pois é preço de sangue. Depois de deliberarem, compraram com elas o campo do oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso aquele campo até o dia de hoje tem sido chamado Campo de Sangue.

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42. O erro sobre a profecia do campo do oleiro...

 

... em Mt 27:9 ...  

Então se cumpriu o que predissera o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi avaliado aquele a quem certos filhos de Israel avaliaram. E as deram pelo campo do oleiro, conforme me ordenou o Senhor.

... quando, na verdade, estava em Zc 11:12-13.

Eu lhes disse: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o que me é devido: se não, deixai-o. Pesaram, pois, o meu salário, trinta moedas de prata. E o Senhor me disse: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. Tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro na casa do Senhor.

Em Jeremias não existe nenhuma referência ao campo do oleiro.

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43. Devemos...

 

... levar as cargas dos outros ...

(Gl 6:2) Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.

... ou cada um levará sua própria carga?

(Gl 6:5) Então terá motivo de glória só em si mesmo, e não em outrem, pois cada qual levará o seu próprio fardo.

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44. Devemos...

 

... responder ao tolo ...

(Pv 26:5) Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele.

... ou não?

(Pv 26:4) Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele.

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45. É recomendável...

 

... casar ...

(Pv 18:22) O que acha uma esposa acha uma coisa boa, e recebe favor do Senhor.

... ou não casar?

(1Co 7:1) Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher.

(1Co 7:8) Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se permanecerem com eu. [solteiro]

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46. Na conversão de Saulo, os que estavam com ele...

 

... ouviram vozes ...

(At 9:7) Os homens que iam com ele pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém.

... ou não ouviram?

(At 22:9) Os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo.

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47. Três dias depois do batismo Jesus foi para...

 

... o deserto por quarenta dias ...

(Mc 1:12) Imediatamente o Espírito o impeliu para o deserto, onde esteve quarenta dias, tentado por Satanás.

... ou permaneceu onde estava?

(Jo 1:35) No dia seguinte João estava outra vez ali, na companhia de dois dos seus discípulos. Quando ele viu Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus.

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48. Quantos apóstolos no período entre a ressurreição e a ascenção?

 

Onze...

(Mt 28:16) Os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado.

... ou doze?

(1Co 15:5) E que foi visto por Cefas, e depois pelos Doze.

Como Judas havia morrido, deveriam ser onze. Matias, que o substituiu, só foi sorteado após a ressurreição, conforme consta em At 1:26.

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49. Nossas obras devem...

 

... ser vistas ...

(Mt 5:16) Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.

... ou devem ser feitas secretamente?

(Mt 6:3-4) Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola seja dada secretamente. Então teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

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50. As mulheres viram no sepulcro...

 

... um anjo ...

(Mt 28:2) Houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu, chegou, removeu a pedra e assentou-se sobe ela.

... um jovem ...

(Mc 16:5) Entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido com um manto branco, e ficaram espantadas.

... dois homens ...

(Lc 24:4) ... mas quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas a esse respeito, de repente pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes.

... ou dois anjos?

(Jo 20:12) Enquanto chorava abaixou-se para olhar para dentro do sepulcro, e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro nos pés.

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51. Quando será a outra vinda?

 

Já passou...

(Mt 24:34) Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.

... ou ainda está por vir?

Seria interessante saber qual a duração de uma geração para a Bíblia.

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52. Os chefes de oficiais de Salomão eram...

 

... duzentos e cinqüenta ...

(2Cr 8:10) Eram também os chefes dos oficiais que o rei Salomão tinha, duzentos e cinqüenta, que presidiam sobre o povo.

... ou quinhentos?

(1Rs 9:23) Eram estes os chefes dos oficiais que estavam sobre a obra de Salomão, quinhentos e cinqüenta, que davam as ordens ao povo que trabalhava na obra.

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53. O sucessor de Josias foi...

 

... Salum ...

(Jr 22:11) Pois assim diz o Senhor acerca de Salum, filho de Josias, rei de Judá, que reinou em lugar de Josias, seu pai, que saiu deste lugar: Jamais tornará para ali.

... ou Jeoacaz?

(2Cr 36:1) E o povo da terra tomou a Jeoacaz, filho de Josias, e o fez rei de Jerusalém, em lugar de seu pai.

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54. A pedra que lacrava o sepulcro...

 

... foi removida por um anjo na hora que Maria Madalena chegou...

(Mt 28:2) Houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu, chegou, removeu a pedra, e assentou-se sobre ela.

... ou já havia sido removida antes?

(Mc16:2-4) Muito cedo, no primeiro dia da semana, logo depois do nascer do Sol, foram ao sepulcro. Diziam umas às outras: Quem removerá a pedra da entrada do sepulcro? Mas, olhando, viram que a pedra, que era muito grande, já estava removida.

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55. Como se tomou conhecimento da ressureição de Cristo?

 

Jesus estava lá quando as mulheres chegaram e saiu ao encontro delas...

(Mt 28:9) De repente Jesus lhes saiu ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram.

... ou elas entraram no sepulcro e foram avisadas da ressurreição ...

(Mc 16:5-6) Entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido com um manto branco, e ficaram espantadas. Ele lhes disse: Não vos assusteis. Buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Já ressurgiu! Não está aqui. Vede o lugar onde o puseram.

(Lc 24:2-6) Acharam a pedra removida do sepulcro, mas quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas a esse repeito, de repente pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes . Elas ficaram tão atemorizadas, que se curvaram com o rosto em terra, mas os homens lhes disseram: Por que buscais entre os mortos quem está vivo? Ele não está aqui, mas ressurgiu.

... ou apenas Maria Madalena foi ao sepulcro e não entrou?

(Jo 20:1-7) Na madrugada do primeiro dia da semana, sendo ainda escuro, Maria Madalena foi ao sepulcro, e viu que a pedra fora revolvida da entrada. Correu ela e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo (...) Chegou Simão Pedro, (...) entrou no sepulcro e viu no chão os lençóis.

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56. Foram colocados guardas na entrada do sepulcro?

 

(Mt 28:4) Os guardas tremeram de medo dele, e ficaram como mortos.

Em Marcos, Lucas e João não existe referência aos guardas. Afinal eles foram colocados na entrada do sepulcro para evitar que o corpo fosse roubado ou não?

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57. Jesus se dizia...

 

... um pacificador ...

(Jo 14:27) Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.

(At 10:36) Conheceis a palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos).

(Lc 2:14) Glória a Deus nas maiores alturas, paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.

... ou um anti-pacificador?

(Lc 10:34) ...e o que não tem espada, vende a sua capa e compre uma.

(Mt 10:34) Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada.

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58. Cristo pregava...

 

... o amor ao inimigo ...

(Mt 5:44) Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.

... e a desunião entre as famílias?

(Mt 10:34) Pois eu vim trazer divisão entre o homem e seu pai, entre a filha e sua mãe, entre a nora e sua sogra.

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59. Jesus era...

 

... contraditório ...

(Jo 8:14) Respondeu Jesus: Ainda que eu testifique de mim mesmo, o meu testemunho é válido, pois sei de onde vim e para onde vou.

... ou não?

(Jo 5:31) Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro.

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60. Jesus era...

 

... o filho de Deus ...

(Jo 5:25) Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.

... ou o filho do homem?

(Jo 5:27) E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do homem.

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61. Podemos chamar...

 

... nomes ...

(Lc 11:40) Loucos! O que fez o exterior não fez também o interior?

... ou não?

(Mt 5:22) Mas quem disser: Tolo! Estará sujeito ao fogo do inferno.

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62. Cristo pregou...

 

... a reconciliação com nossos adversários ...

(Mt 5:25) Reconcilia-te depressa com o teu adversário, enquanto está com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e te recolham à prisão. Em verdade vos digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último centavo.

... ou sugeriu darmos fim a ele?

(Lc 12:58) Quando fores com o teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho, para que não suceda que te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho e o meirinho te encerre na prisão. Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o último centavo.

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63. Somos todos...

 

... pecadores ...

(Rm 3:23) Não há distinção, pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus...

(Rm 3:10) Como está escrito: não há um justo, nem um sequer...

(Sl 14:3) ...não há quem faça o bem, não há sequer um.

... ou alguns não são?

(Jó 1:1) Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Este homem era íntegro e reto...

(Gn 7:1) Depois disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque és justo diante de mim nesta geração.

(Lc 1:6) Eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.

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64. A piedade...

 

... é proveitosa ...

(1Tm 4:8) Pois o exercício físico para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa...

... ou uma fonte de lucros?

(1Tm 6:6) De fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento.

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65. O voto que vale mais é o do...

 

... homem ...

(Nm 30:2) Quando um homem fizer um voto ao Senhor, ou um juramento, impondo restrições a si próprio, não violará a sua palavra; segundo tudo aquilo que sair da sua boca, fará.

... ou o da mulher?

(Nm 30:10-13) Se uma mulher, vivendo na casa de seu marido, fez um voto, ou mediante juramento se obrigou a alguma coisa (...) Seu marido pode confirmar ou anular todo voto e todo juramento que ela tiver feito...

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66. Jurar...

 

... é permitido ...

(Gn 21:24) Respondeu Abraão: Eu jurarei.

(Gn 22:16) Por mim mesmo jurei, diz o Senhor...

(Gn 31:53) E jurou Jacó pelo temor de seu pai Isaque.

(Dt 10:20) Ao Senhor teu Deus temerás, a ele servirás, e a ele te chegarás, e pelo seu nome jurarás.

(Hb 6:13) Quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurar, jurou por si mesmo...

(Hb 6:16) Os homens juram por quem lhes é superior, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda contenda.

... ou proibido?

(Mt 5:34-35) Eu, porém vos digo: De maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus, nem pela terra, por ser o estrado de seus pés...

(Tg 5:12) Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto...

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67. Jesus foi crucificado...

 

... à hora terceira ...

(Mc 15:25) Era a hora terceira quando o crucificaram.

... ou após a hora sexta?

(Jo 19:14-15) Era o dia da preparação da páscoa, e quase à hora sexta. Disse Pilatos aos judeus: Eis o vosso Rei. Mas eles gritaram: Fora! Fora! Crucifica-o! Perguntou-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César. Finalmente Pilatos o entregou para ser crucificado.

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68. Devemos...

 

... obedecer à lei dos homens ...

(1Pe 2:13) Sujeitai-vos a toda autoridade humana, por causa do Senhor, quer ao rei, com soberano, quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem.

(Tt 3:1) Lembra-lhes que se sujeitem aos governadores e autoridades, sejam obedientes, estejam preparados para toda boa obra...

... ou apenas à lei de Deus?

(At 5:29) Respondeu Pedro e os apóstolos: Mais importante obedecer a Deus do que aos homens!

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69. Homem e mulher foram criados...

 

... ao mesmo tempo ...

(Gn 1:27) Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.

... ou o homem foi criado primeiro?

(Gn 2:7-22) Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhes nas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente. (...) Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda. (...) Então da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou a mulher, e a trouxe ao homem.

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70. As planta vieram...

 

... antes ...

(Gn 1:11-13) E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim foi. A terra produziu relva, ervas que davam semente conforme a sua espécie, e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. E houve tarde e manhã - o terceiro dia.

Até esse momento o homem ainda não havia sido criado. Deus o criou, conforme está em Gênesis, no sexto dia.

... ou depois do homem?

(Gn 2:4-9) No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus, não havia ainda nenhuma planta do campo na terra; nenhuma erva do campo tinha brotado (...) Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra (...) E o Senhor fez brotar da terra toda espécie de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

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71. Deus vive...

 

... na luz ...

(1Tm 6:15-16) ...Rei dos Reis e Senhor dos senhores; aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita a luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu ou pode ver...

(Dn 2:22) Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.

... ou nas trevas?

(1Rs 8:12) Então disse Salomão: O Senhor declarou que habitaria numa nuvem escura.

(Sl 18:11) Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens do céu.

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72. Deus aceita sacrifício humano?

 

(Jz 11:30-39) E Jefté fez um voto ao Senhor: Se totalmente entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, qualquer que, saindo da porta da minha casa, me vier ao encontro, voltando eu vitorioso dos filhos de Amom, esse será do Senhor, e o oferecerei em holocausto. (...) Assim Jefté foi de encontro aos filhos de Amom a combater contra ele, e o Senhor os entregou nas suas mãos. (...) Vindo Jefté a Mispa, à sua casa, a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças. Era ela filha única. Não tinha ele outro filho nem filha. (...) E deixou-a ir por dois meses. (...) Ao fim de dois meses, ela voltou a seu pai, o qual cumpriu nela o voto que tinha feito.

(2Sm 21:6-9) ... de seus filhos nos dêem sete homens, para que os enforquemos ao Senhor em Gibeá De Saul, o eleito do Senhor. (...) ... e os entregou na mão dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o Senhor.

(Lc 19:27) Quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os diante de mim.

A Bíblia faz uma série de referências a sacrifícios humanos. Era comum Deus requerer primogênitos para Ele. O holocausto era sua maneira predileta de sacrifício, pois o cheiro de queimado lhe agradava particularmente, dando a Ele profundo deleite.

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73. A fé...

 

... está acima de tudo ...

(Gl 5:6) Pois em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum. O que importa é a fé que opera pelo amor.

... ou é menos importante do que cuidar da família?

(1Tm 5:8) Mas, se alguém não cuida dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior que o incrédulo.

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74. Dependendo do momento, Deus...

 

... é só amor e perdão ...

(Sl 86:5) Tu, ó Senhor, és bom e pronto a perdoar, e abundante em amor para com todos os que te invocam.

(Sl 86:15) Mas tu, ó Senhor, és Deus compassivo e gracioso, lento para irar-se, e abundante em amor e fidelidade.

... ou pune com morte horrível até mesmo crianças e mulheres grávidas?

(Os 13:16) Cairão à espada, seus filhos serão despedaçados, e as suas mulheres grávidas serão abertas pelo meio.

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75. Zedequias começou a reinar com...

 

... vinte e cinco anos ...

(2Cr 36:11) Era Zedequias da idade de vinte e cinco anos quando começou a reinar, e onze anos reinou em Jerusalém.

... ou vinte e um anos?

(2Rs 24:18) Tinha Zedequias vinte e um anos de idade quando começou a reinar, e onze anos reinou em Jerusalém.

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76. Deus é...

 

... contra os espancamentos...

(1Tm 3:2-3) É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, [...], não espancador, mas moderado...

... ou a favor deles?

(Pv 20:30) Os açoites e as feridas purificam o mal, e as pancadas penetram até o mais íntimo do ser.

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77. Devemos...

... evitar a embriaguês...

(Ef 5:18) E não vos embriagues com vinho, em que há devassidão, mas enchei-vos do Espirito.

... e embriagar os outros?

(Pv 31:6) Dai bebida forte aos que perecem, e vinho aos amargosos de espírito para que bebam e se esqueçam da sua pobreza...

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